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Agrotóxico que afeta sistema nervoso é o mais usado no país, diz Anvisa.
Anvisa divulgou dados sobre 18 tipos de alimentos contaminados em 2010.
De 2.488, 28% estavam com níveis irregulares de substâncias tóxicas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta quarta-feira (7) detalhes de uma lista com os alimentos mais contaminados pelo uso de agrotóxicos no país em 2010. Segundo o levantamento, um grupo de compostos químicos conhecido como "organofosforados" está presente em mais da metade das amostras irregulares detectadas.

Essas substâncias podem destruir células musculares e comprometer o sistema nervoso, provocando problemas cardiorrespiratórios.

O levantamento foi feito pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para). Ao todo, foram estudados 18 vegetais e frutas em circulação pelo país. Nos 26 estados e no Distrito Federal, foram colhidas 2.488 amostras. Dessas, 28% (694) foram consideradas insatisfatórias para consumo.

Produto Total de amostras Número de amostras insatisfatórias e porcentagem
Abacaxi 122 40 (32,8%)
Alface 131 71 (54,2%)
Arroz 148 11 (7,4%)
Batata 145 0 (0)
Beterraba 144 47 (32,6%)
Cebola 131 4 (3,1%)
Cenoura 141 70 (49,6%)
Couve 144 46 (31,9%)
Feijão 153 10 (6,5%)
Laranja 148 18 (12,2%)
Maçã 146 13 (8,9%)
Mamão 148 45 (30,4%)
Manga 125 5 (4,0%)
Morango 112 71 (63,4%)
Pepino 136 78 (57,4%)
Pimentão 146 134 (91,8%)
Repolho 127 8 (6,3%)
Tomate 141 23 (16,3%)
Total 2.488 694 (27,9%)
O cultivo do pimentão é o caso mais preocupante, com quase 92% das amostras com níveis de agrotóxicos acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O carbendazim, outra substância usada no combate a pragas, foi detectada de forma irregular em 176 amostras, 90 delas de pimentão.

A contaminação do alimento pode ocorrer tanto pela existência de agrotóxicos não autorizados para uso naquela cultura como pelo excesso das substâncias permitidas. No estudo, 47 amostras (1,9%) apresentaram ambos os problemas - inclusas 10 amostras de morango e 10 de pimentão.

O melhor desempenho foi o da batata, que apresentou bons resultados em todas as amostras coletadas. Em 2002, cerca de 22% das amostras do vegetal estavam irregulares.

Orientação agrícola
Mais da metade dos estabelecimentos que utilizaram agrotóxicos no Brasil não receberam orientação sobre os perigos do excesso de agrotóxicos. Apenas 172 mil propriedades foram instruídas sobre o tema, o que não impediu que 76,7% utilizaram agrotóxicos.

A educação pode ser uma barreira à instrução sobre o perigo já que mais de 80% dos proprietários rurais no país são analfabetos ou sabem apenas ler e escrever - frequentaram a escola, no máximo, até o ensino fundamental.

Fonte: G1 Ciência e Saúde (Assista o Vídeo)


 

Relatório da ONU destaca violação de direitos indígenas no Brasil no caso da hidrelétrica de Belo Monte.

Divulgado em 15/9 e lido nesta segunda-feira, 20/9, em Genebra, o relatório de James Anaya, Relator Especial da ONU sobre direitos humanos e liberdades fundamentais indígenas, trata de casos analisados em 2009 e 2010 em todo o mundo. No Brasil, os destaques são as denúncias sobre violações de direitos indígenas nos casos da construção da hidrelétrica Belo Monte(PA) e da transposição do Rio São Francisco e a grave situação em que se encontram os povos indígenas no Mato Grosso do Sul.

De acordo com o relatório, o Estado Brasileiro respondeu aos questionamentos feitos pela relatoria da ONU sobre os casos em destaque. Eles foram encaminhados ao governo com base em informações e denúncias que o Relator Especial James Anaya recebeu nos últimos dois anos de organizações indígenas, socioambientais e de direitos humanos. Em abril deste ano, denúncias sobre Belo Monte foram encaminhadas ao relator durante Fórum da ONU.


