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ASSISTA AO FILME “O VENENO ESTÁ NA MESA”, DE SILVIO TENDLER, SOBRE O ABSURDO DOS AGROTÓXICOS NO BRA.

 

 


 

Veja o lixo despejado no Guaíba é um perigo para a natureza.

 

Fonte: Clicrbs


 

Belo Monte: mais um atropelo na legislação ambiental.

Fonte: Blog Telma Monteiro

Em julho passado os responsáveis pelos estudos ambientais protocolizaram no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA) o documento - "Estratégias para licenciamento ambiental", com o fim de estabelecer estratégias para o Projeto Básico Ambiental (PBA) de Belo Monte. O PBA é o documento que apresenta programas e projetos para mitigar os impactos ambientais e sociais diagnosticados no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). A equipe técnica do Ibama analisa o PBA e confere, inclusive, se as condicionantes da Licença Prévia (LP) estão sendo observadas e contempladas no âmbito dos programas. Só com a aprovação de todo o PBA é que a Licença de Instalação (LI) poderá ser emitida.

O PBA de Belo Monte já foi entregue ao IBAMA no dia 30 de julho e é o último passo dos empreendedores no caminho da obtenção da Licença de Instalação (LI) que autoriza o início das obras. No caso do processo da usina de Belo Monte, uma licença inédita está sendo criada. Desta vez chamaram de "Licença de Instalação das Instalações Iniciais" ou "Licença de Instalação da Infraestrutura de Apoio". Não existe amparo legal para mais essa nova modalidade de licença fragmentada.

A justificativa desse novo atropelo na legislação ambiental é que duas licenças de instalação em seqüência seriam necessárias devido aos fatores sazonais da região e do cronograma de construção aprovado pela Aneel. Alguém entendeu? Mais ainda, sugere-se que dessa forma é possível "implantar o empreendimento em condições ambientalmente sustentáveis no que se refere aos aspectos socioeconômicos". Dá para acreditar nessa conversa?

Já havíamos sido atingidos, em 2009, pela inventada "licença de instalação parcial" do canteiro de obras da usina de Jirau, no rio Madeira. Aliás, ela foi objeto de Ação Civil Pública do Ministério Público Federal. Agora, mais uma vez, a sociedade é surpreendida pela criatividade do governo para acelerar a concessão da LI e o início das obras de Belo Monte.

A primeira licença que o Consórcio Norte Energia está requerendo é para implantar a infraestrutura de apoio às obras e a segunda, para o resto. Qualquer engenheiro sabe que basta a primeira licença - da infraestrutura de apoio, para autorizar disfarçadamente mais de 70% dos impactos diretos das obras. Na verdade a licença de instalação da infraestrutura de apoio não passa de um engodo.

Ao chegar nesse ponto todo o estrago já foi feito - supressão de vegetação, vias de acesso, acampamentos, construção de canteiros industriais, terraplenagens, construção dos canteiros de obras, interferências nos igarapes - afinal os impactos ambientais reais são os iniciais e são eles que determinarão os impactos sociais e as alterações no ecossistema. Isso aconteceu em Jirau.

O consórcio aproveitou para inventar, também, dois Planos Básicos Ambientais (i) programas e projetos relativos às instalações iniciais e (ii) extensão desses programas e projetos com a inclusão de outros para o restante da área de intervenção do empreendimento.

O primeiro PBA pretende subsidiar a solicitação da LI da Infraestrutura de Apoio para (i) acampamentos dos diques e do Sítio Pimental (ii) acampamento e Canteiro Industrial do Sítio Belo Monte (iii) acesso viário interligando a BR 320 ao Sítio Pimental (iv) linha de transmissão para atender às obras (v) movimentação de terra no rio Xingu (vi) facilitar o acesso no canteiro do Sítio Pimental. O objetvio é implantar essa infraestrutura de apoio neste segundo semestre de 2010 e a concessão da licença ainda em agosto. E no primeiro semestre de 2011 pretendem-se dar início às demais obras.

Percebe-se que está tudo organizado, arquitetado para passar em cima de todos com um rolo compressor. Afinal Lula disse que tem que agilizar as licenças ambientais para as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e temos uma Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixieira, que declarou isso, também. Então não faltaria mais nada. As datas já estão definidas e passar pelo crivo da equipe técnica do IBAMA é mera formalidade.

Fica a certeza de que não há programas ambientais que possam controlar os efeitos negativos das atividades construtivas de Belo Monte. Esses efeitos atingirão, na verdade, direta e indiretamente, 89.847 km² de terras indígenas (17,5% do território da bacia hidrográfica do Xingu) e 199.165 km² de Unidades de Conservação (UC) (39% da bacia). Além do que a bacia hidrográfica do Xingu é compartilhada por dois dos maiores biomas do país, o Cerrado, no alto Xingu e o Amazônico no médio e baixo Xingu.

Mas isso todos nós, pobres mortais, já sabemos!

Ações antecipatórias No documento chamado "Estratégias para licenciamento ambiental", a CNEC - Camargo Corrêa e a Leme - GDF Suez, empresas responsáveis pela elaboração do PBA, escreveram que "A Licença Prévia do AHE Belo Monte definiu a necessidade de que os Programas Socioambientais propostos no EIA e detalhados no PBA, incluam ações antecipatórias voltadas para importantes aspectos socioambientais a serem impactados, tais como: saneamento, aumento da demanda dos equipamentos de saúde e educação, migração." Tentam fazer crer que a idéia seria do Ibama. É mentira.

Apesar da LP de Belo Monte conter essa condicionante, na verdade ela foi inserida por sugestão das empresas que concorreriam ao leilão, para "apaziguar" os ânimos dos movimentos sociais da região. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mandou incluir essa condicionante na LP. Não passa de um artifício para (i) antecipar desembolso e (ii) lançar mão da política do fato consumado.


 

Formandos de 2010 Tecnologia em Gestão Ambiental.

Eu e minha esposa estamos nos formando em Gestão Ambiental, para nos foi um grande aprendizado, e o mais inportante foi ampliar a consciência ecológica e ambiental.

Seremos partir do dia 27 de agosto de 2010 Gestores em Meio Ambiente.

Segue algumas fotos do convite dos formandos.

 

 

 


Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN’s: peculiaridades que justificam tratamento diferenciado.

Diante do atual cenário ambiental mundial, uma das principais estratégias para conservação de biodiversidade é a criação de áreas protegidas, no Brasil regulamentadas como Unidades de Conservação da Natureza.

Segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, o bioma Mata Atlântica, considerado um dos 34 hotspots mundiais possui apenas 7,3% de sua área original e, em que pese seu tamanho reduzido, esse remanescente apresenta altos índices de biodiversidade e endemismo, além de colaborar de maneira significativa com a prestação de serviços ambientais para as regiões mais povoadas do Brasil. Ainda, segundo dados da mesma instituição, cerca de 80,5% das áreas remanescentes do bioma Mata Atlântica estão fora de unidades de conservação públicas e dependem diretamente de particulares para sua conservação.

Uma maneira de conferir maior proteção a essas áreas é a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN’s. Nascida em 1.977 sob o nome de Refúgios Particulares de Animais Nativos – REPAN’s, o instituto de conservação em terras privadas evoluiu ao longo dos anos e, em 1.990, um decreto federal criou a figura das RPPN’s. Diversas foram as modificações, tanto em relação aos procedimentos de criação quanto em relação aos seus objetivos, mas o mais importante é saber que há mais de trinta anos a sociedade civil colabora com a conservação da biodiversidade brasileira, protegendo terras particulares sob o manto de mecanismos legais que vieram se aperfeiçoando.

A lei n.º 9.985/00, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC elevou o instituto de conservação em terras privadas, RPPN, existente desde 1.990, ao patamar de Unidade de Conservação da Natureza. Atualmente, conforme disposto no Decreto n.º 5.746/06, a RPPN é conceituada como uma “unidade de conservação de domínio privado, com o objetivo de conservar a diversidade biológica, gravada com perpetuidade, por intermédio de Termo de Compromisso averbado à margem da inscrição no Registro Público de Imóveis”.

A RPPN é área de domínio privado e possui como princípio legal de manejo a proteção integral, permitindo-se o uso indireto dos recursos naturais por meio de atividades de ecoturismo, pesquisa científica e educação ambiental. Pode ser criada por pessoas físicas ou jurídicas, em parte ou no total de suas propriedades, não havendo limite de tamanho, mínimo ou máximo, pré-estabelecido. O pedido de criação de RPPN é de caráter voluntário e deve ser encaminhando ao órgão ambiental responsável, que pode ser federal, estadual ou municipal, conforme o caso.

Dado o caráter voluntário de sua criação, esse mecanismo de conservação em terras privadas tem se destacado e alcançado resultados bastante significativos. Segundo dados do Cadastro Nacional de RPPN, atualmente existem mais de 930 RPPN’s criadas, protegendo cerca de 673 mil hectares de biodiversidade em todos os biomas brasileiros.

Importante destacar também que o título de RPPN conferido a uma propriedade particular é de caráter perpétuo, porém, não acarreta em perda do direito de propriedade, sendo que a área pode ser vendida a qualquer tempo, sem perder o gravame de RPPN. Já nos casos em que a área encontra-se, por exemplo, hipotecada, a RPPN poderá ser reconhecida pelo órgão ambiental desde que haja anuência expressa do credor.

Os esforços da sociedade civil no incremento dos quadros de conservação da biodiversidade brasileira merecem reconhecimento e aplausos. Mas, mais do que isso, merecem e precisam urgentemente de incentivos mais consistentes por parte do poder público, já que as RPPN’s não oneram o governo, ao contrário do que ocorre com as Unidades de Conservação públicas, que, por vezes, demandam pagamentos de indenização para as devidas desapropriações, bem como recursos técnicos, financeiros e humanos para sua implementação e gestão.

Atualmente, podemos citar o exemplo bem sucedido de alguns municípios do Paraná que praticam repasse de parte do ICMS Ecológico, recebidos pela prefeitura para apoio a implementação e gestão das RPPN’s existentes no município.

Outro mecanismo que merece destaque é o Pagamento por Serviços Ambientais– PSA, que atualmente já funciona em algumas regiões do país, notadamente em relação a água. De todo modo, não existe nenhum mecanismo específico de PSA voltado às RPPNs, seja pela água, biodiversidade, beleza cênica ou carbono.

Tanto pelo valor intrínseco quanto pela escassez dos recursos naturais que essas áreas abrigam, urge que sejam criados novos instrumentos e aprimorados os mecanismos existentes com a finalidade de remunerar os proprietários que mantém essas áreas conservadas, pois se até hoje o fazem, é em prol do todo e única e exclusivamente às suas expensas.

No nosso entendimento, esses mecanismos de incentivo econômico e/ou fiscal devem considerar as RPPN’s e seus diferenciais, de modo a atribuir maior peso na participação das mesmas, privilegiando e premiando os esforços da sociedade civil na conservação da biodiversidade brasileira.

A ideia central de criação ou aprimoramento dos mecanismos existentes, de forma consistente, com foco no privilégio às RPPN’s, reside no fato de que essas áreas estão gravadas com perpetuidade com o fim único e exclusivo de conservação para produzir, ou prestar, serviços ambientais, como produção de oxigênio e purificação do ar pelas plantas; produção e proteção de recursos hídricos; manutenção de biodiversidade; controle do clima; reserva de produtos medicinais para a cura de enfermidades humanas, entre outros.


Além disso, é de se ressaltar que ao criar a RPPN, o proprietário de terra, por iniciativa própria e voluntariamente, cria para si um rol maior de obrigações legais em relação a terra, ao mesmo tempo em que restringe seu direito de uso. Ou seja, o proprietário de RPPN vai além do cumprimento da lei!


Por esses motivos, no entendimento do autor dessas linhas, as RPPN’s devem ser entendidas no âmbito de suas peculiaridades e não podem, como de direito não devem, receber o mesmo tratamento que outras áreas com as mesmas características físicas, porém, sem o agasalho jurídico de uma Unidade de Conservação, sob pena de conferirmos tratamento igual aos desiguais, punindo aqueles que abriram mão de outros usos para suas terras optando pela conservação em caráter perpétuo.

Fonte: Portal do Meio Ambiente


Detectado aumento do nível dos mares por degelo em regiões polares.

 

Washington, 28 abr (EFE).- As mudanças registrados na quantidade de gelo que flutua nos oceanos polares estão provocando um aumento do nível dos mares, revelou um estudo publicado hoje na revista "Geophysical Research Letters".

Segundo o princípio de Arquímedes, todo corpo submerso em um fluído experimenta um empurrão vertical igual ao peso do fluído deslocado, o que significaria que o degelo não deve influenciar nos níveis marítimos.

No entanto, os cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, dizem que esse princípio não é aplicável uma vez que a água do mar é mais morna e mais salgada que os gelos flutuantes e que, por isso, influi nos níveis do mar.

Apesar da perda de gelo flutuante a cada ano ser similar, segundo os cientistas, a 1,5 milhão de icebergs como os que afundaram o Titanic no começo do século passado, o que torna o aumento do nível marinho insignificante. Em um ano esse aumento é de cerca de 49 micrometros, ou seja, o diâmetro de um fio de cabelo.

No entanto, Andrew Shepherd, autor do estudo baseado em observações de satélite e modelos computadorizados, afirma que o impacto do degelo é um sinal que não pode ser ignorado.

Shepherd lembrou que nas últimas décadas se registraram reduções consideráveis do gelo flutuante da Terra, particularmente nas plataformas antárticas e árticas.

"Estas mudanças tiveram um grande impacto no clima regional e, já que se espera que os oceanos aumentem sua temperatura no curso do século, o degelo dos icebergs deve ser considerado em avaliações futuras dos aumentos no nível marinho", disse. EFE

Fonte: G1


Estudo revela segredos de montanhas geladas na Antártida

Cientistas que mapearam as mais enigmáticas cadeias de montanhas da Terra anunciaram algumas de suas descobertas em uma conferência nos Estados Unidos.

A equipe internacional de pesquisadores passou dois meses entre 2008 e 2009 estudando as montanhas Gamburtsevs, uma cordilheira com picos que ultrapassam os 2.500 metros de altitude escondida sob a neve na Antártida.

Os especialistas revelaram, por exemplo, que o contorno das montanhas é mais rugoso do que se acreditava, e que elas estão agrupadas de forma linear, ao contrário do que se pensava.

A formação linear é importante porque indica a possível origem das montanhas, cuja existência intriga cientistas desde que a cordilheira foi descoberta por pesquisadores soviéticos há 50 anos.

Um dos integrantes da equipe, o cientista Michael Studinger, do Lamont-Doherty Earth Observatory (LDEO) da Columbia University, em Nova York, disse que a estrutura linear torna as Gamburtsevs comparáveis aos Alpes ou aos Montes Apalaches.

"São cadeias de montanhas que se formaram pela colisão de placas tectônicas", disse Studinger à BBC.

O especialista fez suas declarações durante um encontro da American Geophysical Union em San Francisco, na Califórnia.

Ele enfatizou que a análise das informações coletadas ainda é bastante incipiente e que uma avaliação final deverá ser publicada mais adiante.

Surpresa

Quando foram detectadas em 1957 pelos soviéticos, as montanhas surpreenderam a comunidade científica internacional porque, até aquele período, acreditava-se que a superfície rochosa no centro do continente antártico era relativamente plana.

A cordilheira tem despertado o fascínio de cientistas desde então, porque acredita-se que, há 30 milhões de anos, ela tenha sido um ponto que originou as gigantescas camadas de neve que hoje cobrem a Antártida.

Ou seja, se as montanhas não estivessem ali, no meio do continente antártico, o lençol de gelo que existe no local talvez não tivesse se formado da maneira como ocorreu.

Estudar as Gamburtsevs, no entanto, é extremamente difícil. As temperaturas no local podem cair abaixo de - 80ºC.

Para este estudo, duas aeronaves Twin-Otter sobrevoaram os picos escondidos sob a neve, percorrendo um total de 120 mil km.

Elas coletaram informações sobre a espessura do gelo, obtiveram imagens feitas por radar da base rochosa submersa e das diferentes camadas de gelo que a encobrem e ainda fizeram um mapa da superfície gelada com um equipamento a laser.

"Chegamos a um ponto no processamento das informações que nos permite iniciar o trabalho cienfífico com os dados", disse Studinger.

A camada de gelo que cobre as montanhas varia entre algumas centenas de metros, nos pontos menos espessos, até cerca de 4.800 metros.

A análise dos dados revela também um perfil rugoso com altos picos e vales profundos, escavados por rios e gelo em um passado longínquo.

Estudar o que aconteceu nesses vales pode trazer pistas sobre quão rapidamente as Gamburtsevs foram encobertas pelo gelo - e sobre a evolução climática do planeta.

Os dados indicam ainda que existem bolsões de água na base do gelo.

"Estamos entusiasmados com a ideia de usar essas informações para ver como os vales escavados pelos rios e depois cobertos pelo gelo estão agora condizindo a água sob o lençol de gelo", disse Robin Bell, outro integrante do LDEO.

Outro pesquisador, Fausto Ferraccioli, do centro de pesquisas British Antarctic Survey, disse que é possível que os cientistas encontrem um ponto onde o gelo possa ser perfurado para que se obtenham informações sobre o clima da Antártida há milhões de anos.

"Pode existir gelo mais antigo do que 1,2 milhões de anos - entre 1,2 e 1,5 milhões", disse Ferraccioli à BBC News.

Fonte: BBC Brasil


Tubulações para obras do PISA chegam à Capital
Nova rede de esgoto promete devolver balneabilidade à orla

 

As obras do Projeto Integrado Socioambiental (Pisa) em Porto Alegre devem começar a partir da segunda quinzena de janeiro próximo. E os primeiros "protagonistas" da obra que pretende mudar o tratamento de esgotos na Capital chegaram nesta segunda-feira à cidade: três carretas vindas de São Paulo trouxeram os primeiros metros de tubulações que serão utilizadas na primeira etapa do Pisa, que envolve a construção de 7,3 quilômetros de rede de esgoto via terrestre.

O emissário terrestre será responsável pela condução dos esgotos provenientes da área central da Capital – da Estação de Bombeamento da Ponta da Cadeia – até a estação de bombeamento de esgoto no Cristal. As outras etapas do Pisa envolvem a construção de um emissário subaquático para tratamento do esgoto no bairro Serraria, na zona Sul da cidade.

Os caminhões com as tubulações de 1,5 metro de diâmetro ingressaram em Porto Alegre pela freeway e seguiram pelas avenidas Castelo Branco, Mauá até a avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio), onde foram descarregados. Até o dia 30, deverão chegar mais 15 carretas.

O engenheiro Valdir Flores, coordenador das obras do Pisa, enfatizou que a primeira etapa deverá estar concluída em março de 2011. "Reforçamos que o Pisa vai mudar a cara da Capital. Vamos passar de 27% de esgoto tratado para 77%, índice superior ao recomendado pela ONU para cidades de grande porte", disse. Flores ressaltou ainda que, além dos benefícios aos consumidores – que terão uma água de melhor qualidade –, o projeto também permitirá a recuperação da balneabilidade do Guaíba.

O Pisa conta com financiamento do BID de US$ 83,2 milhões, o equivalente a cerca de R$ 203 milhões e irá beneficiar mais de 295 mil habitantes da Capital. Até a conclusão do projeto, deverão ser investidos, no total, R$ 586,7 milhões. Além dos recursos do BID, a iniciativa conta com financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF), no valor de R$ 316,2 milhões, e investimentos municipais de R$ 67,1 milhões.

Fonte: Elio Bandeira / Correio do Povo


 

Ano de 2009 deverá ser um dos mais quentes da história.

Pesquisa foi divulgada hoje pelo Instituto Oceânico e Atmosférico Americano

O Instituto Oceânico e Atmosférico Americano (NOAA) confirmou as projeções da Organização Meteorológica Mundial (OMM) apresentadas em Copenhague: a última década será "a mais quente da história, com temperaturas superiores de 0,54ºC à média das do século XX". O ano de 2009 é um dos mais quentes da década e tem tudo para ser um dos cinco ou seis mais quentes da história, informou a instituição.

"Tanto a temperatura da Terra como a da superfície dos oceanos teve um aumento médio de 0,56ºC em relação aos valores normais, e é a quinta mais quente já registrada", afirmaram os pesquisadores do NOAA, que começou a medir as temperaturas em 1880.

A superfície da calota polar do Ártico atingiu seu nível mínimo pelo terceiro ano consecutivo, enquanto as temperaturas dos oceanos são as sextas mais quentes já registradas (+0,47ºC em relação à média do século XX).

Nos Estados Unidos, a temperatura média foi superior ao normal em 2009, assim como o volume das precipitações. Já a temporada de furacões foi relativamente calma, com nove tempestades tropicais e três furacões.

Fonte: AFP


Verão 2010 e análise de novembro de 2009.

O verão, que começou nesta segunda-feira (21/12), deverá ser marcado por chuvas acima da média histórica nas regiões Sul e Sudeste. O monitoramento global das condições atmosféricas e oceânicas em conjunto com as previsões dos modelos de previsão climática indicam que o fenômeno El Niño continuará atuando na região do Pacífico Equatorial entre os meses de janeiro e março de 2010.

Divulgada nesta quinta-feira (17/12), a previsão climática para o próximo trimestre foi elaborada pelos meteorologistas do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), em conjunto com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e centros estaduais.

As chuvas devem ficar abaixo da média histórica no norte das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Para o centro-sul das regiões Sudeste e Centro-Oeste e na região Sul do Brasil há maior probabilidade de totais pluviométricos entre as categorias normal a acima da normal climatológica. Para as demais áreas do País, persiste a categoria mais provável de chuvas em torno da média histórica.

Os valores de temperatura do ar estão previstos acima da normal climatológica nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste enquanto que, para a região Sul, a maior probabilidade é de temperaturas em torno da normal climatológica.