Em relação aos impactos da hidrelétrica de Belo Monte, o governo brasileiro limitou-se a anunciar que as áreas de inundação do projeto atual foram reduzidas em comparação com o projeto anterior, dos anos 1970. Entretanto, como já amplamente divulgado, e reconhecido por órgãos do governo, é a redução da vazão do rio (seca) que trará os maiores impactos para as duas Terras Indígenas (Arara da Volta Grande e Paksamba) reconhecidamente afetadas pela obra na Volta Grande do Rio Xingu. Ou seja, a resposta do Estado brasileiro ao relator da ONU foi incompleta nesse quesito.

Da mesma forma, questões fundamentais como a qualidade da água e da vida animal e vegetal na região não foram devidamente esclarecidas na resposta que o governo brasileiro deu, especialmente no que se refere aos impactos socioambientais que a obra trará para as populações da região. Além disso, as medidas que o governo anunciou ao relator para serem tomadas antes e depois do leilão são ainda genéricas e pouco conhecidas pelas populações atingidas. Entre essas medidas estão a desintrusão da Terra Indígena (TI) Apyterewa; a fiscalização e retirada de invasores das TIs Arara da Volta Grande e Cachoeira Seca; e o estabelecimento de um corredor ecológico entre as TIs Paquiçamba, Arara da Volta Grande e Trincheira Bacajá como parte da revisão de limites da TI Paquiçamba.

Preocupação em relação às consultas

O destaque do relatório apresentado em Genebra fica para a questão do direito de consulta dos povos indígenas, segundo o art.32 da Declaração da ONU sobre Direitos dos Povos Indígenas. Em suas observações finais, o relator destaca sua preocupação com o fato de os povos indígenas não terem sido adequadamente consultados sobre a hidrelétrica e, especialmente de não participarem dos processos que levaram à decisão de propor e implementar um projeto que os afeta diretamente. Depois de receber informações sobre os esforços de realização de consulta pelo governo - como alega a Funai - Anaya destaca que há preocupações em relação às consultas: se tiveram como objetivo obter o consentimento dos povos afetados ou se serviram como formalidade para avançar com o projeto.

Dada a magnitude do projeto de Belo Monte e seus potenciais efeitos sobre os povos indígenas na região, o relator observa a necessidade de esforços coordenados no sentido de realizar consultas adequadas com os povos, para chegar a um consenso no que diz respeito a todos os aspectos do projeto que possam afetá-los. Por fim, James Anaya ressalta que os próximos passos serão a observação das condições mínimas elencadas no estudo de viabilidade e mitigação de impactos de 2002 e a realização das demarcações de todas as Terras Indígenas na região, tal como proposto pela Funai.

O caso continuará sendo monitorado pela Relatoria da ONU e pode ser objeto de outras recomendações no futuro. O documento do relator está em inglês e pode ser lido aqui.

Nesta segunda-feira, além da leitura do relatório em Genebra, , mais de 100 organizações no Brasil entregaram uma notificação extrajudicial ao Banco do Brasil para que a instituição bancária não financie a hidrelétrica de Belo Monte. As mesmas organizações já haviam entregue notificação extrajudicial ao BNDES, maior financiador do empreendimento, em março, alertando para os impactos que a obra trará às populações e àquela região do Pará. Saiba mais.

Leia o documento na íntergra clique aqui:

Fonte: Socio Ambiental.org.br


 

A Luta pela preservação ambiental e seus recursos não podem parar, Amazônia deve ser preservada.

"Povos indígenas, economistas, engenheiros, cientistas e ambientalistas têm denunciado a ameaça de Belo Monte, seus impactos sociais e ambientais e sua ineficiência energética e econômica, exigindo o cancelamento do projeto", narra a atriz paraense Dira Paes, no vídeo Defendendo a Amazônia, que foi lançado hoje (15).

Produzido pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre (MXVS), o vídeo é dividido em duas partes e faz parte de uma campanha nacional e internacional coordenada pelo MXVS, coalizão de organizações sociais e ONGs em defesa do Rio Xingu e contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte.

Segundo os coordenadores do movimento, a gravação alerta a sociedade brasileira para o processo atropelado, leviano, desrespeitoso e ilegal de planejamento e licenciamento do empreendimento pelo governo federal.

Para Dira Paes, a luta pela preservação do Xingu é a luta pela vida da Amazônia e de seus povos: "Não podemos nos omitir diante da exploração indevida e absurda da floresta. Este rio jamais poderia ser ameaçado pela construção de Belo Monte. Estamos degradando o que nos resta da grande reserva ambiental do planeta. Não podemos aceitar que a fauna, a flora e o ser humano sejam desrespeitados em nome de uma energia destrutiva".

Assista os vídeos abaixo e vamos colaborar em desfesa dos povos Indígenas ea Floresta Amazonica e seus recursos.

 

 

Veja a segunda parte:

 

 

Entre nos sites e veja como podemos ajudar aos Povos Indígenas e a Floresta Amazônica.

www.tinyurl.com/parebelomonte

www.xinguvivo.org.br


Em Altamira, Serra promete construir Belo Monte.

 

O candidato do PSDB à presidência, José Serra, esteve em campanha nesta terça-feira (14) em Altamira (PA), acompanhado dos candidatos tucanos Simão Jatene e Flexa Ribeiro.

Segundo a informação do jornal Folha de S. Paulo, Serra prometeu construir a usina hidrelétrica de Belo Monte, obra que é uma das prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A usina é alvo de críticas por parte de ambientalistas e dos povos indígenas da região do Xingu, pois deve alagar mais de 500 km² de floresta, reduzindo o fluxo do rio no Parque Indígena do Xingu, além de deixar submerso um terço da cidade de Altamira.

O candidato também prometeu concluir a pavimentação da BR-230, conhecida como Transamazônica.

"Em parceria com o governo do Estado, em parceria com os nossos parlamentares, nós queremos dar um impulso a Altamira. Duas coisas só para exemplificar: transamazônica, que precisa ser pavimentada e transformada numa estrada de verdade, e segundo, saúde. Nós temos que fazer uma operação na saúde no Pará todo e em muitos municípios, como Altamira", disse.

 


 

Imazon: Foram desmatados 155 km2 na Amazônia Legal em julho de 2010

Em julho de 2010 foram desmatados 155 quilômetros quadrados na Amazônia Legal, conforme dados do Instituto do Homem e do Meio Ambiente (Imazon), que realiza o monitoramento das áreas desmatadas e de degradação florestal por meio do satélite SAD. O desmatamento total representou uma redução de 71% em relação a julho de 2009, quando o desmatamento somou 532 quilômetros quadrados.

A maioria (51%) do desmatamento ocorreu no Pará, seguido por Mato Grosso (23%), Rondônia (9%), Amazonas (8%), Acre (8%), e Tocantins (1%). Em julho de 2010, foi possível monitorar 79% da área com cobertura florestal na Amazônia Legal.

Em relação à degradação florestal, ou seja, florestas que sofreram intensa exploração madeireira e/ou que sofreram fogo florestal, o SAD registrou 159 quilômetros quadrados em julho de 2010. Desse total, 57% ocorreu no Pará, 32% no Mato Grosso, 5% em Rondônia, 3% no Acre, e 3% no Amazonas.

No mês de julho de 2010, a maioria (67%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos de Reforma Agrária (20%), seguido de Unidades de Conservação (9%) e Terras Indígenas (4%). Os Assentamentos mais afetados pelo desmatamento foram Jacaré-Açú (Novo Repartimento; Pará), Rio Juma (Apuí; Amazonas), e Campos de Pilar (Aveiro; Pará).

Desmatamento Acumulado

O mês de julho encerra o calendário do desmatamento da Amazônia, que tem inicio em agosto. No acumulado do ano (de agosto de 2009 a julho de 2010), o desmatamento atingiu 1.188 quilômetros quadrados. Em comparação com o período anterior (agosto 2008 a julho 2009) quando o desmatamento somou 1.766 quilômetros quadrados, houve redução de 16%.

A queda do desmatamento do Tocantins foi a mais significativa, com -91%, seguido por Roraima (-36%), Pará (- 27%), e Mato Grosso (-21%). Por outro lado, houve aumento no Acre (+93%), Rondônia (+36%) e no Amazonas (+23).

O Estado do Pará continua na liderança do ranking com 51% do total desmatado registrado no período. Em seguida aparece Mato Grosso com 23% e Rondônia com 9%. O documento destaca o aumento dos índices no Amazonas e no Acre, que na composição total do desmatamento da Amazônia legal tiveram 8% cada. Tocantins participa com 1%.

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2009 a julho de 2010 resultou no comprometimento de 95,6 milhões de toneladas de C02 equivalentes, as quais estão sujeitas a emissões diretas e futuras por eventos de queimadas e decomposição. Isso representa uma redução de 20% em relação ao período anterior (agosto de 2008 a julho de 2009) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento foi cerca de 121 milhões de toneladas de C02 equivalente.