Análise de novembro
Na reunião mensal, CPTEC/INPE e INMET também analisam as condições meteorológicas observadas no período anterior.

Novembro foi excessivamente chuvoso na região Sul do Brasil, em particular no oeste do Rio Grande do Sul. Em algumas localidades, a chuva acumulada excedeu a média histórica em até 500 mm. Neste sentido, destacaram-se os valores registrados em Uruguaiana (515 mm) e São Luiz Gonzaga (673,7 mm), onde os totais mensais de precipitação costumam ser inferiores a 200 mm. Estas chuvas estiveram associadas principalmente à atuação da corrente de jato em baixos níveis, mecanismo que traz umidade da Amazônia em direção ao sul do Brasil.

Ainda em novembro, não houve a formação de episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), o que explica o registro de chuvas abaixo da média histórica em Minas Gerais, no Espírito Santo e no sul da Bahia.

As águas superficiais na região do Pacífico Equatorial apresentaram-se até 2ºC acima dos valores climatológicos para novembro, indicando a persistência da fase madura do fenômeno El Niño. Na região do Atlântico Norte, a temperatura das águas superficiais também excedeu os correspondentes valores climatológicos, contribuindo para a atuação preferencial da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) ligeiramente ao norte de sua posição climatológica e chuvas abaixo da média histórica em grande parte das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Já o aquecimento das águas próximo à costa sudeste da América do Sul, maior que o observado em outubro passado, favoreceu a formação de intensas áreas de instabilidade no Sul do Brasil, contribuindo com as chuvas acima da média histórica observadas nessa região.

Informações adicionais sobre as condições oceânicas e atmosféricas globais e a situação da chuva em todo o Brasil podem ser encontradas em
http://infoclima1.cptec.inpe.br. A definição dos termos meteorológicos e dos sistemas sinóticos mencionados no texto pode ser encontrada em
http://www7.cptec.inpe.br/glossario.

EL NIÑO CONTINUARÁ AFETANDO O NORTE E NORDESTE DO PAÍS


O monitoramento global das condições atmosféricas e oceânicas, em conjunto com as previsões dos modelos de previsão climática, indicam que o fenômeno El Niño continuará atuando na região do Pacífico Equatorial durante o trimestre janeiro a março de 2010, com perspectivas de chuvas abaixo da média histórica principalmente no norte das Regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Novembro foi excessivamente chuvoso na Região Sul do Brasil, em particular no oeste do Rio Grande do Sul. Estas chuvas estiveram associadas principalmente à atuação da corrente de jato em baixos níveis, mecanismo que traz umidade da Amazônia em direção ao sul do Brasil. Neste mês, notou-se, também, a ausência de formação de episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), consistente com as chuvas abaixo da média histórica em Minas Gerais, no Espírito Santo e no sul da Bahia. Apenas um sistema frontal conseguiu avançar até o litoral da Região Sudeste, favorecendo o aumento das chuvas no sudeste de São Paulo.

As águas superficiais na região do Pacífico Equatorial apresentaram-se até 2ºC acima dos valores climatológicos para novembro, indicando a persistência da fase madura do fenômeno El Niño. Na região do Atlântico Norte, a temperatura das águas superficiais também excedeu os correspondentes valores climatológicos, contribuindo para a atuação preferencial da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) ligeiramente ao norte de sua posição climatológica e a ocorrência de chuvas abaixo da média histórica em grande parte das Regiões Norte e Nordeste do Brasil. Já o aquecimento das águas próximo à costa sudeste da América do Sul, maior que o observado em outubro passado, favoreceu a formação de intensas áreas de instabilidade na Região Sul do Brasil, contribuindo para as chuvas acima da média histórica observadas nessa região.

A previsão climática para o trimestre janeiro a março de 2010 (JFM/2010), elaborada pelo CPTEC/INPE em conjunto com o INMET e os Centros Estaduais de Meteorologia, indica, como categoria mais provável, chuvas abaixo da média histórica no norte das Regiões Norte e Nordeste do Brasil. Para o centro-sul das Regiões Sudeste e Centro-Oeste e na Região Sul do Brasil, há maior probabilidade de totais pluviométricos entre as categorias normal a acima da normal climatológica. Para as demais áreas do País, persiste a categoria mais provável de chuvas em torno da média histórica. Os valores de temperatura do ar estão previstos acima da normal climatológica nas Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, enquanto que, para a Região Sul, a maior probabilidade é de temperaturas em torno da normal climatológica.

1- Sistemas Meteorológicos e Ocorrências Significativas no Brasil em Novembro de 2009
maior destaque foi o excesso de chuva no Rio Grande do Sul no decorrer de novembro de 2009, com acumulados mensais que excederam a média histórica em até 500 mm. Neste sentido, destacaram-se os valores registrados em Uruguaiana (515 mm) e São Luiz Gonzaga (673,7 mm), onde os totais mensais de precipitação costumam ser inferiores a 200 mm. No norte da Região Norte e no Nordeste, a atuação de Vórtices Ciclônicos em Altos Níveis ( VCAN) inibiu a ocorrência de chuvas, principalmente no decorrer da segunda quinzena. No dia 20, ocorreram baixos valores de umidade relativa do ar no interior do Nordeste, como os registrados em Tauá-CE (13%), Floresta-PE (15%) e Castelo do Piauí-PI (15%). As chuvas também foram escassas desde o sul do Maranhão até o centro-sul da Bahia e nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Nestas áreas, os totais pluviométricos ocorreram abaixo do esperado em decorrência da ausência de mecanismos favoráveis à formação de episódios de ZCAS, entre eles, os sistemas frontais, cuja atuação foi maior no extremo sul do Brasil. No Sudeste, a formação de áreas de instabilidade associadas principalmente ao escoamento em médio e altos níveis contribuiu para a ocorrência de chuvas mais intensas nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com predominância de valores mensais acima da média histórica.

2- Avaliação das Queimadas em Novembro de 2009 e Tendência para o trimestre Janeiro, Fevereiro e Março de 2010 (JFM)
No Brasil, cerca de 17.000 focos de queimadas foram detectados pelo satélite NOAA-15, durante novembro de 2009. Este total ficou 30% acima do número de focos detectados em outubro passado, especialmente no Pará, Maranhão, Ceará e Piauí. Comparando-se com o mesmo período de 2008, o número de focos diminuiu 22% em todo o País. As reduções mais significativas ocorreram na Bahia (89%, com 331 focos), no Amazonas (79%, com 73 focos), em Rondônia (73%, com 283 focos), em Minas Gerais (62%, com 287 focos), no Piauí (54%, com 1.167 focos) e no Mato Grosso (41%, com 320 focos). Houve condições favoráveis ao uso do fogo na vegetação e ao aumento de focos de queimadas no Pará (133%, com 5.900 focos). O Maranhão apresentou 4.500 ocorrências apesar da redução de 20% em comparação com 2008.

No trimestre JFM/2010, espera-se o aumento das queimadas no norte do Pará e no extremo norte da Região Nordeste, especialmente no Maranhão, Piauí e Ceará, consistente com a persistência do fenômeno El-Niño no decorrer deste trimestre. As queimadas podem diminuir no restante da América do Sul, porém ainda há tendência de focos no Paraguai e no setor norte da Argentina, assim como na Colômbia e na Venezuela, no início deste trimestre.

3- Previsão Climática para o Trimestre Janeiro, Fevereiro e Março (JFM) / 2010

Região NORTE - Chuva - abaixo da normal climatológica desde o norte do Amazonas até o norte do Pará. Nas demais áreas, a previsão é de chuvas em torno da normal climatológica.

Temperatura - acima da normal climatológica.

Região NORDESTE - Chuva - abaixo da normal climatológica na faixa que se estende desde o centro-norte do Maranhão até a Paraíba. Nas demais áreas, a previsão é de chuvas em torno da normal climatológica. Ressalta-se a possibilidade de grande variabilidade espacial e temporal das chuvas no decorrer deste trimestre.

Temperatura - acima da normal climatológica.

Região CENTRO-OESTE - Chuva - acima da normal climatológica no sul de Goiás e no Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, a previsão é de chuvas em torno da normal climatológica.

Temperatura - acima da normal climatológica.


Regição SUDESTE - Chuva - acima da normal climatológica na maior parte da Região, com exceção do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo onde a previsão é de chuvas em torno da normal.

Temperatura - acima da normal climatológica.

Regição SUL - Chuva - acima da normal climatológica em toda a Região.


Temperatura - próxima à normal climatológica.

Fonte : http://infoclima1.cptec.inpe.br/


 

Mais um desastre ambiental em Rondônia deixa milhares de peixes mortos - 20/11/2009

 

Milhares de peixe estão morrendo na cachoeira de Teotônio devido às obras da Usina de Santo Antônio. Outro desastre ambiental no rio Madeira foi registrado no final de 2008.


No final de 2008, O consórcio responsável pela construção da Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, foi responsabilizado pela mortandade de 11 toneladas de peixes.

O caso se repete este ano. Nos últimos três dias, milhares de peixes apareceram mortos na cachoeira de Teotônio, localizada a 35 Km de Porto Velho, na área de abrangência da obra de construção da Usina de Santo Antônio.
Apodrecidos, os peixes viraram um banquete para centenas de urubus, numa cena em tudo semelhante à mortandade registrada no ano passado.

Os peixes apareceram mortos há três dias e o mau cheiro pode ser sentido na comunidade de Teotônio, onde 145 famílias se preparam para abandonar a vila centenária – que será inundada pela barragem da usina.

O consórcio responsável pela construção da Hidrelétrica de Santo Antônio foi multado, no ano passado, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pela morte de 11 toneladas de peixes. A multa aplicada foi de R$ 7,7 milhões – e não foi paga.

Histórico - No dia 10 de dezembro de 2008, uma equipe do setor de Fauna da Superintendência de Rondônia deslocou-se até o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, para acompanhar as atividades de translocação de peixes devido ao início da construção de ensecadeiras. A equipe verificou que os peixes apresentavam problemas que poderiam comprometer a sua sobrevivência. Na ocasião, a equipe técnica do Ibama deu algumas orientações sobre os procedimentos técnicos que deveriam ser adotados para salvar os peixes.

O relatório técnico final, apresentado pela Equipe Técnica do Núcleo de Licenciamento Ambiental – NLA-RO, registra que “ao retornar ao canteiro no dia 12 de dezembro constatou-se a existência de uma grande quantidade de peixes mortos, na ordem de algumas toneladas, mortandade que perdurou por vários dias, sem qualquer alteração positiva no procedimento de translocação”.

A Usina - A hidrelétrica de Santo Antônio é uma das principais obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Com capacidade instalada de 3.150,4 MW (megawatts), a usina deverá começar a gerar energia no final de 2012.

Fonte : Tudo Rondonia


 

Estado do Rio Grande do Sul destina verbas para o ambiente.

Fonte: Blog Ar puro

A colega Lurdes Nascimento, assessora de imprensa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), nos traz boas notícias. Segundo o texto enviado por ela, as unidades de conservação do Rio Grande do Sul receberão R$ 16,194 milhões. Veja:

A governadora Yeda Crusius e o secretário estadual do Meio Ambiente, Berfran Rosado, anunciaram nesta terça-feira, em solenidade no Palácio Piratini, o Plano de Investimentos em Unidades de Conservação, com recursos na ordem de R$ 16,194 milhões.

Serão contempladas as 23 unidades de conservação estaduais gerenciadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema). Os recursos são provenientes de medidas compensatórias por licenças ambientais emitidas a empreendimentos, cuja obra exige Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impactos ao Meio Ambiente (EIA/RIMA).

Em seu pronunciamento, a governadora Yeda Crusius lembrou que a tarefa de conscientizar as pessoas a cuidarem do meio ambiente é nobre, além de requerer muita dedicação.

— O governo faz investimentos, identifica os problemas, entra com as soluções, mas cabe à sociedade também se responsabilizar, participar, sentir-se e ser participante do processo de conservação.

Ao explicar o plano de aplicação dos investimentos, o secretário Berfran Rosado, destacou o significado da ação, que demonstra a possibilidade da conciliação do desenvolvimento com a conservação ambiental.

— Estes recursos são resultados de medidas compensatórias, justamente em razão de empreendimentos que chegam gerando emprego e renda e que, por sua instalação, têm compromissos e obrigações de conservar o meio ambiente.

Berfran informou que a distribuição dos valores — já liberados e prontos para a contratação dos serviços — levou em conta a melhoria da infra-estrutura das unidades de conservação e a qualificação da relação delas com a sociedade.

— A comunidade precisa conhecer as unidades de conservação para dar valor ao enorme patrimônio ecológico que o RS possui e, conhecendo, reivindique cada vez mais melhorias — frisou o secretário.

NOVOS SERVIDORES - Yeda Crusius também anunciou que serão nomeados 60 técnicos ambientais e 60 guarda-parques, cujos cargos foram criados em outubro de 2008, com projeto de lei do governo do Estado, para aproveitar candidatos aprovados no concurso realizado pela Sema em 2007. O secretário do Meio Ambiente acredita que os 120 novos servidores, que serão nomeados em breve, irão conferir ainda mais agilidade e eficiência à prestação dos serviços públicos ambientais. Na avaliação de Berfran, haverá avanço na gestão, uma vez que, ao mesmo tempo em que se contrata pessoal, melhora-se as condições das unidades de conservação.

— Com mais estes servidores será possível implementar mais ações voltadas à educação ambiental, ao turismo, à pesquisa — salientou.


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Quanto cada unidade receberá

Unidade Localização Valor R$
APA Banhado Grande Glorinha, Gravataí, S. A Patrulha e Viamão 250.000,00
APA Rota do Sol S. F Paula, Três Forquilhas, Itati e Maquiné 238.320,20
APA Delta do Jacuí 1.250.000,00
Estação Ecológica Aratinga Itati e S. F. Paula 665.315,43
Horto Florestal Litoral Norte Tramandaí 200.000,00
Parque Estadual Espigão Alto Barracão 1.850.206,94
Parque Estadual de Itapuã Viamão 600.000,00
Parque Estadual de Rondinha Sarandi 1.168.738,35
Parque Estadual Delta do Jacuí 1.500.000,00
Parque Estadual do Camaquã São Lourenço do Sul e Camaquã 300.000,00
Parque Estadual do Espinilho Barra do Quarai 100.000,00
Parque Estadual do Ibitiriá Vacaria e Bom Jesus 645.875,63
Parque Estadual do Podocarpus Encruzilhada do Sul 100.000,00
Parque Estadual do Tainhas S. F. Paula, Jaquirana e Cambará do Sul 314.668,65
Parque Estadual do Turvo Derrubadas 1.332.284,19
Parque Estadual de Itapeva Torres 552.801,71
Parque Estadual da Quarta Colônia Agudo e Ibarama 2.005.820,00
Reserva Biológica da Mata Paludosa Itati 435.610,25
Reserva Biológica da Serra Geral Maquiné, Terra de Areia e Itati 29.051,23
Reserva Biológica de Ibirapuitã Alegrete 1.050.000,00
Reserva Biológica São Donato Itaqui e Maçambará 876.040,13
Reserva Biológica do Mato Grande Arroio Grande 200.000,00
Refúgio da Vida Silvestre Banhado dos Pachecos Viamão 540.000,00
Total R$ 16.194.752,81

 


 

Piores cenários sobre aquecimento global podem estar se concretizando, dizem cientistas

Matt McGrath

De Copenhague para a BBC

As piores previsões sobre as mudanças climáticas feitas pela Organização das Nações Unidas há dois anos podem já estar se concretizando, afirmaram nesta quinta-feira cientistas reunidos em uma conferência em Copenhague, na Dinamarca.

Em um comunicado final onde delinearam seis pontos-chave para alertar os líderes políticos do mundo, os cientistas afirmam que há um risco crescente de mudanças climáticas abruptas e irreversíveis.

 

"Observações recentes confirmam que, dados os altos índices de emissões, as piores projeções do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), ou ainda piores, estão sendo percebidas", diz o documento.

"O clima já está se modificando além dos padrões de variabilidade natural. (...) Há uma possibilidade significativa de que muitos desses padrões irão se acelerar, levando a um risco crescente de mudanças climáticas abruptas e irreversíveis".

Os pesquisadores também alertaram que mesmo aumentos modestos de temperatura afetarão milhões de pessoas, particularmente em países em desenvolvimento.

Mas, segundo eles, a maioria das ferramentas necessárias para diminuir as emissões de dióxido de carbono já existe.

Mais de 2.500 pesquisadores e economistas de 80 países participaram do encontro que teve como objetivo apresentar os últimos estudos na área como preparação para a Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas, que acontece em dezembro deste ano.

Novos dados

Novos dados apresentados no encontro apontam que as projeções feitas pelo IPCC há dois anos sobre o aumento nos níveis dos oceanos já estão desatualizadas.

Segundo as novas previsões, o nível das águas pode subir mais de um metro em várias partes do globo, com enormes impactos para milhões de pessoas.

Leia também na BBC Brasil: Cientistas preveem aumento do nível do mar maior do que o esperado

Foram divulgadas também novas informações sobre como a Floresta Amazônica irá sofrer com os aumentos nas temperaturas.

Um estudo do Centro Meteorológico da Grã-Bretanha concluiu que pode haver uma perda de 75% na cobertura florestal em um século se a temperatura mundial aumentar em 3ºC.

"Nós observamos muitos dados novos. Podemos ver onde estamos e temos um problema", afirmou Katherine Richardson, que liderou o comitê científico que organizou a conferência.

Migrações em massa

O economista britânico Nicholas Stern, autor de um impactante relatório sobre as consequências econômicas das mudanças climáticas, publicado em 2006, também participou do encontro.

Durante a reunião, ele afirmou que seu relatório subestimou a escala dos riscos e a velocidade com que o planeta está se aquecendo.

Ele pediu aos cientistas que alertem os políticos sobre o que pode acontecer com o planeta caso medidas para combater o aquecimento global não sejam tomadas.

Segundo ele, se a temperatura do planeta aumentar em 5º C até o próximo século, as consequências serão dramáticas para milhões de pessoas.

Stern afirmou que o aumento do nível dos oceanos fará com que muitas áreas se tornem inabitáveis, levando a migrações em massa e conflitos violentos.

"Nós poderemos ver centenas de milhões de pessoas, provavelmente bilhões, que terão que se mudar, e sabemos que isso pode causar conflitos. Então, poderemos ver um grande período de conflitos em todo o mundo, de décadas ou séculos", afirmou Stern.

"Acho que é importante que entendamos a magnitude do risco que estamos correndo".

Stern ainda afirmou que um acordo global sobre as mudanças climáticas é urgentemente necessário para evitar esse cenário, e que a crise econômica pode ajudar de alguma maneira.

"A inação é indefensável. Esta é uma oportunidade, já que os recursos ficarão mais baratos do que no futuro. Agora é o momento de fazer com que os desempregados da Europa trabalhem em (projetos) de eficiência energética", disse.

O primeiro-ministro dinamarquês, Andres Fogh Rasmussen, afirmou que as tecnologias sustentáveis são a solução para os problemas climáticos e econômicos.

"Os negócios não serão mais como antes. O crescimento verde é a resposta para nossos problemas econômicos e climáticos", afirmou.

 


 

Aquecimento ultrapassará 2 graus Celsius sem cortes radicais de emissões.

Pesquisas na revista 'Nature' estimam futuro de concentração de carbono.
Manter regime atual de queima de combustíveis pode significar desastre.

 

Fonte: Do G1, em São Paulo

Ninguém sabe que nível de aquecimento global pode ser tolerado pelo planeta sem repercussões sérias para a humanidade e os ecossistemas da Terra, mas a maioria dos governos estabeleceu como limite "seguro" uma elevação de 2 graus Celsius na temperatura global no fim deste século. A má notícia, dizem dois estudos na revista científica "Nature" desta semana, é que sem cortes radicais nas emissões de gás carbônico -- em torno de 80% até 2050 --, é grande a chance de que o aquecimento global ultrapasse esse limite.

Icebergs se desfazendo perto do cabo York, na Groenlândia (Foto: Reprodução)

A conclusão foi alcançada independentemente pelas equipes de Myles Allen, da Universidade de Oxford (Reino Unido), e Malte Meinshausen, da Universidade de Potsdam (Alemanha). Usando metodologias diferentes, que levam em conta projeções da queima de combustíveis fósseis e simulações da reação do clima global à entrada de carbono na atmosfera, eles calcularam que tipo de intervenção seria necessária para tentar impedir que seja ultrapassada a barreira dos 2 graus Celsius de aquecimento.

O trabalho de Meinshausen e colegas mostra, por exemplo, que se 1.400 gigatoneladas de gás carbônico forem produzidas entre o ano 2000 e o ano 2050, teremos uma probabilidade de 50% de que o aquecimento passe o limite de 2 graus Celsius. Como quase 250 gigatoneladas do gás foram produzidas só nos primeiros sete anos do século 21, a emissão total de dióxido de carbono ficaria em torno de 1.750 gigatoneladas até a metade do século.

O governo Obama já fala em reduções na casa de 80% das emissões. Só o cumprimento dessa mata tem chances consideráveis de evitar o aquecimento catastrófico.


 

Rio dos Sinos e Gravataí entre os piores rios.

Relatório da Agência Nacional de Águas (Ana) alerta para a poluição dos dois mananciais.

Fonte: Clic RBS - Zero Hora

Responsáveis pelo abastecimento de aproximadamente 2,6 milhões de habitantes da Região Metropolitana, os rios dos Sinos e Gravataí figuram entre os rios de pior qualidade do Brasil. Os dados analisados correspondem aos anos de 2006 e 2007 e se referem exclusivamente ao esgoto doméstico que não é tratado e ingressa diariamente naquelas águas.

Uma equipe técnica da Agência Nacional de Águas (Ana) apresentou quinta-feira o primeiro relatório oficial da qualidade das águas com dados fornecidos pelos próprios Estados. O objetivo é, a partir de agora, apresentar o levantamento anualmente, para servir de comparação. Além de apresentar um diagnóstico, o relatório poderá servir como incentivo para projetos de recuperação destes rios.

– Apesar da notícia ser ruim, eu vejo com bons olhos porque significa que o governo federal está sabendo da situação – considera Silvio Klein, presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos).

Klein rebate os dados divulgados dizendo que muita coisa mudou desde 2006, ocasião da mortandade de 86 toneladas de peixes do Sinos. A própria natureza, segundo ele, favoreceu o rio com mais períodos de chuva, fiscalizações de autoridades e o comprometimento de prefeituras que iniciaram obras de redes de coletas de esgoto.

O presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí, Maurício Colombo, avisa: lá o diagnóstico permanece o mesmo. Segundo Colombo, a sociedade ainda não está consciente da necessidade de preservar os recursos hídricos. Ele avalia a situação do Rio Gravataí como extremamente grave.

– A bacia do Sinos tomou uma medida pró-ativa de buscar recursos após a mortandade dos peixes. No Rio Gravataí, a situação é a mesma. Apesar de todo o esforço do comitê em buscar soluções e medidas preventivas, o eco que se tem dentro da sociedade ainda é muito pequeno – considera.

O problema apontado, no entanto, é exclusivo do não tratamento do esgoto, avisa o especialista em recursos hídricos da Ana, Alexandre Lima Teixeira. Ele destaca ainda que são problemas pontuais que cercam Novo Hamburgo, São Leopoldo e Canoas, cidades de maior concentração de pessoas.

– O que mudou de 2006 para cá, porém, não tivemos condições de mapear – considera.

De acordo com o superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da Ana, João Conejo, o ponto positivo é que as situações são reversíveis.

– O caso é que, apesar de haver algum tratamento do esgoto despejado nessas águas, não é uma prática universal. Seria necessário muito mais investimento – afirma.

leticia.barbieri@zerohora.com.br

 

Saiba mais


O ESTUDO
> No encerramento do mês em que se comemora o Dia Mundial da Água, a Agência Nacional de Águas (Ana) apresentou a primeira edição do Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil. A quantidade e a qualidade das águas brasileiras e a situação da gestão desses recursos até 2007 estão detalhadas na publicação.


> Foram utilizados três indicadores de qualidade das águas superficiais: o Índice de Qualidade das Águas (IQA), o Índice de Estado Trófico (IET) e a Estimativa da capacidade de assimilação das cargas de esgotos. Os dados foram obtidos das redes de monitoramento de cada Estado. No caso do RS, os dados são da Fepam.


> Segundo Ana Pellini, presidente da Fepam, uma equipe da fundação faz um monitoramento permanente desses rios. Coleta amostras pelo menos uma vez por semana. Estas são analisadas em laboratórios da Fepam e terceirizados e encaminhados para órgãos como o Ministério do Meio Ambiente


> O relatório estará disponível a partir da semana que vem no site www.ana.gov.br

OS RESULTADOS


> O estudo aponta que o Brasil concentra 12% da água potável do mundo. De um modo geral, a qualidade das águas é boa – 9% foi considerada ótima e 70%, boa – com a ressalva de que boa parte dos rios do Centro-Oeste, Norte e sertão do Nordeste não foi avaliada.


> 7% das águas foram consideradas péssimas ou ruins e 14%, regulares. Esses rios concentram-se nas áreas mais povoadas do país, caso da Bacia do Alto Tietê e das bacias do Gravataí e do Sinos.

 


 

 

 

Embrapa desenvolve motor movido a lixo e sobras da agricultura.

Energia | 08/12/2008 10h15min

Novidade pode conciliar a produção de energia elétrica à preservação do meio ambiente.

Um motor que utiliza até lixo e sobras da agricultura como combustível para funcionar. Essa foi uma das novidades apresentadas por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na Exposição Tecnológica Mundial (Expowec 2008), realizada em Brasília. O evento encerrou no último sábado, dia 6.

De acordo com o pesquisador da Embrapa, Luiz Guilherme Wadt, o equipamento poderia ser uma boa ferramenta para conciliar a produção de energia elétrica à preservação do meio ambiente.

– É um motor de combustão externa, ou seja, a fonte de energia que faz ele trabalhar fica do lado de fora. Com isso, pode-se usar qualquer tipo de combustível, como o biodiesel, etanol, resíduos da agricultura, madeira, carvão, combustíveis fósseis como carvão mineral e derivados de petróleo – explicou.

Segundo o pesquisador, restos de animais oriundos da criação de frangos e dejetos da criação de porcos também poderiam ser utilizados como fonte de combustível do motor. O funcionamento consiste em equilibrar ondas de calor e frio que fazem os pistões funcionarem de forma constante.

– Imagine uma casa no campo em que um agricultor de baixa renda more lá e não tenha energia elétrica. Ele poderia ter um pequeno motor desse colocado no fogão de lenha. Enquanto a dona de casa faz a comida, esse motor geraria energia suficiente para carregar a bateria que, mais tarde, propiciaria que ele tivesse iluminação na casa – exemplificou Wadt, ressaltando que o motor não serviria para uso em automóveis e caminhões – É um motor que tem algumas características próprias. Ele não serviria para o uso automotivo. Ele tem o torque constante, ou seja, faz força sempre do mesmo jeito e na mesma velocidade.

De acordo com Wadt, o motor é muito útil para um duplo gerador produzindo energia elétrica, para movimentar uma bomba d'água, em sistemas de ventilação, como em granjas, em sistemas de troca de calor, como nos aparelhos de ar condicionado.

– Porque ele sempre vai trabalhar na mesma velocidade e na mesma potência – complementou o pesquisador.

A principal preocupação com o desenvolvimento do novo motor, disse Wadt, é a preservação do meio ambiente.

– A nossa visão é a de aproveitar os resíduos. Aquilo que ia ser jogado fora, de repente, pode ser usado como combustível. Então, não estamos preocupados com o uso nobre do combustível. Quando se tem um bom combustível, como o etanol, claro que será usado em um motor automotivo. Nesse, vamos aproveitar os resíduos, que iriam para o lixo ou para o meio ambiente.

AGÊNCIA BRASIL

Fonte: Clic Rbs - Meio Ambiente

 



Aquecimento Global | 16/09/2008 11h46min
Estudo aponta aumento do buraco da camada de ozônio sobre Antártida

Fonte: CLIC RBS

Cientistas acreditam que nível não vai superar o de 2006, o maior da história.

No dia em que se comemora o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) informa que o buraco da camada de ozônio sobre a Antártida já é maior do que em 2007, mas os especialistas não acreditam que este ano atingirá os níveis de 2006, quando foi observada a maior abertura da história.
A OMM também advertiu que as mudanças observadas na estratosfera poderiam retardar a reconstituição da camada de ozônio, apesar de a diminuição do desgaste ter sido possível com a assinatura, em 1987, do Protocolo de Montreal.
Nas duas últimas semanas, o buraco na camada de ozônio sobre o continente antártico - que costuma alcançar sua abertura máxima no final de setembro e início de outubro - tem aumentado rapidamente, segundo os especialistas, até o ponto de superar o máximo alcançado em 2007.
No dia 13 de setembro, o buraco se espalhava por 27 milhões de quilômetros quadrados, enquanto a mesma abertura não tinha superado 25 milhões de quilômetros quadrados em 2007.
A OMM afirmoa que os cientistas estão cada vez mais conscientes das possíveis relações entre a diminuição da camada de ozônio e a mudança climática.
– O aumento dos gases do efeito estufa na atmosfera contribuirá para um aumento das temperaturas na troposfera e na superfície do globo, enquanto será produzido um efeito de esfriamento na estratosfera, altitude na qual está a camada de ozônio.
A diminuição das temperaturas observada nos últimos anos na estratosfera no inverno facilita as reações químicas que destroem o ozônio. Para Geir Braathen, especialista da OMM, apesar do maior tamanho do buraco este ano, a situação deve melhorar a longo prazo.
– Nas latitudes temperadas, onde vive a maior parte da população mundial, não achamos que a situação irá se agravar, mas irá melhorando lentamente, enquanto nas zonas polares a situação é mais grave e veremos o buraco da camada de ozônio por outros 10 ou 20 anos como agora – declarou.
Pelo Protocolo de Montreal, os Governos concordaram em eliminar 95% o uso de gases CFC, comumente usados para refrigeração, uma decisão à qual se uniu no ano passado um compromisso de acelerar a redução progressiva dos hidroclorofluorcarbonos (HCFC), que os substituíram e que também são prejudiciais ao ozônio, além de serem potentes gases do efeito estufa.
Sem este acordo, o afinamento da camada de ozônio dobraria em 2050 a quantidade da radiação ultravioleta capaz de alcançar a superfície terrestre no hemisfério norte e quadruplicaria a do hemisfério sul.
Em 2006, o buraco sobre a Antártida bateu recorde por causa de um inverno frio e se estendeu sobre uma superfície de 29,5 milhões de quilômetros quadrados, com uma perda de ozônio avaliada em 40 milhões de toneladas.

EFE

 


 

Placa de gelo milenar se solta no Canadá
Aquecimento Global | 05/09/2008 08h57min

Descoberta no Ártico reforça preocupação com o aquecimento global

Ao sobrevoar o local onde deveria estar um bloco de gelo de 50 km² no Ártico canadense, cientistas tiveram uma surpresa. A placa de Markham, de 4,5 mil anos de idade, havia sumido. Segundo especialistas, é mais um indicativo de que o aquecimento global está modificando drasticamente os pólos da Terra.

O bloco de gelo teria se desprendido da Ilha Ellesmere em agosto, mas o fato só foi divulgado na quarta-feira. Agora, a placa – com tamanho equivalente ao da Ilha de Manhattan – está flutuando no Oceano Glacial Ártico.

– As nuvens cobriram a nossa visão por algum tempo. Quando o céu ficou limpo, a placa de gelo não estava mais lá. Foi chocante – descreveu o cientista Derek Mueller, da Universidade Trent, em Ontário (Canadá).

Essas placas são formadas por uma camada grossa de gelo antigo que flutua nos oceanos, mas são conectadas à terra firme. A Ilha Ellesmere é a terceira maior do Canadá e a mais ao Norte. No século passado, estava coberta por uma gigantesca geleira de mais de 70 metros de altura. Agora, a situação é outra. A placa de Markham não foi a única a se soltar na região.

Mueller estima que 23% dessa área – chamada de “gelo eterno” do Canadá – se perdeu neste verão do Hemisfério Norte (veja quadro). As temperaturas em grande parte do Ártico aumentaram muito mais do que a média mundial nas últimas décadas.

– Essas mudanças são irreversíveis no atual clima do planeta e indicam que as condições ambientais que mantiveram essas placas em equilíbrio por milhares de anos não existem mais – observou o estudioso.

Conforme Mueller, quando as placas se soltavam no século passado, uma camada grossa de gelo voltava a se formar no local – o que, hoje em dia, não seria possível:

– Temperaturas mais altas e um clima em mudança não dão esperanças de que ocorra essa substituição. É um cenário assustador.

Esta semana, duas notícias reforçaram essa tendência. Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) revelou que as geleiras podem desaparecer até o final do século se o aquecimento global persistir.

De acordo com o documento, entre 1996 e 2005 as geleiras perderam em média o equivalente a um metro de água, o que representa o dobro do degelo ocorrido no período anterior (1986-1995) e mais de quatro vezes a massa perdida entre 1976 e 1985.

Além disso, a revista científica Nature Geoscience divulgou estudo indicando que a Groenlândia pode derreter mais rápido do que o previsto pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês).

ZERO HORA

 


 

Derretimento no Ártico atingiu nível crítico, dizem cientistas.

Fonte: BBC Brasil

Richard Black
Analista de meio ambiente da BBC News
Cientistas americanos advertiram que a área coberta de gelo no Ártico se reduziu a seu segundo menor nível desde o início dos registros por satélite, há 30 anos - o pode indicar que o derretimento chegou a um nível em que seus efeitos começam a se tornar irreversíveis.

O derretimento este ano foi medido mais cedo que o normal. Por isso, os cientistas acreditam que a área pode diminuir ainda mais, para uma superfície menor que a registrada em setembro do ano passado, a menor já registrada.

"Podemos muito bem estar em uma rápida trajetória rumo a superar um ponto sem volta", disse o cientista sênior do Centro Nacional de Monitoramento de Neve e Gelo (NSIDC, sigla em inglês), no Colorado, Mark Serreze. "Estamos passando agora por esse ponto."

Em 26 de agosto, a área coberta de gelo do Ártico media 5,26 milhões de quilômetros quadrados.

Em 2005, foi registrada uma área coberta semelhante, de 5,32 milhões de quilômetros quadrados - mas a medição desse ano foi feita em setembro, um mês antes da medição deste ano.

No recorde de derretimento, registrado em setembro de 2007, o gelo cobria apenas 4,13 milhões de quilômetros de quadrados. A título de comparação, a extensão de 1980 era de 7,8 milhões de quilômetros quadrados.

A maior parte da cobertura atual consiste em uma camada relativamente fina de gelo, formada durante um só inverno e que derrete mais facilmente que o gelo formado ao longo de muitos anos.

Verões sem gelo

Independentemente de o recorde de 2007 se manter ou ser quebrado nas próximas semanas, a tendência no longo prazo é evidente, dizem os cientistas: o gelo está declinando de forma mais acentuada que há uma década, o que transformará progressivamente o Ártico em uma região de mar aberto durante o verão.

Uma previsão feita há alguns anos estimava que até 2080 o verão ártico se caracterizará por ser uma estação sem gelo.

Posteriormente, modelos de computador começaram a antecipar as datas para algo entre 2030 e 2050; hoje, alguns cientistas crêem que isto pode ocorrer dentro de cinco anos.

Um fenômeno que trará novas oportunidades, incluindo a chance de explorar petróleo e gás na região. A queima deste combustível elevaria o nível das emissões de gases que causam o efeito estufa na atmosfera.

A ausência de verões gelados no Ártico teria impactos locais e globais. A imagem do urso polar em busca de gelo já é familiar; mas outras espécies, como focas, também sofreriam mudanças em seu hábitat, assim como muitos habitantes do Ártico.

Globalmente, o derretimento do gelo ártico reforçaria o fenômeno do aquecimento, já que águas abertas absorvem mais energia do sol que o gelo.

 


 

UTILIZAÇÃO DO GÁS DE ATERRO

USEPA - United States Environmental Protection Agency - Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos

Os grandes centros urbanos estão condenados a produzir cada vez mais lixo, resultando em um aumento de aterros sanitários, que por sua vez poluem o ar, causam mau cheiro, provocam doenças, incêndios, asfixia, diminuindo assim, a qualidade de vida dos cidadãos.

O metano é o poluente atmosférico mais abundante na camada inferior da atmosfera, sobretudo nas grandes cidades, por ser emitido junto ao solo. O metano é encontrado em aterros sanitários e é formado em uma ação anaeróbia (sem oxigênio) resultando em um gás que é lançado no ar.

Preocupados com esta situação, a EPA (Environmental Protection Agency) junto com o governo dos Estados Unidos, entre outras entidades, realizaram um projeto piloto de geração de energia através do gás de aterros sanitários, em uma cidade do México. A EPA é um órgão do governo que atua na qualidade e proteção do meio ambiente, gerenciando projetos sobre a qualidade do ar, da água, recursos hídricos, solos, entre outros mais.

Um dos projetos em andamento da EPA utiliza o gás de aterro como combustível para veículos de utilidade dentro do próprio aterro sanitário; outro aproveita o gás em um injetor para queimar o chorume. Há projetos também que utilizam esta energia alternativa para tubulações de aquecedores à gás nas residências. O uso em caldeiras, contudo, tem maior rendimento e menor custo.

A utilização deste gás tem importância considerável para o meio ambiente, uma vez que diminui o mau cheiro, reduz a quantidade de emissão de gases milhões de toneladas de lixo produz 1 MW de enegia por dia.

Com o aumento de projetos e crescente interesse da população em utilizar a energia verde, está havendo também um aumento de tecnologia para que esta energia se torne mais barata localmente, já que o mundo e principalmente o Brasil, que exporta o gás natural para os estados americanos, se encontram em crise de energia.

Saiba mais sobre a EPA e seus projetos:


Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos: www.epa.gov/lmop

Fonte: Ambiente Brasil

 


 

Reciclagem agrícola de lodo de esgoto como adubo nitrogenado: risco ou benefício ao meio ambiente?

Fonte: Ambiente Brasil

Rita Carla Boeira
Engenheira Agrônoma e pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente

Nas áreas urbanas, os principais agentes poluidores de águas são os esgotos, que são lançados diretamente nos corpos de água, na maioria das vezes.

Frente à degradação intensa dos recursos hídricos, os esgotos de diversas cidades brasileiras começaram a ser tratados, com a construção de estações de tratamento de esgoto (ETEs), que operam com diferentes sistemas tecnológicos. Nestes sistemas de tratamento de águas residuárias, a água retorna aos mananciais com bom grau de pureza. No entanto, ocorre a geração de um resíduo semi-sólido, pastoso e de natureza predominantemente orgânica, chamado de lodo de esgoto. A destinação deste lodo residual que é gerado nas ETEs é, no entanto, um grande problema ambiental.

Uma alternativa técnica viável de reuso desses resíduos orgânicos é a sua utilização como adubo, desde que considerados outros aspectos envolvidos, como composição em metais pesados, compostos tóxicos ou presença de patógenos ou ainda seu potencial de salinização ou de acidificação do solo. Seu valor fertilizante é muito alto, em função dos teores elevados em nitrogênio e carbono orgânicos.

No entanto, o nitrogênio encontra-se no lodo em formas proteicas, principalmente. Uma vez aplicado ao solo, esse nitrogênio orgânico contido no lodo passa a formas minerais, entre elas o nitrato, pela ação de microrganismos. As quantidades de nitrato que forem geradas no solo além da capacidade de absorção pelas raízes das plantas são pouco ou nada retidas nas partículas do solo. Assim, movimentam-se com facilidade em direção a corpos d’água subsuperficiais, junto com as águas de chuva, por exemplo.

Dessa forma, a geração excessiva de nitrato é um grande risco ambiental do uso agrícola de lodo de esgoto, justamente pela possibilidade da contaminação de corpos d’água. Este risco é possível de ser minimizado com a aplicação de doses seguras de lodos de esgoto. Essas doses devem ser determinadas com base em informações técnicas tais como:
a) avaliações laboratoriais e em campo do comportamento do lodo de esgoto no solo em que será aplicado;
b) recomendações de adubação para a cultura de interesse.

A minimização de risco de poluição ambiental pôde ser comprovada em experimento conduzido com cultivo de milho na Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna, SP, dispondo-se das informações a) e b) acima para a determinação da dose de lodo a ser aplicada na cultura, em solo argiloso. Verificou-se que mesmas quantidades de nitrato movimentaram-se no perfil do solo utilizando-se lodo de esgoto ou adubação mineral completa convencional, ou mesmo no caso de nenhuma aplicação de adubos.

Assim, seguindo-se à risca as recomendações obtidas pela pesquisa, a utilização de lodo de esgoto como adubo nitrogenado pode trazer benefícios ao produtor, por ser um adubo barato, e também ao meio ambiente, por aliviar a carga de esgotos nos mananciais de água.

Rita Carla Boeira (rcboeira@cnpma.embrapa.br)
Engenheira Agrônoma e pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente

 


 

 

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE

Raposas provocam mudança profunda em ecossistema ártico
Introdução de predadores levou à substituição de gramíneas por tundra em apenas cem anos

Fonte:

http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/3310

Os manuais de ecologia pregam que a introdução de predadores exóticos em ecossistemas pode afetar seu delicado estado de equilíbrio dinâmico e provocar alterações imprevisíveis de grande impacto. Um estudo recente da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (EUA) acaba de mostrar a magnitude de uma dessas transformações, resultante da introdução de raposas em algumas ilhas no Círculo Polar Ártico. Os pesquisadores constataram que, em um intervalo de apenas cem anos, os predadores introduzidos provocaram a substituição de um ecossistema inteiro por outro.

As raposas-do-ártico (Alopex lagopus), introduzidas em algumas das ilhas Aleutas, se alimentam dos pássaros marinhos que fertilizam a terra com seus excrementos e, com isso, provocam o empobrecimento do solo (fotos: Science)

A pesquisa foi feita no arquipélago das Aleutas, que representa um verdadeiro laboratório natural para a realização de estudos desse tipo. No final do século XIX, foram introduzidas raposas do Ártico (Alopex lagopus) em ilhas do arquipélago, para a exploração econômica da sua pele. Em algumas delas, a introdução não teve êxito. Outras não receberam os novos predadores e mantiveram suas características originais. Os pesquisadores compararam os ecossistemas das ilhas com e sem raposas e publicaram os resultados em 25 de março na revista Science.

As Aleutas são hábitats naturais para milhares de aves marinhas de cerca de 30 espécies diferentes. O excremento dessas aves (guano) é o principal fertilizante do solo vulcânico dessas ilhas, que é pobre em nutrientes e normalmente é coberto por um ecossistema de gramíneas. As raposas gradativamente dizimaram as aves de algumas ilhas, seus solos empobreceram e os arbustos típicos da tundra, mais adaptados à falta de nutrientes, colonizaram a área e passaram a ser a vegetação predominante.

Para comparar os possíveis efeitos da introdução sobre o ecossistema, os pesquisadores coletaram plantas, animais e amostras de solo de 18 ilhas, metade com raposas e metade sem. As coletas foram realizadas durante três anos, sempre no fim da estação de crescimento, em agosto. Para estudar a fertilidade dos solos, foi medida a quantidade de dois nutrientes importantes – fósforo e nitrogênio, além da biomassa total da vegetação.