DETER MAIO de 2010 - RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO

E o desmatamento continua no Brasil.

 

Os objetivos da qualificação dos dados do DETER são:
A) Qualificar o alerta emitido pelo DETER em relação aos processos de desmatamento, confrontrando os polígonos com imagens de melhor resolução dos satélites CBERS ou LANDSAT
B) Estabelecer o nível de "Confirmação" e "Não Confirmação" dos alertas emitidos
1) A área desmatada apontada pelo DETER para MAIO de 2010 foi de:
AM = 9.8 km2
MT = 51.9 km2
PA = 37.2 km2
RO = 10.7 km2
Total = 109.6 km2
1.1) Mapa dos alertas do Deter no mês 05/2010:
obs: as nuvens correspondem aos polígonos em rosa
2) A cobertura de nuvens mapeada pelo DETER para MAIO de 2010 foi de 45 % para toda Amazônia Legal
2.1) Mapa de nuvens no mês 05/2010:
obs: as nuvens correspondem aos polígonos em rosa
3) Área e quantidade de polígonos avaliados:
A área total avaliada para MAIO de 2010 foi de 69.93 km2 (53 poligonos)
o que corresponde a 63.8 % da area e 51.5 % dos polígonos.
4) Cenas LANDSAT 5/TM e/ou CBERS 2B/CCD utilizadas na avaliação:
Nr Satelite Orbita Ponto Data Mes Deter Estado
1 Landsat 224/68 2010-06-08 5/2010 MT
2 Landsat 226/69 2010-06-22 5/2010 MT
3 Landsat 227/64 2010-06-13 5/2010 PA
4 Landsat 227/65 2010-06-13 5/2010 PA
5 Landsat 227/66 2010-06-13 5/2010 PA
6 Landsat 227/68 2010-06-13 5/2010 MT
7 Landsat 228/68 2010-06-20 5/2010 MT
8 Landsat 230/66 2010-06-18 5/2010 AM
9 Landsat 231/66 2010-06-09 5/2010 AM
10 Landsat 232/67 2010-06-16 5/2010 RO
11 Landsat 233/67 2010-05-22 5/2010 RO
obs: as nuvens correspondem aos polígonos em rosa


5) Proporção dos Alertas de desmatamento qualificados como Corte Raso, Degradação Florestal Alta,
Moderada e Leve e Não Confirmados:
Corte_raso = 39.20 km2
Floresta_degradada_Alta = 28.46 km2
Floresta_degradada_Leve = 0.47 km2
Floresta_degradada_Moderada = 1.26 km2
Nao Confirmado = 0.54 km2

6) Proporção dos Alertas de desmatamento por faixa de tamanho:
<= 0.5 km2: Corte_raso = 5.20 km2
<= 0.5 km2: Floresta_degradada_Alta = 1.14 km2
<= 0.5 km2: Floresta_degradada_Leve = 0.47 km2
<= 0.5 km2: Floresta_degradada_Moderada = 0.46 km2
<= 0.5 km2: Nao Confirmado = 0.54 km2
0.5 a 1 Km2: Corte_raso = 4.44 km2
0.5 a 1 Km2: Floresta_degradada_Alta = 2.50 km2
0.5 a 1 Km2: Floresta_degradada_Moderada = 0.80 km2
1 a 2 Km2: Corte_raso = 13.56 km2
1 a 2 Km2: Floresta_degradada_Alta = 1.18 km2
2 a 5 Km2: Corte_raso = 16.00 km2
2 a 5 Km2: Floresta_degradada_Alta = 14.28 km2
5 a 10 Km2: Floresta_degradada_Alta = 9.37 km2


7) Proporção dos Alertas de desmatamento por Orbita Ponto LANDSAT 5/TM e/ou CBERS 2B/CCD:
22468: Floresta_degradada_Alta = 9.37 km2
22468: Floresta_degradada_Moderada = 0.80 km2
22669: Corte_raso = 5.21 km2
22764: Corte_raso = 4.92 km2
22765: Corte_raso = 2.40 km2
22765: Floresta_degradada_Alta = 7.29 km2
22765: Floresta_degradada_Moderada = 0.46 km2
22765: Nao Confirmado = 0.27 km2
22766: Corte_raso = 5.71 km2
22766: Floresta_degradada_Alta = 5.01 km2
22768: Corte_raso = 4.29 km2
22768: Floresta_degradada_Alta = 3.98 km2
22768: Floresta_degradada_Leve = 0.47 km2
22769: Corte_raso = 0.69 km2
22868: Corte_raso = 3.93 km2
22868: Nao Confirmado = 0.27 km2
23066: Floresta_degradada_Alta = 2.82 km2
23166: Corte_raso = 1.37 km2
23267: Corte_raso = 4.71 km2
23367: Corte_raso = 5.96 km2