Os resultados mostraram que as ilhas livres de raposas tinham o solo consideravelmente mais fértil, além de maior biomassa. Naquelas em que os predadores haviam sido introduzidos, foram encontrados dez vezes mais arbustos típicos de vegetação de tundra dividindo espaço com gramíneas. "O empobrecimento do solo criou uma alteração na relação de competição", explica o biólogo Rogério Parentoni, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Espécies de um ecossistema adjacente mais adaptado à escassez de nutrientes substituíram as gramíneas com uma rapidez impressionante."

A vegetação das Aleutas era caracterizada pela abundância de gramíneas (esq.). A introdução de raposas levou ao empobrecimento do solo e, em um intervalo de cem anos, a vegetação passou a ter predominantemente arbustos de tundra (dir.)

A proporção de dois isótopos de nitrogênio (14 e 15) presente em células de animais invertebrados e vegetais também foi medida, para descobrir a origem e a quantidade de nutrientes nas cadeias alimentares das ilhas. Nas ilhas sem raposas, foi encontrada uma concentração maior de N15, o que indica que esse nitrogênio foi obtido de "degraus mais altos" da cadeia alimentar. O N15 presente na água é absorvido sucessivamente pelos organismos marinhos e por seus predadores – as aves, que por sua vez o disponibilizam no solo por meio do guano. A introdução das raposas diminui o número de aves e, conseqüentemente, a concentração de N15 no ecossistema.

A pesquisa mostrou como um ecossistema inteiro pode ser substuído por outro, mediado pela ação de apenas uma espécie de predador, e permitiu comprovar a maneira como os ecossistemas marinho e terrestre das ilhas estão intimamente associados. "O aspecto mais importante do estudo foi observar essa ligação e a forma como a introdução das raposas alterou indiretamente esse equilíbrio", afirmou à CH On-line o pesquisador Jim Estes, co-autor do trabalho.

Marcelo Garcia

Ciência Hoje On-line08/04/05

 


 

CONSERVAÇÃO DO SOLO Parte 1


Introdução
1 Manutenção da Cobertura do Solo
1.1 Adubação Verde
1.2 Reflorestamento
2 Controle do Escorrimento superficial da água
2.1 Terraços
2.2 Classificação dos terraços
2.3 Locação de terraços
3 Conceitos de práticas conservacionistas
4 Exemplos Práticos

Introdução

A conservação do solo consiste em dar o uso e o manejo adequado às suas características químicas, físicas e biológicas, visando a manutenção do equilíbrio ou recuperação. Através das práticas de conservação, é possível manter a fertilidade do solo e evitar problemas comuns, como a erosão e a compactação.
Para minimizar os efeitos causados pelas chuvas e também pelo mau aproveitamento do solo pelo homem, são utilizadas algumas técnicas de manejo e conservação dos solos:


1.Manutenção da Cobertura do Solo

1.1 Adubação verde: prática pela qual se cultivam determinadas plantas, com a finalidade de incorporá-las ao solo, proporcionado melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo e também promovendo o enriquecimento de elementos minerais. As plantas utilizadas neste tipo de adubação impedem o impacto direto das gotas de chuva sobre o solo, evitam o deslocamento ou a lixiviação de nutrientes do solo e também inibem o desenvolvimento de ervas daninhas.
A eficiência da adubação verde é comprovada também no controle de nematóides, quando se utilizam leguminosas específicas, problema para o qual os produtos químicos, além de caros, não apresentam resultados satisfatórios.No sul do Brasil, são muito utilizadas plantas leguminosas como Mucunaspp, Crotolaria spp, Cajanus cajan, entre outras, visando principalmente à fixação simbiótica do nitrogênio. Também são utilizadas gramíneas como a aveia (Avena spp) e o azevém (Lollium multiflorum) e espécies descompactadoras do solo, como é o caso do nabo fora benéfica em termos de preservação e recuperação de ambientes.


1.2 Reflorestamento: vários são os efeitos benéficos desta prática: filtragem de sedimentos; proteção das barrancas e beiras de rio; grande profundidade e volume de raízes favorecendo a macroporosidade do solo; diminuição do escoamento superficial da água no solo; criação de refúgios para fauna e, ainda, fonte de energia (lenha). O reflorestamento também pode ser feito em faixas intercalando-se com culturas anuais (tipo consórcio), favorecendo o incremento de matéria orgânica ao solo.

2. Controle do Escorrimento Superficial da Água

2.1 Terraços: os terraços são sulcos ou valas construídas transversalmente à direção do maior declive, sendo construídos basicamente para controlar a erosão e aumentar a umidade do solo. Os objetivos dos terraços são:

Diminuir a velocidade e volume da enxurrada.

Diminuir as perdas de solo, sementes e adubos.

Aumentar o conteúdo de umidade no solo, uma vez que há maior infiltração de água.

Reduzir o pico de descarga dos cursos d’água.

Amenizar a topografia e melhorar as condições de mecanização das áreas agrícolas.

Por ser uma prática que necessita de investimentos, o terraceamento deve ser usado apenas quando não é possível controlar a erosão, em níveis satisfatórios, com a adoção de outras práticas mais simples de conservação do solo. No entanto, o terraceamento é útil em locais onde é comum a ocorrência de chuvas cuja intensidade e volume superam a capacidade de armazenamento de água do solo e onde outras práticas conservacionistas são insuficientes para controlar a enxurrada.
Segundo RUFINO (1989), os terraços são indicados para terrenos com declividade entre 4 e 50%. Em declividade inferior a 4%, devem ser substituídos por faixas de retenção, plantio em nível, rotação de culturas, culturas em faixas, quando os lançantes forem curtos. Em lançantes longos, as áreas devem ser terraceadas a partir de 0,5% de declive.


Conservação do Solo parte 2


2.2 Classificação dos Terraços

São diversos os critérios usados para a classificação dos terraços. Dentre os comumente usados estão:

a) Quanto à funcionalidade (com relação ao destino das águas interceptadas):

Terraços de Absorção São terraços construídos em nível com o objetivo de reter e acumular a enxurrada no canal para posterior infiltração da água e acúmulo de sedimentos; são recomendados para regiões de baixa precipitação pluviométrica; solos permeáveis; em terrenos com declividade menor que 8%; normalmente são terraços de base larga.
Terraços de Drenagem São terraços construídos em desnível, cujo objetivo é interceptar a enxurrada e conduzir o excesso de água que não foi infiltrada até locais devidamente protegidos (escoadouros). São recomendados para regiões de alta precipitação pluviométrica; solos com permeabilidade moderada ou lenta; recomendados para áreas com mais de 8% e até 20% de declividade; normalmente são terraços de base estreita média.

b) Quanto ao processo de construção:

Tipo canal ou terraço de NICHOLS São terraços que apresentam canais de forma (secção) mais ou menos triangular, construídos cortando e jogando a terra para baixo; são recomendados para declives de até 20%; geralmente são construídos com implementos reversíveis de tração animal ou manuais; utilizados em regiões com altas precipitações pluviométricas e com solos de permeabilidade média a baixa.
Tipo camalhão ou terraço de MAGNUM São terraços construídos cortando e jogando a leiva para ambos os lados da linha demarcatória, formando ondulações sobre o terreno; recomendados para áreas com até 10% de declive; construídos com implementos fixos e reversíveis; recomendados para regiões de baixa precipitação pluviométrica e solos permeáveis. A disponibilidade de maquinaria agrícola e a declividade do terreno são os fatores que determinam a opção do processo de construção de um terraço.

c) Quanto ao tamanho da base ou largura do movimento de terra:


Terraço de base estreita Quando o movimento de terra é de até 3 metros de largura; incluem-se neste grupo os cordões de contorno.
Terraço de base média Quando a largura do movimento de terra varia de 3 a 6m.
Terraço de base larga Quando a largura do movimento de terra é maior que 6m (geralmente até 12m). A declividade do terreno, a intensidade de mecanização (culturas x sistemas de cultivo), as máquinas e implementos disponíveis, assim como a condição financeira do agricultor são os fatores que condicionam a escolha do tipo de terraço quanto à movimentação de terra.

d) Quanto à forma

Neste caso, a declividade do terreno é o determinante na definição do tipo de terraço a ser construído.

Terraço comum É uma construção de terra, em nível ou desnível, composta de um canal e um camalhão ou dique. Este tipo de terraço é usado normalmente em áreas com declividade inferior a 20%. Incluem-se nesta classificação os terraços de base estreita, média, larga e algumas variações, tais como terraço embutido, murundum ou leirão, etc.
Terraço patamar Estes são os verdadeiros terraços, sendo que deles se originaram os outros tipos. São utilizados em terrenos com declives superiores a 20% e construídos transversalmente à linha de maior declive.


Caracterização dos tipos de terraços

a) Terraço de base estreita

É um terraço de dimensões reduzidas, ainda muito utilizado devido ao baixo custo, rapidez de construção e pelo uso de implementos agrícolas leves ou até rudimentares. No entanto, proporciona uma perda de até 8% de área cultivada; pode tornar-se foco de ervas daninhas, pragas e doenças quando não tiver constante manutenção; apresenta maior probabilidade de ruptura que outros tipos e, normalmente, é restrito às áreas pequenas e muito inclinadas.
É indicado para utilização em áreas com declive de até 20%. Para declives superiores a 15%, recomenda-se a proteção com vegetação densa (gramíneas rasteiras, cana-de-açúcar, capim elefante). Pode ser construído pelo processo de NICHOLS como também pelo de MAGNUM. A construção pode ser realizada com implementos de tração mecanizada (arados e plainas), tração animal (plainas e dragas em V) ou muitas vezes até com o emprego de pá ou enxadão.


Dimensões para Construção de Terraços de Base Estreita


Largura do canal (m) Largura do camalhão (m) Profundidade do canal (m) Secção mínima (m2) Movimento de terra (m) Autor
1,5 2,0 0,50 0,50 3,0 ZENKER, 1977
1,2 -1,8 - 0,4 -0,7 0,7 2,0 - 3,0 AMARAL, 1978

Conservação do Solo parte 3

Manutenção do terraço de base estreita


Deve ter um intenso acompanhamento, devendo-se fazer uma constante manutenção, principalmente após as chuvas. Há necessidade de percorrer toda a área para desobstrução dos locais onde há acúmulo de terra e recomposição das partes danificadas do camalhão.


b) Terraço de base média

É um terraço de dimensões maiores que o de base estreita, mas que ainda pode ser construído por maquinaria de pequeno porte (arado e draga em V). Em função de sua conformação, permite o cultivo total na pequena propriedade, desde que utilizados implementos de tração animal ou manuais. No caso de mecanização, permite o cultivo parcial em um dos lados do camalhão, reduzindo deste modo o foco de inços, pragas e doenças.
Mesmo com o cultivo parcial, o terraço de base média ainda promove a perda de 2,5 a 3,5% de área cultivável. É indicado para declives entre 8 e 15% e pode ser construído pelo processo de NICHOLS, como também pelo de MAGNUM. O processo de construção mais utilizado é o de camalhão (MAGNUM).

Dimensões para Construção de terraços de base média


Largura do canal (m) Largura do camalhão (m) Profundidade do canal (m) Secção mínima (m2) Movimento de terra (m) Autor
0,2 - 0,3 - 0,4 - 0,8 0,0 - 0,75 3,0 - 6,0 AMARAL, 1978


Manutenção de terraço de base média

A manutenção é realizada pelo uso ordenado de lavrações, com o objetivo de abrir o canal e aumentar a altura do camalhão.


c) Terraço de base larga

O terraço de base larga é uma estrutura especial de conservação do solo que envolve um movimento de terra significativo para formação do canal e camalhão. Sua grande vantagem é proporcionar o cultivo total da área, eliminando os possíveis focos de inços, doenças e pragas. Outra vantagem marcante é sua segurança em relação a possíveis rompimentos provocados pelo acúmulo de enxurrada.
A limitação de seu uso se dá por dois motivos principais: é utilizável somente em áreas de relevo ondulado, com desníveis não superiores a 12%; e é uma obra de construção mais demorada e custo mais alto que os demais terraços.
Os terraços de base larga são essencialmente terraços de camalhão, construídos com arados, motoniveladoras ou tratores com lâminas, cujas dimensões são apresentadas a seguir:


Dimensões para Construção de Terraços de Base Larga


Largura do canal (m) Largura do camalhão (m) Profundidade do canal (m) Secção mínima (m2) Movimento de terra (m) Autor
3,0 – 4,0 - 0,50 – 0,60 0,75 – 1,20 6 a 12 RIO GRANDE DO SUL, 1977
2,0 – 3,0 - 0,50 – 0,90 - 6,0 a 12,0 AMARAL, 1978

Manutenção do Terraço de Base Larga

Recomenda-se que todas as operações agrícolas que envolvam o uso de maquinaria, tais como lavração, subsolagem, gradagem, semeadura, colheita e principalmente a manutenção dos terraços, sejam iniciadas pelos terraços, de modo a preservar sua estrutura e disciplinar o trabalho.
Para a manutenção dos terraços, pode-se optar por duas sistemáticas básicas no preparo do solo: iniciar a lavração em posições iniciais e finais sempre diferentes, em cada período de preparo do solo, de modo a permitir o deslocamento ou soterramento dos sulcos de lavração, mas que também pode alterar a forma dos terraços; e alterar o uso de diferentes sistemas de lavração, com formas distintas de arremates, com o objetivo de mudar a posição dos sulcos de lavra.


d) Terraço patamar

Também conhecido pelo nome de terraço tipo banqueta, constitui-se em um dos mais antigos métodos mecânicos de controle à erosão usados em países densamente povoados, onde os fatores econômicos exigiram o cultivo de áreas demasiadamente íngremes. Na verdade, o patamar não só controla a erosão, mas também facilita as operações.
É indicado para áreas com declives entre 20 e 55% e compreende um degrau ou plataforma para a implantação das culturas e um talude revestido de grama. Os patamares são construídos cortando a linha de maior declive, ficando sua superfície interna inclinada em direção à base ou pé. A largura do patamar pode variar de 1 a 3m, dependendo principalmente do declive, da profundidade do solo e da maquinaria (RIO GRANDE DO SUL/Secr. da Agric., 1985).
A inclinação do talude varia de 1:4 a 1:2, podendo ser modificada conforme o tipo de solo e da vegetação de revestimento. Para promover o escoamento da água ao longo do patamar, sugere-se uma declividade de 0,25 a 1% para o canal.
A construção do patamar é relativamente onerosa, sendo seu uso vantajoso em áreas valorizadas, ou então em locais onde a mão-de-obra é abundante ou de baixo custo. Sua utilização é econômica somente quando as terras são exploradas com culturas perenes, como frutíferas e café.
O patamar pode apresentar algumas variações de seu modelo tradicional, em função do tipo de solo, das culturas e sistemas de produção de uma determinada região. São duas as variações principais do patamar:


e) Terraço de irrigação

Difere do patamar por apresentar o degrau ou plataforma de nível limitado por um pequeno cordão de terra, onde é cultivada a cultura com irrigação por inundação.


f) Terraço embutido

O terraço embutido caracteriza-se por ser construído de modo que o canal tenha a forma triangular, ficando o talude que separa o canal do camalhão praticamente na vertical. Este tipo de terraço tem boa aceitação entre os agricultores de São Paulo, tendo em vista a sua estabilidade e a pequena área inutilizada no plantio. Normalmente é construído com motoniveladora ou trator com lâmina.


g) Terraço murundum ou leirão

São terraços que se caracterizam pela movimentação de um grande volume de terra. Em função disso, é construído somente por máquinas pesadas e tem um custo elevado em relação a outros tipos de terraços. O murundum é constituído por um camalhão alto, em média com 2 metros de altura, e um canal em forma triangular. Em função da raspagem do solo para formar o camalhão, é necessário fazer a recuperação da área raspada para que não haja redução da produtividade das culturas.
Por ocasião de períodos chuvosos mais ou menos longos, em áreas mal manejadas ou com solos de drenagem lenta, o murundum pode provocar problemas de encharcamento em áreas consideráveis, uma vez que é locado totalmente em nível. O murundum pode ser considerado uma medida de impacto para o controle da erosão que traz consigo a necessidade de adoção de outras práticas de manejo e conservação do solo que, devidamente utilizadas, podem promover, em um curto espaço de tempo, a transformação dos mesmos murunduns em terraços de base larga.


h) Terraço meia-cara invertido

Tendo como nome técnico terraço com talude posterior do dique íngreme, é um terraço que se caracteriza pelo cultivo de culturas no canal e talude anterior do camalhão, permanecendo íngreme o talude posterior. Sugere-se que este talude seja gramado para proporcionar maior estabilidade à estrutura. Este tipo de terraço proporciona um mínimo de perda de área agricultável e pode ser utilizado em áreas de declive médio (10 - 15%).

i) Cordões vegetados
São utilizados em áreas com acentuada inclinação, profundidade rasa e impossibilidade de usar motomecanização pela existência de pedras na superfície do solo. Estes cordões consistem em um pequeno terraço de base estreita, demarcado em nível ou desnível, com capim plantado sobre o camalhão, o que permite diminuir em até 80% as perdas de terra e adubo. Dentre algumas plantas utilizadas neste cordão estão a cana de açúcar e o capim elefante.

j) Patamar de pedra e patamar vegetado
O patamar de pedra ou vegetado é uma prática conservacionista que, à semelhança do terraço, baseia-se no princípio do seccionamento do comprimento da rampa com a finalidade de atenuar a velocidade e o volume do escoamento superficial. Esta prática é recomendada para áreas com declives de 26 a 35% com espaçamento entre patamares de acordo com recomendações da Tabela. Entre as principais vantagens desta prática, destacam-se: controle da erosão, facilidade para as operações de remoção de pedras, aumento da eficiência das atividades de preparo, semeadura e capina, possibilidade de adoção da tecnologia preconizada para a cultura (insumos, espaçamento, “stand”).

Conservação do Solo parte 4

Espaçamento Recomendado para Locação de Patamares

Declividade (do terreno %)

 

Distância entre patamares
Textura argilosa

Textura média

entre 26 e 27
11
10
entre 28 e 29
10
9
entre 31 e 31
9
8
entre 32 e 33
8
7
entre 34 e 35
7
6

2.3 Locação dos Terraços

Determinar, por meio de um nível, o ponto mais alto da área a ser terraceada (lavoura, propriedade ou da microbacia).

Identificar a linha de maior inclinação para, a partir daí, começar a locação dos terraços.

Caso o declive da linha de maior inclinação seja desuniforme, dividir a linha em secções uniformes de declive.

Determinar a declividade da linha de maior inclinação com auxílio de um nível ótico, clinômetro ou pé-de-galinha.

Sendo a linha de inclinação desuniforme, proceder à determinação da declividade da próxima secção uniforme, sempre a partir do terraço já demarcado.

Após calculada a declividade e verificada a textura do solo, determinar o espaçamento vertical (EV) ou espaçamento horizontal (EH) a ser adotado para a demarcação do terraço.

Como medida de segurança, locar o primeiro terraço na parte mais alta do terreno, na metade da distância recomendada pela tabela.

Baseando-se na estaca cravada na linha de maior inclinação, locar a linha do terraço cravando estacas a cada 20 metros ou a cada três passos do pé-de-galinha.

Em áreas pouco uniformes, a distância entre as estacas pode ser diminuída para 15 ou 10m.

Para terraços de absorção ou em nível, todas as estacas serão travadas na mesma cota da estaca da linha de declividade.

Para terraços de drenagem ou em desnível, as estacas serão cravadas nas cotas calculadas de acordo com o desnível desejado.


3. CONCEITOS DE ALGUMAS PRÁTICAS

Conservacionistas

Adubação mineral
É o uso de fertilizantes incorporados ao solo, com a finalidade de proporcionar melhor nutrição às culturas.

Adubação verde
É o uso de plantas (normalmente leguminosas) para serem incorporadas ao solo, com a finalidade de melhorá-lo.

Alternância de capina
É a prática usada em fruticultura, em que linhas de plantas niveladas são capinadas alternadamente, criando obstáculos ao escoamento superficial.

Calagem
É o uso de material calcário com a finalidade de minimizar os efeitos da acidez dos solos.

Ceifa do mato
Prática usada em fruticultura em que capinas são substituídas por ceifa, permanecendo o sistema radicular que aumenta a resistência à desagregação do solo.

Cobertura morta
É o uso de resíduos vegetais ou outros na cobertura do solo, com o objetivo de evitar o impacto das gotas da chuva.

Cobertura vegetal
É o uso de plantas vivas na cobertura do solo, com o objetivo de evitar o impacto das gotas da chuva.

Controle de pastoreio
Consiste em retirar o gado de uma pastagem quando as plantas ainda recobrem toda área.

Corte em talhadia
É o corte de madeira com regeneração, por brotação das cepas das árvores.

Cultivo mínimo
É o uso minimizado de máquinas agrícolas sobre o solo, com a finalidade de menor revolvimento e compactação.

Enleiramento em nível
Prática utilizada no desbravamento (mato, capoeira) de uma gleba, dispondo os resíduos em linha de nível.

Escarificação
É o uso do escarificador no preparo reduzido do solo, quebrando a camada densa superior e formando rugosidade superficial.

Manejo sustentado
É toda exploração florestal que objetiva a manutenção do estoque e as retiradas periódicas do incremento.

Plantio de conversão
É o plantio de espécies nativas nobres, sob cobertura em capoeira adulta ou mata secundária, com a técnica da eliminação gradual da vegetação matricial.

Plantio direto
É a implantação de uma cultura diretamente sobre a resteva de outra, com a finalidade de manter o solo coberto, evitando o impacto da gota da chuva.

Plantio em faixa de retenção
É a prática que utiliza uma faixa de cultura permanente de largura específica e nivelada, entre faixas de rotação.

Plantio em faixas de rotação
É a prática utilizada numa gleba onde culturas temporárias são dispostas em faixas niveladas e alternadas.

Plantio de enriquecimento
É o plantio com espécies desejáveis, nas florestas naturais, acompanhado da remoção de trepadeiras, arbustos e árvores indesejáveis.

Plantio em nível
É a prática que executa todas as operações de uma cultura em linhas exatamente niveladas.

Ressemeio
Prática usada em pastagem para repovoar as áreas descobertas, protegendo o solo da erosão por impacto.

Rompimento de compactação subsuperficial
É a quebra de camada profunda adensada (pé de arado ou de grade), com a finalidade de aumentar a permeabilidade do solo.

Sulcos em nível
É o uso de pequenos canais nivelados, que tem a finalidade de diminuir o escoamento superficial, aumentando a infiltração.

Uso de bariqueta individual
É a prática usada em fruticultura, protegendo a área de solo de cada árvore com um pequeno patamar.

Uso de cordão (pedra ou vegetal)
É o uso de linhas niveladas de obstáculos, com a finalidade de diminuir a velocidade do escorrimento superficial.

Uso do esterco
É o uso de dejetos animais, incorporados ao solo, com a finalidade de melhorá-lo.

Uso do patamar (pedra ou vegetal)
É a prática que objetiva formar patamares, com a finalidade de reduzir a declividade e o escoamento superficial.


4. EXEMPLOS PRÁTICOS

Aspectos da utilização do sistema de cultivo mínimo na implantação de florestas de eucalipto Vera Cruz Florestal (LOUZADA, Paulo T. C.; COSTA, Liovando M., 1995)

A Vera Cruz Florestal, localizada no extremo sul da Bahia, utilizou como experimento o cultivo mínimo em florestas de eucalipto, visando à conservação do solo através de seu revolvimento mínimo e de sua compactação, objetivando o aumento da infiltração de água e melhoria do desenvolvimento do sistema radicular das plantas. Inclui todas as etapas operacionais, iniciando-se com a classificação das áreas para utilização do cultivo mínimo. A limpeza das áreas é localizada nos pontos críticos e o preparo do solo é exclusivamente nas linhas de plantio. O controle do mato foi feito com herbicidas em pré-plantio e nas manutenções. Os efeitos mais marcantes do cultivo mínimo notados foram a infiltração da água e a redução dos custos.

Leucena leucocephala como adubo verde para a cultura de feijão em cerrado(CHAGAS, José Mauro; Kluthcouski, João; AQUINO, Antonio R. L.).

Foram conduzidos dois ensaios, visando avaliar a Leucena leucocephala (Lam.) de Wit. como adubo verde, em um latossolo vermelho-escuro, sob vegetação de cerrado, no município de Goiânia, Goiás. No primeiro ensaio, o adubo verde foi semeado nos espaçamentos de 2, 3, 4 e 5 metros entre fileiras. A análise de crescimento mostrou um aumento na produção de matéria seca/ha e no conteúdo de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio, por amostra, à medida que decrescia o espaçamento. No segundo ensaio, plantou-se o feijão entre fileiras de leucena, após o desbaste dos ramos laterais, deixando-se somente a haste principal, cortada a 1,5m de altura. Os tratamentos consistiam na incorporação, ou não, de leucena, combinada ao nitrogênio (30 kg/ha de N) ou fósforo (120 kg/ha de P2O5) ou nitrogênio + fósforo. Somente a incorporação da leucena no solo resultou uma produção de grãos de feijão equivalente à dos tratamentos que receberam adubação química.


Efeito da adubação verde sobre o rendimento de grãos das culturas de trigo e soja (Fabrício, A. C.; Barbo, C. V. S.; Nakayama, L. H. I., 1995)

Foi conduzido na unidade de execução de pesquisa de âmbito estadual de dourados (upae dourados), num latossolo roxo distrófico, fase campo, experimento visando testar algumas leguminosas como adubação verde. A área experimental foi corrigida com 4 toneladas de calcário dolomítico e 500kg/ha da fórmula 5-30-10. Os tratamentos utilizados foram: milho + mucuna preta, soja + trigo, mucuna preta, guandu, crotolária e lab-lab. Após a incorporação das leguminosas, foram semeadas as culturas de trigo e soja, nas suas respectivas épocas; nos sistemas de cultivo convencional e plantio direto, os rendimentos dos grãos obtidos em três anos, com estas culturas, foram maiores nas parcelas que receberam adubação verde, embora não tenha havido diferenças estatísticas. Entretanto, observou-se um aumento no número de actinomicetos e bactérias no solo com a incorporação de massa seca das leguminosas introduzidas.

Código de Cores para os Diferentes Tipos de Resíduos

Padrão de Cores
AZUL papel/papelão
VERMELHO plástico
VERDE vidro
AMARELO metal
PRETO madeira
LARANJA resíduos perigosos
BRANCO resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
ROXO resíduos radioativos
MARROM resíduos orgânicos
CINZA resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação

 



LIXAO A CÉU ABERTO

Fonte:

http://super.abril.com.br/superarquivo/1998/conteudo_56188.shtml

Um enxame ameaça a Terra. São satélites desativados e pedaços de naves espaciais. Tanta sucata orbital pode fazer grandes estragos lá em cima. E alguns acidentes aqui embaixo.


Por Thereza Venturoli

Acabamos de saber que um satélite explodiu, colocando em risco a Estação Espacial Mir. Desculpe, só posso responder às suas perguntas mais tarde." Com esta declaração dramática, o cientista-chefe do Programa de Detritos Orbitais da Nasa, Nicholas Johnson, interrompeu uma entrevista à SUPER, pela Internet, em setembro. Felizmente, o alarme era falso: o artefato que explodiu era mesmo russo, mas a Mir estava fora de perigo.


Incidentes como esse são cada vez mais comuns. É que a Terra está imersa em 2 000 toneladas de entulho sideral. São satélites desligados e componentes de naves acumulados desde a subida do Sputnik, em 1957. Dos 3 800 foguetes e 4 600 satélites lançados nestas quatro décadas, só 500 ainda funcionam. O resto virou lixo: 8 000 peças maiores do que uma bola de tênis, 110 000 cacos com diâmetro entre 1 e 10 centímetros e 35 milhões de lascas menores que 1 centímetro (veja o infográfico ao lado).

Boa parte desse lixão vai cair e poderá provocar acidentes. É que o atrito dos aparelhos com as moléculas de ar reduz, gradativamente, sua velocidade orbital, até a força de gravidade puxá-los de volta. Só que, se a peça estiver muito no alto, onde o ar é muito rarefeito, a queda leva milhões de anos. De qualquer modo, a grande maioria das que mergulham na atmosfera se pulveriza na viagem. E as que finalmente chegam à superfície costumam se perder nos oceanos. "Nenhum dos 16 000 artefatos que já caíram provocou ferimentos em alguém", afirma Johnson. Quem corre mais risco são as naves em operação.

Feito um bazar de quinquilharias

O homem é rápido. Em quatro décadas poluiu a estratosfera. Ela já está cheia de entulhos. Em junho de 1997, o satélite de sensoriamento remoto ERS-1, da Agência Espacial Européia (ESA), teve de ser manobrado para escapar de uma aeronave russa desativada, de 750 quilos, que cruzou seu caminho. Em pelo menos três missões, a tripulação dos ônibus espaciais fez curvas de emergência para evitar o choque com peças descartadas de velhas espaçonaves. Esses desvios só são possíveis graças ao rastreamento feito por uma rede de telescópios óticos e radares de superfície. Eles acompanham o movimento de todo e qualquer objeto maior que 10 centímetros até 2 000 quilômetros de altura.

Nem sempre, porém, é possível evitar o desastre. Em junho de 1996, o satélite de comunicação francês Cerise, a 660 quilômetros de altura, foi abalroado e destruído por um pedaço do foguete Ariane, lançado pela Agência Espacial Européia uma década antes. Calcule o estrago que um choque desse tipo pode causar: para um objeto se manter em órbita, ele tem de viajar a cerca de 27 000 quilômetros por hora, dez vezes mais do que a velocidade de uma bala de fuzil. Isso quer dizer que dois bólidos podem se chocar de frente a 54 000 quilômetros horários. A essa velocidade, bater numa bolinha de gude é o mesmo que trombar com um cofre de 180 quilos a 180 quilômetros por hora.

De tanque de combustível a luvas


E não é tão difícil topar com uma bola de gude dessas — ou coisa pior —, nas órbitas mais baixas. Até 2 000 quilômetros acima da superfície, a quantidade de detritos deixados pelo homem é 10 000 vezes maior do que a de meteoritos naturais, que estão sempre chegando do Cosmo. Há ali um verdadeiro bazar de quinquilharias de todos os tipos e tamanhos, como estágios de foguetes, tanques de combustível, parafusos e arruelas descartados por espaçonaves na subida e satélites desativados ou em pedaços (43% dos fragmentos orbitais são resultantes da explosão dos motores das aeronaves). Até os astronautas ajudam a aumentar os detritos espaciais, com ferramentas e luvas perdidas durante passeios no vazio.
Nesse cenário tumultuado, os ônibus espaciais americanos e o Telescópio Espacial Hubble são no mínimo sortudos sobreviventes: por enquanto, escaparam com poucos arranhões (veja os quadros ao lado). Principalmente se pensarmos que, quanto maior um artefato e quanto mais tempo ele permanecer no espaço, maiores serão suas probabilidades de ser atropelado. Estima-se que, em dezessete anos de funcionamento, o Hubble, com o comprimento de um prédio de quatro andares, tenha 4% de chance de ser abalroado por um projétil de 1 centímetro de diâmetro.
Esses cálculos vêm da experiência com projetos como o americano LDEF (sigla para Instalação para Exposição de Longa Duração, em inglês). Esse verdadeiro "saco de pancadas" passou anos como alvo para lixo espacial coletando dados essenciais sobre os fragmentos ameaçadores (veja o quadro abaixo).


Caiu na rede, é sujeira

A situação tende a piorar com os satélites previstos para subir nos próximos anos. É isso que afirma o relatório preparado por especialistas que participaram da II Conferência Européia sobre Lixo Espacial, realizada em março de 1997, na Alemanha. Apenas para as órbitas baixa e média, até 30 000 quilômetros de altitude, devem acontecer 300 lançamentos até 1999 — 75% mais do que entre 1994 e 1996.


Os maiores responsáveis pelo congestionamento são os novos sistemas de comunicação e telefonia, que usam constelações de satélites (isto é, várias máquinas que montam uma rede de sinais ao redor do globo). Somente o Projeto Iridium, de empresas americanas e japonesas, deve colocar 66 satélites a 780 quilômetros de altura. Outro delírio tecnológico, o Projeto Teledesic, pretende plantar, até o ano 2001, nada menos que 840 máquinas a 700 quilômetros da superfície, para interligar computadores terrestres. O receio, justificado, é que essas redes superdimensionadas acabem capturando, junto com os sinais eletrônicos, muito lixo. E, ao se danificarem, gerem mais sucata ainda. E, aí, vão virar mais sucata. Entulho sideral.

Um ou outro arranhão no Hubble

Na primeira missão para reparos no Telescópio Hubble, em 1993, os astronautas encontraram um buraco de quase 2 centímetros de diâmetro no prato de uma antena de comunicação (no detalhe). Um dos painéis solares que fornecem energia para o supertelescópio também estava bombardeado: tinha um rombo de 7 milímetros de diâmetro.


Do céu direto para o vidraceiro

Mais de sessenta janelas dos ônibus espaciais voltaram moídas das missões. A cratera do detalhe, com 2,5 milímetros de diâmetro, foi criada por uma lasca de tinta de aeronave do tamanho de um grão de sal. A velocidade do choque foi de 14 400 quilômetros por hora. Microfissuras como esta podem espatifar a janela na descida da nave.


Om saco de pancadas

O LDEF, da Nasa, é um artefato em forma de cilindro, com 9 metros de comprimento e 4 de diâmetro, todo recoberto por lâminas de diferentes materiais usados na construção de naves e satélites. Lançado em janeiro de 1990, permaneceu voando até agosto de 1996, a 470 quilômetros de altura, exposto a todo tipo de partículas perdidas. As placas marcadas pelas minitrombadas cósmicas mostraram que, ao longo desses 68 meses, aconteceram 34 000 colisões. As minicrateras medem de 1 milésimo de milímetro a 5 milímetros. Muitas delas têm traços de substâncias usadas no combustível de foguetes, como óxido de alumínio.


O pior é que não dá para fazer faxina no céu

Nem a Estação Espacial Internacional (ISS) escapará da poluição sideral. Ao contrário, quando estiver concluída, terá exposta, a 400 quilômetros de altura, uma área total de cerca de 5 000 metros quadrados — um enorme alvo para ser metralhado pela sujeira cósmica. As projeções indicam que as chances de a ISS ser atingida por um fragmento maior que 1,4 centímetro, capaz de botar a estação abaixo, é de apenas uma em 71 anos. Mas partículas menores, que constituem 99% do lixo orbital, devem trombar com o castelo voador numa freqüência de até mais de 100 000 por ano. Para proteger a tripulação e as partes mais vulneráveis da nave, as quinze nações que participam da sua construção estão reforçando o revestimento da sua parte dianteira e suas laterais. A principal forma de proteção são paredes com duas camadas de metal, em que a primeira funciona como um pára-choque. Hoje, os laboratórios das agências espaciais desenvolvem escudos mais poderosos ainda (veja o quadro ao lado).

Estão jogando cinzas no paraíso

As comissões que reúnem agências espaciais de nações européias, asiáticas e americanas e o Comitê para o Uso Pacífico do Espaço, da Organização das Nações Unidas (ONU), acham que já está na hora de se fazer um pouco mais pela "ecologia" da órbita terrestre. Elas têm tentado estabelecer regras, como a da eliminação de qualquer sobra de combustível do estágio final dos foguetes. Isso já vai evitar as explosões causadas pelo choque de sucata com os tanques mal esvaziados. Ainda assim, os técnicos admitem que tais medidas são insuficientes.


"Precisamos estudar como retirar os artefatos das órbitas mais poluídas, no fim de suas missões", afirmou à SUPER o físico Walter Flury, coordenador das atividades relacionadas ao lixo espacial na Agência Espacial Européia. Existem algumas sugestões mirabolantes, como rebocar as naves de volta ao solo. Ou pulverizá-las com a ajuda de raios laser. Tais propostas, porém, exigem tecnologias ainda inexistentes.


"Não é possível fazer uma faxina completa na órbita terrestre", diz Flury. Segundo ele, o que dá para fazer, sim, é racionalizar o uso do espaço. E proibir absurdos como o Projeto Celestis, que lançou, em abril do ano passado, um foguete Pegasus com as cinzas de 24 indivíduos cremados, para repousarem não no paraíso, mas a 570 quilômetros de altitude. "Isso não tem cabimento", reclama, enfático, o cientista.

Assim na Terra como no céu

A resistência da fuselagem das naves é testada em laboratórios como o do Centro Espacial Johnson, da Nasa, em Houston, Texas. Um revólver de hipervelocidade, de mais de 30 metros de comprimento (na foto grande), lança um projétil, uma bolinha de alumínio, de 1 centímetro de diâmetro, contra um sanduíche de placas metálicas (no detalhe). Com a força do impacto, a primeira lâmina, que serve de pára-choque, derrete. O projétil é pulverizado em milhares de fragmentos, que se espalham e atingem as placas seguintes numa velocidade cada vez mais baixa. Dessa maneira, a violência da trombada é amortecida.

Para saber mais

Na Internet: http://sn-callisto.jsc.nasa.gov

Telescópios e radares rastreiam 8 500 objetos orbitais com mais de 10 centímetros de diâmetro. Desse total, 8 000 são puro ferro-velho.

Órbita geoestacionária

Na faixa dos satélites meteorológicos e de telecomunicações, que ficam "estacionados" a 36 000 quilômetros da superfície, há 600 pedaços de lata velha. Eles jamais cairão de volta ao planeta porque, a essa altitude, não perdem a velocidade orbital, que os mantém lá no alto.

Órbita média


Entre 2 000 e 30 000 quilômetros de altura circulam os chamados satélites de navegação, como os GPS, que indicam a localização de navios e aviões na superfície da Terra. Aqui, existem pelo menos 134 peças perdidas. Elas podem despencar, mas só daqui a milhares ou mesmo milhões de anos.

Órbita baixa

A área mais poluída está entre 200 e 2 000 quilômetros de altura, com 5 700 fragmentos de lixo. É a faixa dos satélites meteorológicos, de telecomunicação e de observação, dos ônibus espaciais e das estações orbitais. Os que estão a 1 000 quilômetros de altura levam séculos para cair. Mas quando chegam a 200 quilômetros mergulham em direção ao solo em poucos dias.


Perdidos no espaço

Existem 1 450 objetos que têm um trajeto excêntrico. Eles passeiam por todas as órbitas terrestres e podem provocar desastres.

 


O COMEÇO

Nada melhor para começar um SITE é comentar sobre o que está acontecendo na

política do Meio Ambiente.

A saída da Ministra Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, demonstra a fraqueza que existe dentro do governo em relação ao meio ambiente, o dinheiro, as grandes madeireiras, os grandes agricultores e os investimentos que podem ser aplicados nos Estados do Mato Grosso e do Amazonas, demonstra que o Governo Federal está fragilizado em relação a todo o mecanismo e política do meio ambiente.

Sou radical em relação a Amazônia,.O Brasil é um continente não um país, existe muita terra para ser cultivada, para a criação de bovinos etc... existem muitas áreas dentro deste país para serem trabalhadas.

A Amazônia é o pulmão não só do Brasil mas do Planeta, existem ali correntes de vento, que levam para o oceano substâncias essenciais para outras regiões do planeta, que se cortarmos ou acabarmos com este ciclo, ou este ecossistema o planeta sentirá muito.

O que está faltando para o Brasil é uma definição, uma estratégia de como enfrentar o problema do Meio Ambiente, o que pode e o que não pode ser desmatado. Na Amazônia, existem leis ou resoluções federais que regulam o que pode e o que não pode ser feito na floresta, o problema é que estas não são respeitadas, falta fiscalização, e os Governos Estaduais destas regiões são coniventes com o desmatamento indiscriminado, com o trafico de madeira para outros países.

A Ministra Marina não agüentou as pressões ainda mais vendo um projeto de Lei o tal de PAS ser aprovado, colocando todo o seu trabalho, todo o seu esforço por água abaixo, isto foi a gota dágua para sua saída do Ministério.

Quando foi levantado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que a Amazônia teve a maior taxa de desmatamento nos últimos cinco ou seis meses desde que iniciou o monitoramento há quatro anos atrás, nos Estados do Pará, do Mato Grosso e de Rondônia atingindo uma devastação de 3.235 km², houve uma espécie de contra ataque do governo Federal, onde ouve fechamento de madeireiras, fábricas e a não liberação de licenças para o plantio de soja, desmatamento, e a construção de hidrelétricas. Foi uma decisão ousada por parte do Governo provavelmente por determinação da Ministra.

E agora como vai ficar, todo esta novela ?

O Lula diz que vai continuar com a mesma política, que não vai mudar nada, vamos aguardar e esperar.

Na minha opinião ficamos órfãos, os Ecologistas e Ambientalistas ficaram de mãos atadas, pois com o novo Ministro o Sr Carlos Minc vai ceder às pressões, os poderosos vão ganhar esta luta ?

Cabe a todo o POVO Brasileiro dar a sua opinião sobre este assunto é de grande relevância para as nossas matas, que funciona como o pulmão do mundo, que é a nossa AMAZÔNIA.

SALVEM AMAZÔNIA, SALVEM AMAZÔNIA.

Na minha opinião ficamos órfãos, os Ecologistas e Ambientalistas ficaram de mãos atadas, pois com o novo Ministro o Sr Carlos Minc vai ceder às pressões, os poderosos vão ganhar esta luta ?

Cabe a todo o POVO Brasileiro dar a sua opinião sobre este assunto é de grande relevância para as nossas matas, que funciona como o pulmão do mundo, que é a nossa AMAZÔNIA.

SALVEM AMAZÔNIA, SALVEM AMAZÔNIA.
Na minha opinião ficamos órfãos, os Ecologistas e Ambientalistas ficaram de mãos atadas, pois com o novo Ministro o Sr Carlos Minc vai ceder às pressões, os poderosos vão ganhar esta luta ?

Cabe a todo o POVO Brasileiro dar a sua opinião sobre este assunto é de grande relevância para as nossas matas, que funciona como o pulmão do mundo, que é a nossa AMAZÔNIA.

SALVEM AMAZÔNIA, SALVEM AMAZÔNIA.

 



ACREDITO NA VIDA


Acredito no homem.

Acredito na natureza.

Acredito que o homem vai aprender com a natureza.

Acredito nos animais.

Acredito no homem que vai respeitar os seus semelhantes e aos animais.

Acredito em um planeta novo, sem matança de animais e de árvores.

Acredito na vida dos Seres.

Acredito que o homem vá mudar a sua forma de pensar em relação à AMAZÔNIA.

Acredito no DEUS SOL que nos Ilumina.

Acredito na criança que mora em nossos corações.

Acredito que um dia esta criança vença a cobiça, a raiva, o orgulho, a inveja e

o mundo se transforme.

Acredito nesta criança que é simples, amorosa, fraterna, iluminada e que esta luz esteja em todos os corações vivos deste planeta.

Acredito que não estamos sozinhos neste Universo.

Eduardo Soligo da Silveira


 


 

SOLUÇÃO PARA AMAZÔNIA

 

Tenho a solução para o caso da Amazônia.

Incrível eu tenho a solução.

Coloca os MILITARES NA REGIÃO, TANQUES, AVIÕES, DECRETA CITUAÇÃO E EMERGÊNCIA, NINGUÉM ENTRA NINGUÉM SAI.