8) Metodologia da Qualificação:
O DETER - Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real identifica e mapeia áreas desflorestadas em formações florestais na Amazônia. Esse sistema utiliza imagens dos sensores MODIS, a bordo do satélite TERRA, da NASA, e imagens do WFI, a bordo do satélite brasileiro CBERS-2B do INPE.
Esses sensores cobrem a Amazônia com alta freqüência temporal, de dois e cinco dias, respectivamente, mas com resolução espacial limitada de 250 metros e 260 metros (WFI). Detalhes sobre a metodologia utilizada pelo DETER podem ser encontrados na página do DETER
(http://www.obt.inpe.br/deter/metodologia_v2.pdf)


Como claramente explícito na metodologia, é importante ressaltar que o DETER é uma ferramenta concebida para dar suporte à fiscalização e não para fornecer um mapa fiel do desmatamento mensal da Amazônia.
Isso é devido à resolução pouco detalhada dos satélites utilizados e à cobertura de nuvens, variável de um mês para outro. A vantagem desse sistema está na rapidez com que o DETER é capaz de detectar novos desflorestamentos, possibilitando gerar em um curto período de tempo, dados para a fiscalização. Essa agilidade dá a possibilidade de conter os desmatamentos antes que o mesmo tenha se completado.
A qualificação dos dados do DETER tem como objetivo caracterizar os dados de desmatamento (Alerta) referentes às duas quinzenas de cada mês. Para a qualificação, faz-se uso de imagens provenientes de sensores a bordo dos satélites Cbers e Landsat, adquiridas em período equivalente ao das Imagens Modis, com resolução espacial mais fina, de 20 e 30 m, respectivamente.
A qualificação do DETER é amostral, ou seja, apenas uma parte dos Alertas é avaliada. O tamanho da área amostrada e sua representatividade variam a cada mês de acordo com as condições atmosféricas e a disponibilidade de imagens de média resolução. No período seco, em geral, a área amostrada é maior do que no período chuvoso, quando grande parte da região permanece sob nuvens. Desta forma, a qualificação dos Alertas não pode ser vista como um mapeamento mais detalhado do DETER, pois não é possível assegurar uma área mínima a ser amostrada mês a mês.
O DETER mapeia tanto o desmatamento por corte raso quanto as áreas em processo de desmatamento por alteração da cobertura florestal. Como grande parte dessas alterações só é percebida quando há uma alta intensidade de perturbação, a esse tipo de desmatamento denominamos degradação florestal progressiva.
Áreas de manejo florestal de baixo impacto, em geral, não são detectadas por esse sistema.
Na qualificação dos desmatamentos, os Alertas são sobrepostos às imagens de resolução espacial mais fina e então são classificados como Corte Raso ou Degradação Florestal de Intensidade Leve, Alta ou Moderada.
Nessa avaliação os Alertas não confirmados como desmatamento também são contabilizados. O esquema de classificação é sistematizado e apresentado na Figura 1.
Figura 1. Esquema de Classificação dos dados de Alerta do DETER. As classes finais são representadas pelas caixas verdes: 1) Não confirmado como desmatamento (a); 2) Corte Raso; 3) Degradação Florestal de Intensidades Leve, Moderada e Alta (b).
O desmatamento por corte raso é o processo de remoção total da cobertura florestal em um curto intervalo de tempo. Esse processo é caracterizado nas imagens pela predominância de solo exposto com textura lisa e limites bem definidos entre a área desmatada e a matriz florestal.
Na Figura 2 são apresentados os critérios de foto-interpretação. Os padrões e tipos de cobertura da terra observados nas imagens que definem as classes dos diferentes processos de desmatamento.
O desmatamento por degradação florestal progressiva é um processo gradativo, no qual se observa a perda parcial e contínua da cobertura florestal. Esse processo é caracterizado pela combinação da floresta com uma ou mais classes de cobertura da terra como solo exposto, cicatriz de fogo florestal e floresta secundária.
A proporção dessas classes no polígono do Alerta, bem como sua freqüência, densidade e arranjo espacial indica a intensidade de degradação classificada como Leve, Moderada ou Alta. A escolha de imagens para a qualificação dos Alertas baseia-se no número de Alertas por cena, na existência de imagens TM/Landsat ou Cbers de boa qualidade para o período e, no seu percentual de cobertura de nuvens. Imagens dos anos anteriores são utilizadas como dado auxiliar durante a foto-interpretação.
Figura 2. Critérios utilizados para a qualificação dos dados do DETER. Padrões de desflorestamento em imagens TM/Landsat, descrições e classes associadas


 

Para quem gosta de boa música.