Assim os outros Governos de outros Paises que já estão de olho na Amazônia vão recuar.

O LULA ta brincando com a Amazônia, é hora de fazer alguma coisa, caso contrario vamos perder para a internacionalização da Amazônia.

Não tem mais retira madeira, não tem mais plantar, ACABOU.

O que falta neste Governo é ATITUDE.

Faça o seu comentário !!!!

 


JAPÃO CONTINUA A MATAR BALEIAS

 

 

O Japão continua a matar Baleias, é incrível um pais tão evoluído tecnologicamente, persistem nesta matança e o consumo da carne de Baleias.

O Greenpeace fez uma tentativa de abordar um navio pesqueiro Japonês, onde tiveram alguns resultados.

Veja abaixo a luta que esta instituição trava com os Japoneses.


ENTENDA O PROBLEMA:

 

Apesar de seu passado de grande caçador de baleias, o Brasil tem hoje uma postura conservacionista e assim tem votado, sempre contra a caça, durante as reuniões da Comissão Internacional Baleeira (CIB). Em 1999, propôs a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, que conta com o apoio de diversos paises-membros da entidade. Atualmente a CIB conta com 73 paises, mas o Santuário ainda não conseguiu maioria de ¾ para ser aprovado.

Desde novembro de 2007 o Grennpeace tem pedido ao governo brasileiro que atue no convencimento de outros paises em desenvolvimento a votar na CIB a favor da manutenção da moratória à caça comercial de baleias e da criação do Santuário. O Japão, por outro lado, tem feito grande pressão sobre esses paises, incluindo até a compra de votos, para tentar derrubar a moratória e impedir a criação de Santuários.

Entre no site abaixo, e ajude o Greenpeace a manter a moratória à caça e aprovar o Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Se Junte ao Greenpeace nessa luta !

http://www.greenpeace.org.br/baleia/

 


ÍNDIOS ISOLADOS SÃO FOTOGRAFADOS

 

Fonte: BBC BRASIL

Fotografias de um grupo isolado de índios na Amazônia foram divulgadas pela primeira vez por um funcionário da Funai, que sobrevoou a região em uma missão financiada pelo governo do Acre.

"Resolvi fazer a divulgação porque os mecanismos (para proteger essas populações) não têm servido. Ou a opinião pública entra nisso ou eles vão dançar", disse o organizador da missão e coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental da Funai, José Carlos dos Reis Meirelles Júnior.

O grupo fotografado é o maior dos quatro isolados que existem apenas no Acre. Segundo Meirelles, há registro da presença deles na região desde pelo menos 1910.

"Não sei nada deles, e a idéia é continuar não sabendo", diz Meirelles.


As fotos mostram as malocas do grupo e índios pintados com urucum. Uma delas registrou o momento que membros do grupo tentam acertar o avião do fotógrafao com flechas.
"Enquanto eles estiverem nos recebendo a flechadas, e eu já levei uma na cara, estarão bem. O dia que ficarem bonzinhos, já eram...", disse Meirelles.

Peru

A Survival International, entidade que faz campanha pelos direitos dos índios, estima que haja cerca de 40 grupos indígenas isolados no Brasil (no mundo todo seriam 100).

Meirelles diz que já foi confirmada a existência de mais de 20 grupos isolados mas que dada a extensão da Amazônia, esse número pode de fato chegar a 40.

Meirelles, que trabalha na Amazônia desde os anos 70, defende que esses povos sejam deixados como estão, já que escolheram permanecer isolados, mas acredita que as pessoas precisam saber que eles existem e que estão sob forte ameaça.

"O futuro deles depende da gente, ou a gente preserva as regiões acidentadas (onde eles vivem) que não servem para agricultura, só servem para serem preservadas, ou essa gente vai acabar"

Segundo o especialista da Funai, os índios que vivem na divisa do Acre com o Peru estão ameaçados pelas atividades predatórias na Amazônia peruana, como a exploração ilegal de madeira e a invasão de terras.

"Tudo que é ilegal que você pode imaginar, acontece na Amazônia peruana. Do lado brasileiro, a gente consegue isolar, evitar invasões, mas a coisa está pegando do lado de lá (do Peru)."

Ele diz ter provas de que pelo menos dois grupos do Peru passaram para a Amazônia brasileira.

"São pelo menos duas aldeias com 15 ou 20 casas, mas esses daí você não fotografa. Eu já andei a pé por lá, mas quando você sobrevoa, esse pessoal desaparece."

"Por mim, eles são bem-vindos, mas o meu medo é que essa migração gere conflito (com outros índios estabelecidos no Brasil)".

Vulnerabilidade

Segundo Meirelles, os índios que vivem na fronteira do Acre com o Peru estão sob ameaça de brancos brasileiros "ainda", mas ressalta que não há como separar os impactos numa área de fronteira.

"Tudo o que foi feito de ruim com as cabeceiras desse rio, exploração de madeira, petróleo, garimpo, tudo vai parar no Brasil. Está mais do que na hora de fazer alguma coisa."

As fotografias foram divulgadas pela Survival International, que apóia a política da Funai para povos isolados de "nunca fazer o contato, apenas demarcar a área e deixá-los em paz".

Meirelles diz que duas terras indígenas já foram demarcadas sem que fosse feito contato, e uma terceira nessa mesma situação está prestes a ser demarcada.

Para a ativista da Survival Fiona Watson, o contato não só violaria os direitos dos índios, como poderia ser fatal.

Watson cita casos de grupos que tiveram metade da sua população dizimada depois do contato. "Doenças facilmente curáveis para nós podem ser fatais."

"Esses povos são únicos. Uma vez que eles desaparececem, desaparecem para sempre."

 



ARENIZAÇÃO DA REGIÃO SUDOESTE DO RS

Convido-lhes para visitarem a exposição: "Arenização da Região Sudoeste do RS", promovida pelo Programa RECICLAR Banrisul em parceria com o Depto de Geografia/Instituto de Geociências da UFRGS, dentro da Programação do Mês do Meio Ambiente Banrisul.

A exposição compõe-se de uma parte explicativa do processo de Arenização, elaborada pelos Profs. Drs. Dirce Suertegaray e Laurindo Antonio Guasseli (Grupo de Pesquisa da Arenização - UFRGS/CNPQ), e pelos acadêmicos do curso de Geografia, Mateus Gleiser Oliveira e Miriam Claussen.

O objetivo é levar ao público em geral, informações sobre a Arenização (processo erosivo que ocorre na região do pampa gaúcho), numa linguagem mais acessível, mas sem perder o enfoque científico.

As ações hídrica (chuvas) e eólica dão origem aos areais, com pouca ou rara vegetação. Os areais fazem aflorar o fundo rochoso (arenito Botucatu, do Jurássico, quando o RS era um deserto). Os "sulcos" no solo dão origem às "ravinas" que, com a aceleração do processo erosivo, podem se converter em "voçorocas" (estágio em que já atingem o lençol freático, deixando-o a céu aberto). Eventualmente chamado de "desertificação", o nome mais adequado para este processo é Arenização, pois o primeiro se aplica a climas áridos, o que não é o caso desta região (pampa).

A outra parte da exposição constitui-se de fotos minhas, realizadas no município de São Francisco de Assis (próximo a Alegrete), na saída de campo, em novembro/2007, com o Prof. Dr. Roberto Verdum, também do Grupo de Pesquisa da Arenização. A foto anexa, que está na exposição, mostra a formação de um "areal" na frente do gado e, ao fundo, uma coxilha (termo gaúcho que designa "colina").

A exposição estará na entrada da Agência Central do Banrisul (R. Capitão Montanha, 177 - Centro), em frente à Sala de Auto-atendimento, até o dia 27/06 (27/05 a 27/06). Após esta data, irá para outras agências do Banrisul, na capital e interior do estado.

Apareçam e, se quiserem me dar retorno, as opiniões, críticas, sugestões serão muito bem-vindas para que possamos aperfeiçoar os próximos trabalhos.

Abraço a todos,


Miriam Claussen


 


A GANÂNCIA POR DINHEIRO!!!!!!

Entenda melhor o caso do aumento dos preços dos alimentos.
A ganância por mais dinheiro vai levar muitos a morrer de fome, olha o que esta acontecendo neste mundão e faça a sua própria avaliação.

Eduardo Soligo da Silveira

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Fonte:BBCBrasil

Os líderes mundiais se reúnem nesta semana em Roma, na Itália, para discutir a crise mundial provocada pelo aumento do preço dos alimentos.
A cotação de commodities no mercado internacional aumentou muito desde o começo do ano, provocando desabastecimento, violência e mais pobreza.

Confira abaixo algumas perguntas e respostas sobre a crise.

O que aconteceu com o preço dos alimentos?

O preço dos alimentos subiu em média 83% nos últimos três anos, segundo o Banco Mundial. Em apenas um ano, houve fortes aumentos na cotação internacional do milho (31%), do arroz (74%), da soja (87%) e do trigo (130%). Segundo a FAO e a OCDE, os preços devem se manter altos nos próximos dez anos.

Quem foram os mais afetados pela crise?

As pessoas mais pobres em várias partes do mundo são as mais afetadas. Por exemplo, estima-se que, após o aumento dos preços, uma família pobre em Bangladesh precisa usar metade da sua renda diária para comprar apenas dois quilos de arroz.

O Banco Mundial estima que 100 milhões de pessoas caíram para baixo da linha da pobreza, sobrevivendo com US$ 1 por dia, nos últimos dois anos, e que o aumento no preço dos alimentos seria o principal motivo.

Segundo a FAO, a região mais atingida é a África Subsaariana, onde estão 21 dos 36 países com crise de segurança alimentar. A região importa 45% do trigo e 84% do arroz consumido.

A crise provocou violência e desabastecimento em vários lugares do mundo, como Haiti, Indonésia, Egito.

Que fatores estão levando ao aumento do preço dos alimentos?

Acredita-se que diferentes fatores contribuem para o aumento do preço. Entre eles estão:
- O aumento do preço dos combustíveis e insumos energéticos, que afetam toda a cadeia de produção, desde o custo de produção (para abastecer tratores, por exemplo) até a ponta final (preço do transporte dos alimentos).
- Especulação no mercado internacional de commodities, cujo volume de negócios aumentou mais de dez vezes nos últimos quatro anos, atingindo US$ 150 bilhões.
- O aumento da produção de biocombustíveis no mundo, que destina cada vez mais terra para produção de combustíveis, em detrimento dos alimentos.

- A melhoria na qualidade de vida de países emergentes de grande população, como China e Índia. As pessoas nesses países estão comendo mais laticínios e carnes, o que aumenta a demanda e o preço dos alimentos.
- Secas em diferentes partes do mundo, que provocaram uma queda na produção de grãos.
- A queda da cotação do dólar no mercado internacional, provocando uma fuga de investidores em direção ao mercado de commodities.

Especialistas e líderes mundiais ainda não chegaram a um consenso sobre o peso específico que cada um desses fatores tem isoladamente no aumento dos preços.

Que conseqüências a crise tem no Brasil?

Além de poder provocar uma inflação em itens da cesta básica, atingindo principalmente os mais pobres, a crise afeta o Brasil em um momento em que o governo lança uma ofensiva para promover o etanol à base de cana-de-açúcar no mundo – aproveitando uma onda mundial de protestos contra mudanças climáticas e combustíveis fósseis.

A crise dos alimentos levou muitos países a rever suas políticas de incentivo a biocombustíveis. Nos Estados Unidos e na União Européia, alguns legisladores já estão pedindo a revisão de programas e metas de incentivo a biocombustíveis.

Por outro lado, a alta do preço dos alimentos também beneficia alguns produtores rurais, já que o Brasil é um grande exportador de alimentos.

Como o governo brasileiro reagiu à crise?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito que a crise reflete um problema de transferência de renda, já que são as pessoas mais pobres que estão sendo mais gravemente afetadas.

Além disso, o governo brasileiro argumenta internacionalmente que o etanol à base de milho – produzido nos Estados Unidos – estaria causando aumento no preço internacional do grão, elevando preço de rações e carne. Já o etanol brasileiro – à base de cana-de-açúcar – não estaria contribuindo para a crise, já que o açúcar não é uma das commodities em forte alta.

No entanto, críticos dizem que muitas das terras e recursos brasileiros usados para produção de etanol poderiam ser utilizados para produção de alimentos. Também há críticas sobre o impacto ambiental e as condições de trabalho dos empregados da indústria da cana brasileira.

O que deve acontecer na Cúpula da FAO em Roma?

O encontro de junho em Roma é o maior evento reunindo chefes de Estado e líderes globais desde o começo da crise da alta do preço dos alimentos.

É pouco provável que a declaração final do encontro provoque alguma mudança nas políticas adotadas por cada um dos países, segundo altos representantes da

FAO e da ONU ouvidos pela BBC Brasil. Mas o encontro em Roma é importante, segundo eles, para que os líderes globais façam pressão em blocos ou em conversas separadas.

Por exemplo, dificilmente a declaração final do encontro fará um repúdio à decisão do Vietnã de restringir em parte a exportação de arroz, de olho no mercado interno. A declaração final precisa de consenso, inclusive com aval do país. No entanto, alguns chefes de Estado devem pressionar os líderes vietnamitas em conversas separadas.

 



A FALTA DOS ALIMENTOS !!!

 

Meus caros amigos a fome, a escassez de alimento no mundo não vem de agora, já fazem muitos anos que isto vem acontecendo, as autoridades já sabiam deste problema.

Isto é o resultado do desperdício que muitas nações cometem, inclusive o pais gigante chamado Brasil, este então nem se fala. Os alimentos que o Brasil joga fora são milhares de toneladas de carne, peixe, hortaliças, frutas, em fim é só irmos nas CEASAS para ver o que se joga fora.

Mas a natureza não tarda, a vida não tarda, e cobra dos seres que habitam este mundo.

Este é o processo a falta de alimentos que o ser humano vai passar, sem falar na água que já é peça rara ai a fora.

Esta matéria da BBC Brasil retrata sobre a conferencia da FAO onde estiveram vários países para criar um documento pedindo uma ação imediata dos governos para solucionar o problema do aumento dos alimentos.

Eduardo Soligo da Silveira

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FONTE: BBC BRASIL

Após impasse, países chegam a acordo sobre alimentos

Depois de um dia de debates, representantes dos 183 países que estão participando da conferência da FAO (o órgão de alimentação e agricultura da ONU) em Roma chegaram nesta quinta-feira a um acordo sobre o texto final da conferência.

O documento pede uma ação urgente contra a crise dos aumentos de alimentos e dizem que a comida não deve ser usada como uma arma política ou econômica.

Alguns dos problemas que atravancaram as reuniões desta quinta foram esclarecidos no meio da tarde.

O governo Argentino confirmou que é um dos que trabalha para alterar o documento. Os argentinos queriam ver retiradas do texto as menções ao final de “medidas restritivas” no comércio internacional de alimentos. Para aceitar o texto final, eles aceitaram que fosse feita apenas uma ressalva sobre o assunto.

O país impôs recentemente medidas para tentar diminuir a exportação de alimentos, com o objetivo de conter a inflação interna.

Outro país que queria ver mudanças no documento final é Cuba. O país queria introduzir de forma indireta a discussão sobre o embargo feito pelos Estados Unidos à ilha. Os americanos não aceitaram as alterações.

No começo do dia, um diplomata europeu ouvido pelo site em inglês da BBC disse que o Brasil e outros países latino-americanos estavam se negando a assinar o documento porque ele apresentava de forma negativa os biocombustíveis.

Os representantes brasileiros, no entanto, negaram que tenha havido grandes problemas em torno do debate sobre o etanol e que foi possível chegar a um texto consensual.

 


AMAZÔNIA JÁ ESTÁ INTERNACIONALIZADA

Carolina Glycerio

Da BBC Brasil em São Paulo

Fonte: BBC Brasil

Preocupação global já teria 'internacionalizado' debate sobre o futuro da região.
O debate sobre o futuro da Amazônia já está internacionalizado seja pela importância que ganhou a questão do aquecimento global ou pela atuação de multinacionais na região, dizem ambientalistas entrevistados pela BBC Brasil.
"O Brasil se incomoda porque sabe que não tem soberania plena. Sabe que se quiser desmatar tudo, vai ter problemas (com a comunidade internacional)", afirma o pesquisador Paulo Barreto, do Imazon.

Ele cita como o exemplo o fato de qualquer acesso a crédito para projetos na Amazônia depender hoje de estudos sobre os impactos ambientais.

Além disso, diz Barreto, o próprio governo brasileiro tem interesse em mostrar ao mundo que é capaz de fazer uma boa gestão da Amazônia para conseguir levar adiante sua ambição de desempenhar um papel maior no cenário internacional.

"O Brasil quer se colocar como um ator importante em relação a temas internacionais e a Amazônia é uma questão crítica para o país ter esse posicionamento estratégico. A gente tem que demonstrar que cuida da Amazônia."

Paulo Adário, do Greenpeace, argumenta que a economia da Amazônia é tão ou mais globalizada do que a de outras regiões já que os principais produtos da região - soja, madeira e carne - são commodities no mercado internacional.

"Só que quando esses setores vão para a mídia, eles não falam das multinacionais, falam das ONGs", afirma Adário, ressaltando o fato de as maiores empresas da soja serem estrangeiras - Cargill, Bunge, ADM e Dreyfuss.

Barreto, do Imazon, diz não acreditar que essa internacionalização se traduza numa ocupação física, pelo menos não por enquanto.

"Não vejo nenhum plano de ocupar a Amazônia, pelo menos não no curto e médio prazo. Mas se o Brasil não cuidar da Amazônia, com uma política clara, imagino que possa haver no longo prazo."

Para os dois pesquisadores, a polêmica em torno da compra de terras por estrangeiros na Amazônia e a preocupação quanto a ingerências internacionais na região são riscos marginais que estão sendo extrapolados pelo governo.

A lei atual restringe a aquisição ou exploração de terras por estrangeiros na chamada faixa de fronteira, faixa de 150 km de largura, paralela à linha divisória terrestre do território nacional.

Uma empresa com sede no Brasil e capital estrangeiro, porém, não estaria sujeita a essas restrições desde que 51% do capital pertença a brasileiros.

 


Protótipo de casas de Bambu !!!!!

Protótipos de casas de bambu em Sergipe atestam viabilidade dessa opção em políticas de habitação popular.

Mônica PintoAmbiente Brasil

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=38691

O bambu vem ganhando espaço como matéria-prima para uma série de produtos, que vão de móveis e artesanato às fibras têxteis (veja notícias relacionadas no final da matéria). Mais recentemente, porém, uma iniciativa desenvolvida em Aracaju (SE) deu um passo significativo para inserir a planta no rol dos instrumentos palpáveis no caminho do desenvolvimento sustentável.
Mais que isso, torna o bambu agente da resolução de um problema sério no país. Segundo dados do IBGE, o déficit habitacional no Brasil atinge a casa dos 6 milhões de unidades, envolvendo uma população de 30 milhões, pessoas que vivem em habitações subnormais ou co-habitam em precárias condições de salubridade e higiene.

Esse desafio levou o arquiteto Ricardo Nunes a mergulhar na tarefa de desenvolver a pesquisa e aplicação de novos materiais e tecnologias baseadas nos recursos naturais e humanos de cada região. O entendimento a movê-lo foi o de que esse trabalho pode representar um incremento significativo para o equacionamento do déficit de moradia com qualidade, sustentabilidade econômica e ambiental.

O pontapé inicial da proposta aconteceu em 2004, quando ele elaborou, como objeto de pesquisa acadêmica para dissertação de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente, uma construção experimental para o Centro de Educação Agroflorestal da Petrobras (na foto ao lado), na cidade sergipana de Carmópolis, a 64 Km da capital.


A edificação, com 255 m² de área, utilizou o bambu para elevação de toda a sua estrutura e confecção das paredes, construídas a partir de painéis pré-moldados de esteiras de bambu, rebocados com areia e cal. O espaço é usado para cursos e aulas de educação ambiental e capacitação de agricultores inseridos no projeto de agro-floresta, desenvolvido pela Petrobras naquele município”Sabíamos que os materiais e os métodos de construção utilizados no Centro poderiam representar grande impacto econômico na construção de casas e, para isso, precisaríamos testar em protótipos”, disse Ricardo Nunes a AmbienteBrasil.
No mesmo ano, 2004, ele fundou o Instituto de Desenvolvimento Comunitário Sustentável (Incomun), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) com sede em Aracaju, que institucionalizou a proposta de pesquisar essas técnicas.

Apresentado o projeto à Prefeitura de Aracaju, dentro de um programa de RSE (Responsabilidade Social Empresarial), a parceria foi firmada em junho de 2007, também incluindo a Petrobras, com o objetivo de levar a termo dois protótipos de habitação popular.


As casas foram edificadas com 47 m² cada, e dividem-se, cada uma, em dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e varanda (confira fachada na foto ao lado). Localizadas no Parque da Sementeira, em Aracaju, encontram-se em processo de avaliação técnica de desempenho dos materiais e processos tecnológicos durante o ano de 2008, enquanto são utilizadas pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) em suas atividades administrativas.

Também como produto deste projeto, em breve estará sendo editado o “Manual de Construção de Habitação com Bambu”, acompanhado de um DVD para a capacitação de arquitetos para a elaboração de projetos, e mão-de-obra de carpinteiros e aprendizes para a execução das construções.

“Demonstramos que uma habitação social pode ser construída pela metade do preço de uma construção convencional; que a tecnologia é simples e pode ser apropriada facilmente por comunidades pobres e que a sustentabilidade, nesse caso, não é uma mera peça de marketing, mas uma prática de fato”, diz o arquiteto,

registrando que as casa são “bonitas, duráveis e muito confortáveis” (veja mais fotos no final da matéria).
Fora a redução do custo construtivo pela metade – o que pode cair ainda mais, a depender da escala -, o uso do bambu em residências tem outros méritos em relação aos materiais convencionais. “Para a produção de dez mil blocos cerâmicos, é queimado um caminhão de lenha”, diz Ricardo. “Com o bambu, ao invés de emitirmos CO2 para a atmosfera, o carbono é seqüestrado pela planta e fixado na construção, reduzindo poluição e efeito estufa”.

O uso do material ainda não foi contemplado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), lacuna que, no entanto, não desanima o arquiteto. “A questão da normatização pela ABNT é apenas uma formalidade institucional para que casas de bambu possam ser financiadas pelas agências oficiais”, diz ele.

E completa: “mesmo sem normatização, elas podem ser legalmente construídas por iniciativa das próprias comunidades, com apoio de governos e ONG's. Os protótipos construídos dentro do rigor do método científico onde todos os procedimentos técnicos foram registrados para futuras repetições é suficiente para a criação de um programa de construção em série”.


Outro estudo no sentido de valorizar o bambu contra o déficit habitacional está em curso no Rio de Janeiro, por intermédio do Sebrae na cidade de Três Rios, conforme AmbienteBrasil mostrou na reportagem EXCLUSIVO: "Casa ecológica" com bambu e raspas de pneus pode ser aprovada pelo Sistema Financeiro de Habitação, de setembro passado.


A parede recebendo o reboco de areia e cal.

Parte interna do protótipo

(Fotos retiradas do site da Oscip Incomun)


 


Sacolas Plástica

Porto Alegre, terça-feira, 10 de junho de 2008 - 19h28min

Projeto: Sacolas Plásticas

Dispõe sobre o uso de embalagens para acondicionamento de produtos e mercadorias a serem utilizadas nos estabelecimentos comerciais no âmbito do Município de Porto Alegre cujos materiais sejam oriundos de fontes renováveis ou recicláveis e dá outras providências.

PROC. Nº1827/07
P.L.L. n.º 061/07

Dispõe sobre o uso de embalagens para acondicionamento de produtos e mercadorias a serem utilizadas nos estabelecimentos comerciais no âmbito do Município de Porto Alegre cujos materiais sejam oriundos de fontes renováveis ou recicláveis e dá outras providências.

Art. 1º. Ficam obrigados os estabelecimentos comerciais no Município de Porto Alegre a utilizar para o acondicionamento de produtos e mercadorias em geral, embalagens cujos materiais sejam oriundos de fontes renováveis ou recicláveis quando estas embalagens possuírem características de transitoriedade.

Art. 2º Entende-se por embalagem oriundas de fontes renováveis as sacolas de tecido ou papel e as confeccionadas a partir do amido de milho, da mandioca e de outros cereais;

Art. 3º. Os estabelecimentos comerciais cuja área comercial seja igual ou superior a 500m² (quinhentos metros quadrados) terão prazo de um ano a contar da data de publicação desta lei para substituir as sacolas comuns pelas biodegradáveis.

Parágrafo único: O prazo constante do caput desse artigo será contado em dobro para os demais estabelecimentos comerciais.

Art. 4º. É facultado ao Poder Público Municipal a instituição de incentivos aos estabelecimentos comerciais que implementarem as medidas previstas nesta Lei, antes do prazo previsto no artigo anterior.

Art. 5º - Esta lei restringe-se às embalagens fornecidas pelos estabelecimentos comerciais, excetuando-se, portanto, as embalagens originais das mercadorias.

Art. 6º – O não cumprimento dessa Lei sujeitará o estabelecimento infrator às seguintes penalidades:

I- advertência escrita; ou

II- em caso de reincidência, multa no valor de 500 (quinhentas) UFMs – Unidades Fiscais do Município de Porto Alegre.
§ 1º A reincidência da pena de multa implicará em acréscimo de 100% (cem por cento) em relação a multa prevista no inciso II;

§ 2º Persistindo a infração ocorrerá a suspensão do Alvará de funcionamento do estabelecimento até a devida regularização.

§ 3º As penalidades serão aplicadas pelo órgão competente do Município à administração geral do estabelecimento comercial infrator.

Art. 7º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICATIVA

O presente Projeto de Lei tem o objetivo de contribuir para a preservação do meio ambiente em condições que permita a gênese e o desenvolvimento da vida em suas diversas formas.

Em que pese, a iniciativa abranger apenas o Município de Porto Alegre, cria em nós a expectativa de que seja difundida para outros municípios do Estado, atuando como uma rede de proteção ao meio ambiente.

Os produtos oriundos de fontes renováveis ou produtos que possibilitem a reciclagem são importantes para o mundo moderno, dentre os benefícios para o meio ambiente estão:

- a prevenção de riscos à saúde pública, pois os produtos não são depositados em aterros sanitários, diminuindo ou quase zerando o perigo de desenvolvimento de doenças adquiridas por meio desses aterros;

- a diminuição da exploração predatória dos recursos naturais e incentivo à produção de produtos que não poluam e cujas fontes sejam renováveis;

Além dos produtos possíveis de reciclagem possibilitarem desenvolvimento econômico gerando emprego e renda à população mais necessitada, pois produtos como os abaixam permitem:

- plásticos: mangueiras para jardim, bacias, baldes, tubos, cabides, fitas, tampas, conduítes, lonas, garrafas, réguas etc.

- papel: caixas de papelão, papel higiênico, papel de carta, lenços de papel, toalhas, cartões, envelopes e folhas;

- metal: latinhas, tesouras, maçanetas, arame, e peças de automóveis;

- vidros: recipientes e frascos em geral.

A iniciativa ao substituir as atuais sacolas de plástico - que levam mais de um século para serem decompostas -, por sacolas oriundas de materiais cujas fontes são renováveis ou que permitam serem recicladas constitui-se em iniciativa concreta para preservar o meio ambiente.

Em termos de custos, o investimento financeiro em sacolas ecológicas será infinitamente pequeno diante da catástrofe ambiental que se avizinha, se não forem tomadas medidas – tanto pelo Poder Público, quanto pela Sociedade Civil- para deter a poluição gigantesca produzida diuturnamente em todo o planeta.

O Brasil produz anualmente mais de 2.200.000 (dois milhões de duzentas mil) toneladas de resíduos plásticos oriundos do pós-consumo, das quais menos de 400.000 (quatrocentas mil) toneladas são recicladas. É muito lixo! Constituindo-se em fator determinante, em muitas cidades, para a contaminação de riachos, rios, mares, entupimentos de boeiros e bocas de lobo aumentando as enchentes e o represamento nas ruas de águas poluídas que causam doenças, além de aumentar o efeito estufa... Por todos os ângulos que se olhe, a adoção de sacolas duráveis ou recicláveis só traz benefício ao meio ambiente e aos seres que o habitam.

O mundo começa a despertar para o problema que as sacolas plásticas tradicionais causam ao meio ambiente e a se mobilizar para que a sociedade exija a adoção de materiais que não agridam o meio ambiente.

Algumas empresas, em nível local e nacional, já estão implementando a utilização de sacos e sacolas reciclados em seus estabelecimentos, no entanto, ações dessa natureza ainda são incipientes diante da totalidade dos estabelecimentos comerciais existentes em nossa cidade, nos estado e em nosso País.

Diante do exposto e, sobretudo, pela relevância da matéria, rogamos aos nossos pares a aprovação do presente Projeto de Lei

Sala das Sessões, 08 de outubro de 2007

Vereador Bernardino Vendruscolo - PMDB

 



Ibama refaz cálculos e reduz multas a empresa de sueco para R$ 381,2 milhões

A Procuradoria Jurídica do Ibama no Amazonas desmembrou ontem uma das multas em nove autos de infração por supostos danos ambientais e refez cálculos para evitar que a Justiça derrube a cobrança contra a empresa Gethal, do empresário sueco-britânico Johan Eliasch. Com a medida, o valor total cai de R$ 450 milhões para R$ 381,2 milhões.

Segundo o Ibama, a madeireira explorou, comercializou e transportou madeira nobre da floresta na região de Manicoré (AM) em desacordo com a legislação ambiental brasileira. Também não cumpriu acordo firmado em 2005 com o órgão.

O desmembramento da multa obedece a dispositivo da Lei de Crimes Ambientais, que estipula o valor máximo por multa em R$ 50 milhões, afirmou o gerente administrativo do Ibama, Henrique Pereira.

Ele disse que a Procuradoria Jurídica alertou o órgão ontem, antes de enviar a notificação à Gethal. "É uma correção. Fazendo isso estamos evitando que a empresa alegue que a multa é exorbitante." Nas ações que a Gethal responde na Justiça e somam R$ 16,2 milhões por suposto dano ambiental, a empresa ingressou com recursos alegando multa exorbitante.

A multa desmembrada ontem em nove autos de infração caiu de R$ 350 milhões para R$ 274.282.500. O Ibama diz que a Gethal desmatou 21.398 hectares de floresta em várias partes na área de manejo florestal em Manicoré (AM). Terá que repor o volume de 699.809 m3 ou 230 mil árvores.

A segunda multa, que era R$ de 100 milhões, teve o cálculo refeito e passou para R$ 106,9 milhões, aplicada pelo descumprimento de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), firmado em 2005 com o órgão ambiental. Essa infração não está prevista na Lei de Crimes Ambientais.

Além das multas, o Ibama anunciou que mantém suspensos os planos de manejo florestal da Gethal em Carauari, Lábrea, Novo Aripuanã, Humaitá e Itacoatiara. Dois planos da Gethal estão dentro de terras indígenas: Pinatuba (Manicoré) e Searihan (Lábrea).

Em 2006, o empresário Johan Eliasch se apresentou à Folha como dono de 160 mil hectares de floresta, adquiridos em 2005, em Itacoatiara, Manicoré e Lábrea. O Incra no Amazonas diz que as 57 terras somam 121,2 mil hectares e vai analisar a dominialidade da propriedade, podendo pedir o cancelamento das terras.

Outro lado

A assessoria do sueco-britânico Johan Eliasch informou ontem que o empresário não comentaria a redução no valor da multa do Ibama de R$ 450 milhões para R$ 381,2 milhões. A Gethal, conforme a assessoria, ainda não foi notificada da atuação e nega dano ambiental.

"Cabe esclarecer que a Gethal, até o presente momento, não recebeu qualquer notificação oficial quanto à suposta multa referida na matéria publicada ontem [pela Folha]", diz a nota divulgada ontem. Conforme a Gethal, "laudos técnicos ambientais também foram produzidos comprovando que a empresa jamais causou danos ao meio ambiente". Segundo a nota, a Gethal parou as atividades de extração de madeira em 2005, quando passou ao controle de Eliasch.

"Em que pese suas práticas ambientais corretas, desde a última aquisição ocorrida em 2005 e tendo em vista a nova filosofia de proteção às florestas por parte dos novos acionistas da empresa, decidiu-se que a Gethal paralisaria suas atividades de exploração florestal", diz a nota.

A Gethal afirma que pediu a suspensão do plano de manejo de extração de madeira, mas afirma não ter sido atendida. "Apesar de os diretores da empresa estarem em contato direto e periódico com o órgão há vários anos, a empresa ainda não recebeu notificação do Ibama a respeito desse pedido de suspensão."

O Ibama do Amazonas informou que suspendeu o plano de manejo em 2005, mas a Gethal, segundo o órgão, manteve a exploração até 2006, o que gerou o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que, diz o Ibama, não foi cumprido pela empresa, o que resultou na multa de R$ 100 milhões.


(Fonte: Kátia Brasil / Agência Folha e Hudson Corrêa / Folha de S.Paulo)

 


Lei N° 9.795, de 27 de abril de 1999

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Dispõe sobre a Educação Ambiental, Institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.

CAPÍTULO I - DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Art. 1o Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.

Art. 2o A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal.

Art. 3o Como parte do processo educativo mais amplo, todos têm direito à educação ambiental, incumbindo:

I - ao Poder Público, nos termos dos arts. 205 e 225 da Constituição Federal, definir políticas públicas que incorporem a dimensão ambiental, promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e o engajamento da sociedade na conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;

II - às instituições educativas, promover a educação ambiental de maneira integrada aos programas educacionais que desenvolvem;

III - aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, promover ações de educação ambiental integradas aos programas de conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;

IV - aos meios de comunicação de massa, colaborar de maneira ativa e permanente na disseminação de informações e práticas educativas sobre meio ambiente e incorporar a dimensão ambiental em sua programação;

V - às empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas, promover programas destinados à capacitação dos trabalhadores, visando à melhoria e ao controle efetivo sobre o ambiente de trabalho, bem como sobre as repercussões do processo produtivo no meio ambiente;

VI - à sociedade como um todo, manter atenção permanente à formação de valores, atitudes e habilidades que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para a prevenção, a identificação e a solução de problemas ambientais.

Art. 4o São princípios básicos da educação ambiental:

I - o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo;

II - a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade;

III - o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade;

IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais;

V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo;

VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo;

VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais;

VIII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural.

Art. 5o São objetivos fundamentais da educação ambiental:

I - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos;

II - a garantia de democratização das informações ambientais;

III - o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social;

IV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania;

V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade;

VI - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;

VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade.

CAPÍTULO II - DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Seção I - Disposições Gerais

Art. 6o É instituída a Política Nacional de Educação Ambiental.

Art. 7o A Política Nacional de Educação Ambiental envolve em sua esfera de ação, além dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino, os órgãos públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e organizações não-governamentais com atuação em educação ambiental.

Art. 8o As atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental devem ser desenvolvidas na educação em geral e na educação escolar, por meio das seguintes linhas de atuação inter-relacionadas:

I - capacitação de recursos humanos;

II - desenvolvimento de estudos, pesquisas e experimentações;

III - produção e divulgação de material educativo;

IV - acompanhamento e avaliação.

§ 1o Nas atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental serão respeitados os princípios e objetivos fixados por esta Lei.

§ 2o A capacitação de recursos humanos voltar-se-á para:

I - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos educadores de todos os níveis e modalidades de ensino;

II - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos profissionais de todas as áreas;

III - a preparação de profissionais orientados para as atividades de gestão ambiental;

IV - a formação, especialização e atualização de profissionais na área de meio ambiente;

V - o atendimento da demanda dos diversos segmentos da sociedade no que diz respeito à problemática ambiental.

§ 3o As ações de estudos, pesquisas e experimentações voltar-se-ão para:

I - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à incorporação da dimensão ambiental, de forma interdisciplinar, nos diferentes níveis e modalidades de ensino;

II - a difusão de conhecimentos, tecnologias e informações sobre a questão ambiental;

III - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à participação dos interessados na formulação e execução de pesquisas relacionadas à problemática ambiental;

IV - a busca de alternativas curriculares e metodológicas de capacitação na área ambiental;

V - o apoio a iniciativas e experiências locais e regionais, incluindo a produção de material educativo;

VI - a montagem de uma rede de banco de dados e imagens, para apoio às ações enumeradas nos incisos I a .

Seção II - Da Educação Ambiental no Ensino Formal

Art. 9o Entende-se por educação ambiental na educação escolar a desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas, englobando:

I - educação básica:

educação infantil; ensino fundamental e c) ensino médio;

II - educação superior;

III - educação especial;

IV - educação profissional;

V - educação de jovens e adultos.

Art. 10. A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.

§ 1o A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino.

§ 2o Nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao aspecto metodológico da educação ambiental, quando se fizer necessário, é facultada a criação de disciplina específica.

§ 3o Nos cursos de formação e especialização técnico-profissional, em todos os níveis, deve ser incorporado conteúdo que trate da ética ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas.

Art. 11. A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores, em todos os níveis e em todas as disciplinas.

Parágrafo único. Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação, com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.

Art. 12. A autorização e supervisão do funcionamento de instituições de ensino e de seus cursos, nas redes pública e privada, observarão o cumprimento do disposto nos arts. 10 e 11 desta Lei.

Seção III - Da Educação Ambiental Não-Formal

Art. 13. Entendem-se por educação ambiental não-formal as ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente.

Parágrafo único. O Poder Público, em níveis federal, estadual e municipal, incentivará:

I - a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres, de programas e campanhas educativas, e de informações acerca de temas relacionados ao meio ambiente;

II - a ampla participação da escola, da universidade e de organizações não-governamentais na formulação e execução de programas e atividades vinculadas à educação ambiental não-formal;

III - a participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas de educação ambiental em parceria com a escola, a universidade e as organizações não-governamentais;

IV - a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação;

V - a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas às unidades de conservação;

VI - a sensibilização ambiental dos agricultores;

VII - o ecoturismo.

CAPÍTULO III - DA EXECUÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Art. 14. A coordenação da Política Nacional de Educação Ambiental ficará a cargo de um órgão gestor, na forma definida pela regulamentação desta Lei.

Art. 15. São atribuições do órgão gestor:

I - definição de diretrizes para implementação em âmbito nacional;

II - articulação, coordenação e supervisão de planos, programas e projetos na área de educação ambiental, em âmbito nacional;

III - participação na negociação de financiamentos a planos, programas e projetos na área de educação ambiental.

Art. 16. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, na esfera de sua competência e nas áreas de sua jurisdição, definirão diretrizes, normas e critérios para a educação ambiental, respeitados os princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.

Art. 17. A eleição de planos e programas, para fins de alocação de recursos públicos vinculados à Política Nacional de Educação Ambiental, deve ser realizada levando-se em conta os seguintes critérios:

I - conformidade com os princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental;

II - prioridade dos órgãos integrantes do Sisnama e do Sistema Nacional de Educação;

III - economicidade, medida pela relação entre a magnitude dos recursos a alocar e o retorno social propiciado pelo plano ou programa proposto.

Parágrafo único. Na eleição a que se refere o caput deste artigo, devem ser contemplados, de forma eqüitativa, os planos, programas e projetos das diferentes regiões do País.

Art. 18. (VETADO)

Art. 19. Os programas de assistência técnica e financeira relativos a meio ambiente e educação, em níveis federal, estadual e municipal, devem alocar recursos às ações de educação ambiental.

CAPÍTULO IV - DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 20. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias de sua publicação, ouvidos o Conselho Nacional de Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Educação.

Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 27 de abril de 1999.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, Paulo Renato Souza e José Sarney Filho Ministério do Meio Ambiente
Esplanada dos Ministérios - Bloco B - 70068-901 - Brasília - DF

 


ÍNDIOS TARIANOS

Iauaretê - Cachoeira das Onças
2006

Os índios Tariano, do noroeste da Amazônia, após décadas de catequese missionária, fazem um registro cultural dirigido às futuras gerações.

Meus caros amigos .

Hoje assisti na TVE CULTURA a minissérie AÚwe e fiquei muito triste em ver que os missionários católicos acabaram com uma cultura indígena como a dos Índios Tarianos.

É profundamente lamentável o que os brancos colonizadores fizeram com este povo, podaram a sua cultura na raiz, roubaram a sua historia, e o mais ridículo de tudo foi o roubo de ornamentos, cocares, colares para servir de amostra em um museu administrado por freiras, estas cobram R$ 5,00 para visitantes.

Gente olha fiquei enojado com tudo isso não dá para admitir isso.

Este museu fica em Manaus.

Os índios foram até lá para ver e encontraram as suas relíquias, dos tempos antigos, de seus antepassados.


 


O MAR DE PLÁSTICO

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.

Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

Tartaruga deformada por aro plástico.

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente.. 'Como foi possível fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo.
Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.
Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave
Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.
Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico
E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully

Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e pricipalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos. Antes de Reciclar, reduza!

Abração a todos!!


O sabiá no sertão
Quando canta me comove
Passa três meses cantando
E sem cantar passa nove
Porque tem a obrigação
De só cantar quando chove!
Cordel do fogo encantado




 

CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI

INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE INDAIAL
Cláudia Maria Castro Soligo da Silveira
Eduardo Soligo da Silveira
Prof. Monitor Marilin Gatelli

Gestão Ambiental (GAM 2211) – Conservação e Uso do Solo

16/08/2008

VISITA AO PARQUE ESTADUAL DE ITAPUÃ

O Parque Estadual de Itapuã foi criado em 14 de julho de 1973, com extensão de 5.566 hectares, estando localizado a 57 km da Capital, mas foi em 1991 que tornou-se Parque em Unidade de Conservação de Proteção integral, sendo fechado à população para restauração, tendo em vista toda depredação que o Parque sofreu pelo homem, agressão à natureza e ainda, a retirada indiscriminada e ilegal do granito rosa para comércio. Os dias de visitação são de quartas a domingos, das 09hs às 18 hs, sendo aberta ao público três praias: Praia das Pombas, Praia da Pedreira e Praia de Fora.

O Parque é privilegiado pela predominância do granito rosa, mas o símbolo do Parque é o bugio-ruivo, considerado espécie em extinção até há pouco tempo e hoje a espécie está perpetuada naturalmente.

O Parque é um ecossistema da Região Metropolitana constituído de campos, dunas, lagos, ilhas, praias e morros do Guaíba e Laguna dos Patos.

Destacam-se entre a vegetação local , mais de 300 espécies de plantas, entre elas a figueira, a corticeira-do-banhado, o gerivá, além de um grande número de orquídeas e bromélias. Também habitam espécies de fauna ameaçadas como exemplo o bugio-ruivo e a lontra.

No Parque também existe uma grande infra-estrutura com um Centro de Visitantes onde estes assistem a um vídeo educativo sobre a Unidade de Conservação.

O grupo da Gestão ambiental saiu da Cidade de Porto Alegre em um micro-ônibus no dia 16 de agosto de 2008 às 07:45hs, rumo ao Parque Estadual de Itapuã, tínhamos no início 27 integrantes, outros chegaram ao local por meio de ônibus e veículos próprios.

 

Chegada ao Parque

No Parque também existe uma grande infra-estrutura com um Centro de Visitantes onde é assistido um vídeo educativo sobre a Unidade de Conservação.

O Parque possui várias trilhas de cunho educacional no âmbito ambiental. A trilha foi realizada em grupo, e escolhida foi a Trilha da Onça.

 

A trilha iniciou-se com o monitor Marlom nos orientando como procedermos para prevenção de acidentes durante o percurso como: cobras, aranhas, entre outros, para isso utilizamos umas “caneleiras” sobre a roupa.

 

Chegamos ao local de início da trilha que localiza-se na Praia das Pombas, conforme fomos passando vimos um local muito rico em vegetação.

 

 

Foi observado na trilha a vegetação característica da região, córregos, nascentes que servem de fonte de água para a fauna existente no local.

Observamos indícios de capivaras por perto, são excrementos deste animal. Pois este estava sendo exterminado pelos caçadores, e hoje graças ao trabalho que está sendo feito pelo Parque Estadual de Itapuã estes animais estão se procriando em grande escala.

Outro impacto causado pelo homem foi a extração desordenada da pedra de granito rosa que existe em abundancia no local, este era um local de extração ilegal.

Um grande defensor do Parque foi o ecologista Lutzemberger onde marcava com um X a pedra que fora explorada em sinal de protesto e indignação.

Existe ainda uma casa antiga, que foi deixada pelos antigos invasores que extraiam o granito rosa.

O cactos é um arbusto característico desta região, existem várias espécies, entre elas a Tuna.

 

Outro exemplo de cacto, a Palma, representa uma mão espalmada

 

Outro exemplar, o cacto Bola

Mas o que é mais rico neste lugar são as paisagens, uma riqueza em diversidade ambiental.

 

O guia Marlon nos mostra a recuperação da área antes degradada pelo homem, recuperando-se com uma vegetação primeiramente rasteira, posteriormente a vassoura e por fim as árvores maiores.

Um momento de descontração para uma foto do grupo.

Enfim chegamos ao nosso destino, a Praia das Pombas.

Com toda a luta dos guarda-parques e dos monitores, tentando educar os visitantes, não conseguem evitar que a natureza coloque para fora do Guaíba o lixo que é jogado pelo homem da Capital, ele percorre toda a extensão vindo de Porto Alegre e se depositando nas praias, Existe uma força-tarefa para recolher todo este lixo, é o pessoal da manutenção que realiza a limpeza.

Algumas fotos tiradas do local, apesar de tudo, admirando a beleza.


Ao retornarmos a trilha fomos presenteados por um banho de chuva.


O nosso colega Ricardo era o único do grupo que estava prevenido.

Chegamos ao local de origem, paramos para descansar e esperar o outro grupo chegar.

Assim chegamos ao fim a nossa visita ao Parque Estadual do Itapuã.

Agradeço ao esforço da Coordenadora do curso Gestão Ambiental, Professora Monitora Marilin Gatelli.

 


O PLANETA E A RECUPERAÇÃO AMBIENTAL

Eduardo Soligo da Silveira

Profª. Sheila Mafra Ghoddosi

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Gestão Ambiental (GAM 2211) – Revegetação e Fitorremediação

25/09/08

RESUMO

A humanidade ao longo do seu tempo vem tratando o meio ambiente de forma irresponsável tornando insustentável, correndo um grande risco para a sua sobrevivência. O sinal vermelho já foi acionado, o aquecimento global já é um fato, não e mais um mito, é real, devido ao desmatamento que ao longo dos séculos foi uma atividade lucrativa para madeireiras, e hoje se observa que o numero de florestas nativas estão quase ao seu final, fica restando a Amazônia e algumas outras áreas na Europa e Estados Unidos. A Amazônia é ainda considerada o pulmão do planeta, infelizmente continua o desmatamento e as queimadas nesta grande floresta, para o uso indiscriminado da agropecuária e no plantio da soja. Mas o homem esta abrindo o seus olhos para a realidade que se avizinha, o problema ambiental é de extrema importância, e o Brasil com o Ministério do Meio Ambiente tem se esforçado para regulamentar as atividades de extrativismo ou de projetos de desenvolvimento sustentável. O País tem participado de reuniões e assinado acordos mundiais assim como o Tratado ou Protocolo de Kyoto em 16 de março de 1998.


Palavras-chave: Planeta; Políticas; Homem.


1 INTRODUÇÃO


A muitos séculos atrás o Planeta estava em um processo de ajustes, existiam terremotos, maremotos, vulcões, até a Terra se ajustar levaram milhares de anos . Foram primeiros habitantes destas terras os Dinossauros, e exterminados por uma colisão de um asteróide provocando uma era glacial ou era do gelo.


Mais alguns milhares de anos surgiu o homem, neste momento ele começa a usar os recursos que o Planeta lhe oferece, a caça, a água, o oxigênio em fim a sua sobrevivência estava garantida. Mas o homem continuou a usar os recursos naturais que este Planeta dispunha, sempre usando de forma descontrolada, sem medir as conseqüências, desmatou grandes áreas de florestas mundiais, poluiu as águas e os rios com resíduos líquidos, tóxicos oriundo de fabricas, nas grandes cidades já são observados o ar com grandes teores de dióxido de carbono CO2 tornando cada vez mais difícil a respiração, causando problemas respiratórios, como asma e alergias assim foi tratado no relatório do Painel Intergovernamental para a Mudanças Climáticas .


Segundo cientistas, a situação deve piorar mesmo com medidas de contenção tomadas imediatamente. Até 2100 a Terra pode esquentar 3ºC, e a culpa é do homem. Paises desenvolvidos, assim como Estados Unidos, Canadá, Japão entre outros se mostram críticos em relação à redução de gases poluentes, assim como o CO2 (dióxido de carbono), principal gás poluente do efeito estufa.. (SPEDANIERI; 2007).


Todo este cenário que estamos vivendo hoje está sendo analisado pelos Paises do mundo todo pois as populações estão crescendo de forma descontrolada, sem haver um controle de natalidade eficaz, com isso começa a faltar alimento para os povos mais carentes, paises emergentes como o Brasil são obrigados a se esforçar para ampliar a sua produtividade com isso surgem novas técnicas.

O rápido crescimento da população mundial levou à necessidade de grandes incrementos da produção agropecuária e mineraria, os quais vêm sendo obtidos através da aplicação intensiva de novas tecnologias e pela conquista de novas fronteiras. Contudo, tem-se observado efeitos negativos, principalmente com a degradação dos ecossistemas, até então estáveis e harmônicos. (SALVADOR; MIRANDA, 2007, p. 1).


2 RECUPERAÇÃO


Agora no século XX e XXI o homem começa a despertar e tomar atitudes para recuperar as áreas degradadas revertendo os problemas causados pelas constantes destruições dos recursos existentes no Planeta. Estes recursos são finitos, um dia eles acabaram, e como o homem vai gerenciar estes recursos para que não acabem.


As Universidades com seus professores e alunos que no futuro são biólogos, agrônomos, gestores ambientais, estão se dedicando para ajudar na preservação do meio ambiente, os Paises estão criando leis, normas, os órgãos públicos e quem avalia e autorizam a extração ou utilização dos recursos a serem explorados, uma destas instituições podemos citar a FEPAM Fundação Estadual de Proteção Ambiental – RS , uma fundação publica vinculada à Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul - Brasil tem como características a operação de licenciamento ambiental das atividades de impacto, aplicação de legislação ambiental, fiscalização, avaliação, monitoramento e divulgação e de informação sobre a qualidade ambiental.


Foram criadas Leis como APP, Área de Preservação Permanente que tem como objetivo a preservação de nascente de rios com até 5 metros de largura, 10 metros de largura e topo de morros.


As áreas degradadas também podem se recuperadas, restauradas, reabilitadas, reflorestadas, revegetadas e fitorremediadas, são todas as técnicas que o homem criou para tentar reverter ou remediar o que já esta degradado ou que poderá ser utilizado para novos empreendimentos como exemplo uma mineradora ou uma fabrica, podem ser utilizadas estas técnicas, quem vai avaliar e designar qual a melhor maneira de minimizar o impacto ambiental vai ser o órgão publico como este citado a cima.


O exemplo do nosso País tem se destacado em algumas áreas de preservação com uma política Nacional do Meio Ambiente.


O Brasil, embora tenha participado da Conferência de Estocolmo, apenas em 1981 promulgou a Lei 6.938, estabelecendo a Política Nacional do Meio Ambiente. Nessa lei estão todos os fundamentos que definem a proteção ambiental em nosso país e que, posteriormente, durante a década de 80, foram regulamentados através de decretos, normas, resoluções e portarias (Ibram, 1992). (SALVADOR; MIRANDA, 2007, p. 1).


3 CONCLUSÃO

Apesar de todo o empenho que as autoridade publicas e governamentais em frear a escalada do aquecimento global, dos degelos das calotas e do efeito estufa que é causado pela grande quantidade de gases poluentes jogados na atmosfera, o planeta corre um serio risco de iniciar uma nova era glacial ou uma nova era do gelo, todo o ecossistema está danificado, alguns cientistas prevêem que em 50 anos as calotas dos hemisférios sul e norte terão uma grande perda de gelo causando o aumento do nível dos mares em 5 cm com isso grandes cidades ficariam abaixo do nível do mar, causando grandes destruição e milhares de desabrigados.


Enquanto o homem não tomar decisões mais serias em relação ao meio ambiente, pensar em toda a cadeia que gira ao seu redor em breve ele sentirá os efeitos que ele mesmo causou, transformando o Planeta Terra inabitável.


6 REFERÊNCIAS


SALVADOR, Aparecida Rosa Ferla; MIRANDA, Jussara de Souza, Recuperação de Áreas Degradadas:. Disponível em:


Acesso em 24 set 2008.


SPEDANIERI, Anna Karina, O meio ambiente precisa da ajuda de todos. Até a sua também!:. Disponível em:

 

 


30/09/2008

Desmatamento na Amazônia cresce 134% em agosto deste ano.

Pelo terceiro mês consecutivo, o Pará foi indicado como o Estado com maior devastação

 

O desmatamento na Amazônia em agosto foi 134% maior que em julho, de acordo com os números do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter) divulgados nesta segunda, dia 29, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em agosto, os alertas registraram 756 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas, em comparação com os 323 quilômetros quadrados detectados no mês anterior.

Se comparado com o mesmo período de 2007, quando o Inpe registrou 230 quilômetros quadrados no mês de agosto, o crescimento chega a 228%.

Pelo terceiro mês consecutivo, o Pará foi indicado como o Estado com maior devastação. Em agosto, o Inpe registrou 435,27 quilômetros quadrados de desmatamento no Estado, 57% do total. Mato Grosso aparece em seguida, com 229,17 quilômetros quadrados de novos desmates, seguido por Rondônia, com 29,21 quilômetros quadrados.

Cálculo do Deter considera as áreas que sofreram corte raso (desmatamento completo) e as que estão em degradação progressiva.

A cobertura de nuvens sobre os Estados da Amazônia Legal no período impediu a visualização de 26% da área, principalmente nos Estados do Amapá e de Roraima, que “não puderam ser monitorados adequadamente”, de acordo com relatório do Inpe.

A taxa anual de desmatamento, medida pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) deve ser divulgada até o fim do semestre. O número é calculado com base no acumulado de novos desmatamentos verificados pelo Deter entre agosto de 2007 e julho de 2008. No período, o desmate chegou a 8,1 mil quilômetros quadrados, 64% maior que nos 12 meses anteriores.

Confira abaixo o mapa com os os estados com o maior número de desmatadores:

AGÊNCIA BRASIL

 


DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA TEVE QUEDA EM SETEMBRO.
Tchê barbaridade !!!!
Olha gente um dia estas florestas vão acabar, os recursos florestais são finitos, um dia acaba .
Não adianta dizer que reduziu o desmatamento em 22,35 %, se ele continua em menor quantidade mas existe.

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Notícias

Florestas | 30/10/2008 13h49min

Relatório diz que nuvens atrapalharam monitoramento completo

O desmatamento na floresta amazônica durante o mês de setembro foi de 587km², revela o sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número representa uma queda de 22,35% na devastação, se comparado ao mês anterior, agosto, que obteve 756km² de área desmatada. A queda também foi diagnosticada na comparação com o desflorestamento ocorrido no mesmo período do ano passado, que atingiu 603km².

Desta vez, o Estado campeão em desmate foi o Mato Grosso, com 216km², seguido pelo Pará, com 127km². Maranhão, Rondônia e Amazonas tiveram, respectivamente, 97, 91,5 e 46km² desmatados. Os demais Estados da Amazônia Legal tiveram pouco ou nenhum desmatamento registrado pelo Deter.

Apesar dessa diminuição, o relatório afirma que somente os Estados do Mato Grosso e Rondônia puderam ser analisados em sua totalidade, já que nuvens atrapalharam o monitoramento do restante dos Estados da Amazônia. Segundo o Inpe, o Pará teve 63% de sua área encoberta por nuvens.

De acordo com o Inpe, de janeiro a setembro deste ano, a Amazônia perdeu 6.268km² de floresta. O mês em que houve maior devastação foi abril, com 1.124km². Neste período, o Estado líder em desmatamento foi o Mato Grosso, com 3.247km² de devastação, seguido pelo Pará, com 1.679km².

Em operação desde 2004, o Deter considera como desmatamento as áreas que sofreram corte raso (desmate completo) ou degradação progressiva (floresta em processo de desmatamento).

Fonte: Clic Rbs - Meio Ambiente

 


Ambiente | 10/10/2008 16h51min

Modelo de casa ecológica é aplicado em habitações populares.

Projeto é desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 



O Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação (Norie) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolve um projeto de moradias ecológicas – as chamadas casas sustentáveis. O portal de Ambiente do clicRBS conversou com o coordenador do projeto, engenheiro Miguel Aloysio Sattler. Ele explicou um pouco da história do projeto, iniciado com a Casa Alvorada. Sattler conta que o protótipo, localizado no campus da universidade, serve de modelo para a construção de habitações populares.

As moradias populares desenvolvidas sob os preceitos da casa sustentável são, de acordo com Sattler, maiores e mais confortáveis do que as abitações populares comuns. Ele conta que uma experiência efetiva com casas populares sustentáveis foi feita em Nova Hartz, no Rio Grande do Sul.

Segundo o coordenador do projeto, uma residência sustentável tem preocupação com a questão ambiental desde a aquisição dos materiais até a execução da obra. Além disso, a casa sustentável precisa aproveitar as características naturais do local onde é construída. Por isso, conforme Sattler, é mais fácil pensar uma construção sustentável antes de sua edificação do que tentar adaptar um prédio já existente.

Fonte: Clic RBS - Meio Ambiente


 


QUALIDADE DO AR E MONITORAMENTO

Eduardo Soligo da Silveira
Profª. Sheila Mafra Ghoddosi

Profª. Maria Amélia Pellizzetti

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Gestão Ambiental (GAM 2211) – Controle de Poluição do Ar

30/10/08

RESUMO

O ar puro é um direito de todos, nosso filhos e netos para sobreviver, temos o dever de lutar para que o meio ambiente seja saudável. A sociedade unida pode exigir dos órgãos públicos o dever de solucionar este problema que afeta a toda a humanidade e ao nosso planeta. O monitoramento, as leis aplicadas com mais eficacia, punindo os infratores que não se adaptam as novas regras ambientais é um começo para a reversão do caos ambiental que estamos vivendo. Neste trabalho vamos abordar diferentes meios para esta mudança, além do monitoramento temos a colocação filtros em fabricas e o incentivo na mudança de pensamentos com relação a veículos automotores, na utilização de combustíveis alternativos com o biodisel, álcool entre outras. Com estas medidas e com a ajuda da sociedade, ongs e as comunidades academicas acredito que a mudança nos idices de poluição ambientais seja alterada.

Palavras-chave: Gases; Poluição; Alternativas.

1 INTRODUÇÃO

Ao passar dos tempos a sociedade se preocupou com os problemas ambientais como o lixo plástico, resíduos de fábricas e o desmatamento. Na atualidade a humanidade esta alarmada com um novo personagem que é o aquecimento global, este vilão está causando uma verdadeira mudança climática no planeta. Caso a sociedade não faça o seu papel que é o monitoramento da poluição em todos os níveis o planeta corre um sério perigo, em pouco tempo a sobrevivência humana se torne impossível. Segundo Silva (1997), “A proteção da qualidade do ar é uma das preocupações maiores das sociedades contemporâneas. É incontestável que nos anos sessenta falava-se apenas da poluição local, a curta distância”.


Sendo assim o monitoramento do nível de poluição do ar ou melhor da sua qualidade vai depender da quantidade de gases existentes no ar. Os principais componentes que podem estar no ar são os dióxidos de nitrogênio, ozônio, dióxido de enxofre, monóxido de carbono, mais as partículas poluentes sólidas que são emitidas fábricas, queimadas e veículos automotores, que são a poeira, pó e a fuligem. Em seu trabalho Silva nos fala. “No decorrer dos anos, as fontes de emissão de poluentes variaram em sua importância. Se antes as fontes fixas, principalmente as indústrias, respondiam por grande parte da poluição, atualmente as fontes móveis, representadas pelos automóveis correspondem a aproximadamente 90% das emissões das grandes metrópoles”. Existem parâmetros que são avaliados e a informação da qualidade do ar e repassada a sociedade para se precaver contra possíveis danos a saúde.


O que está faltando é o comprometimento das autoridades Federais, Estaduais e Municipais no controle mais rigoroso das emissões de gases pelos veículos automotores, aviões, as queimadas, e os desmatamentos que comprometem o ar que respiramos.


2 GASES NECESSARIOS PARA O EQULÍBIRO DO MEIO AMBIENTE


Nem todos os gases existentes na atmosfera são prejudiciais ao ser humano o problema é o excesso destes gases que causam o desequilíbrio um exemplo é o dióxido de carbono que tem uma importância na absorção dos raios solares das radiações solares, ele também e de grande importância na fotossíntese das plantas.


Mas os gases que são jogados na atmosfera estão causando danos na saúde da sociedade, a principio estes problemas estão ocorrendo em grandes capitais, geralmente os problemas estão relacionado as chuvas acidas, problemas respiratórios, problemas visuais, cardíacos e alérgicos.


Sabemos que o nosso Planeta tem sues recursos ambientais finitos, a humanidade está chegando em seu limite para com o meio ambiente.

3 ALTERNATIVAS AMBIENTAIS


Para atingir as metas de diminuição da poluição do ar o monitoramento constante dos gases carbono, enxofre, nitrogênio e ozônio é uma alternativa para a recuperação do meio ambiente em que vivemos.


É importante observar que a concentração de determinados poluentes está relacionada aos efeitos causados à saúde humana. Padrões de qualidade do ar são estabelecidos em conformidade com o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar – PRONAR, representando um grande avanço em termos de qualidade ambiental. Atualmente, a poluição atmosférica representa um dos maiores problemas das grandes metrópoles. As emissões de

fontes fixas de poluição foram controladas. Instrumentos preventivos como o licenciamento e do zoneamento ambiental apresentam-se como meios eficazes dentro desta dinâmica. Em compensação as fontes móveis de poluição, em particular os automóveis respondem atualmente por cerca de 90% das emissões nas grandes cidades. (SILVA, 1997).


O monitoramento constantes da atmosfera, para balizar a quantidade de gases pesados que são jogados na atmosfera.


Através de instituições sem fins lucrativos ligados a luta em defesa do meio ambiente e que se comprometam a exigir e fiscalizar os órgãos públicos para executem o monitoramento diário dos gases emitidos e existentes no ar, a colocação de filtros industriais que podem minimizar a emissão de poluentes. A Lei 6.938 que criou o Conselho Nacional do Meio Ambiente é quem coloca os padrões e métodos para o monitoramento da qualidade do ar.


Os padrões de qualidade do ar constituem a tradução legal de limites máximos para a concentração de determinados componentes atmosféricos Eles são fixados com o escopo de preservar a qualidade do ar, mantendo as emissões dentro dos níveis que não prejudiquem à saúde. A Lei 6.938 de 31 de agosto de 1981 (12), pedra angular da Política Nacional de Meio Ambiente, cria o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA e lhe confere competências para estabelecer padrões e métodos ambientais, dentre os quais os padrões da qualidade do ar. Ressalta-se que a Portaria 231 de 27.4.1976, do Ministério do Interior, já oferecia suporte legal para os padrões de emissão. Ela estabelecia, de acordo com as propostas estaduais efetuadas , os padrões nacionais de qualidade do ar para material particulado, dióxido de enxofre, monóxido de carbono e oxidantes. (SILVA,1997).


Outra saída para a redução de gases emitidos por veículos é o incentivo de uso de combustíveis alternativos, como o álcool e o biocombustiveis são alternativas que as montadoras de veículos já estão fabricando, outra idéia é os veículos elétricos que não tem a queima de combustível, este veículos já estão em testes na Europa.

4 CONCLUSÃO


Acredito que a humanidade está fazendo o possível para alterar os problemas da poluição do ar as maiores preocupações existentes hoje são de forma geral, o mundo global está também direcionado ao meio ambiente, abrange todas as formas de emissões de gases como exemplo as fabrica, queimadas, veículos que trafegam com combustíveis fosseis como o diesel e a gasolina, todos os esforços são válidos para amenizar a poluição do ar.


Nosso filhos e netos tem o direito de viverem em um Planeta saudável, com um meio ambiente despoluído, e todos nos temos o dever de preservar e ensinar aos mais jovens as necessidades de cuidar da natureza, das arvores, da água, o incentivo do uso de veículos de passeio com a lotação máxima, ou o uso de veículos coletivos são formas de ajudar a natureza.

5 REFERÊNCIAS

SILVA, Solange Teles. A proteção da qualidade do ar:. Disponível em:

< http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=1696>

Acesso em 29 de out 2008.

 


 

 

 

 


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