 


 

Inpe registra 109,6 km2 de desmatamentos na Amazônia no mês de maio.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou hoje (15) os dados de desmatamento da Amazônia no mês de maio de 2010, obtidos pelo sistema Deter. Foram 109,6 km2 de florestas desmatadas.

O Inpe registrou desmatamentos em quatro estados: Mato Grosso (51,9 km2), Pará (37,2 km2), Rondônia (10,7 km2) e Amazonas (9,8 km2). Não foi possível monitorar 45% da Amazônia, que estava coberta por nuvens.

A maior parte do desmatamento detectado (56%) corresponde ao corte raso (total supressão da floresta). Cerca de 40% do desmatamento foi considerado degradação florestal de alta intensidade. Apenas 0,8% dos alertas não era desmatamento. O restante foi considerado como floresta degradada de média ou baixa intensidade.

O desmatamento de maio de 2010 foi menor do que o registrado em maio de 2009, quando o Inpe detectou 123,7 km2 desmatados. Entretanto, o instituto alerta que, devido a cobertura de nuvens, não é possível fazer a comparação entre os meses.

Já na comparação do acumulado do ano do desmatamento - que começa em agosto e termina em julho do ano seguinte - tivemos queda na quantidade desmatada. Entre agosto de 2009 e maio de 2010, foram registrados 1.567 km2 desmatados. No mesmo período do ano anterior, foram 2.960 km2. Isso representa uma queda de quase 50%.

O relatório de Maio Clique Aqui: INPE

Todos os dados do DETER são públicos e podem ser consultados no site:

Clique aqui: DETER - Sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real


 

E o Código Floresta

Aos amigos que lêem este texto:

Últimos acontecimentos em Alagoas não sensibilizam o Congresso Nacional e muito menos a Câmara dos Deputados, pois se observarmos as fotos a região onde se localizava a cidade, não existe mais.

O abuso, a invasão inescrupulosa do homem sobre a natureza, o desmatamento da floresta ciliar e as construções de moradias à beira do rio foram a causa das mortes. O desrespeito às normas ambientais, os limites que ainda estão neste código florestal foram colocados rio abaixo.

 

Eduardo S da Silveira


Relatório de Aldo Rebelo é aprovado na Comissão do Código Florestal


O parecer do deputado Aldo Rebelo para mudanças do Código Florestal Brasileiro foi aprovado hoje (6), na Comissão especial que avalia as mudanças do Código.
Entenda o caso:
Relator aceita duas sugestões ao parecer sobre Código Florestal
Após novas mudanças, Código florestal será votado na próxima semana
Código Florestal: proposta permite período de cinco anos sem controle do desmatamento
Vamos dedicar o Código Florestal aos trabalhadores brasileiros, diz deputado Ivan Valente
Por 13 votos a 5, a comissão aprovou o relatório, após mudanças feitas na proposta pelo relator, sob aplausos e gritos de "Brasil" de produtores rurais.
A votação foi tensa, e já havia sido interrompida por manifestantes do Greenpeace, que protestaram durante a sessão com sirenes e uma faixa em que se lia a frase "Não vote em quem mata as florestas".
Após a votação, o deputado Aldo Rebelo pediu que todos os destaques fossem rejeitados, sem prejuízo de que os autores os apresentem em Plenário.
A votação em Plenário deve acontecer apenas após as eleições.
Veja a orientação dos partidos para a votação:
Contra o relatório do Aldo Rebelo: PSOL, PV, PT.

A favor do relatório: PPS, PTB, PP, PR, DEM, PMDB, PT.
Liberaram a bancada: PSDB, PSB, PcdoB, PMN.
Veja a votação nominal:

Anselmo de Jesus (PT-RO) - SIM
Homero Pereira (PR-MT) - SIM
Luis Carlos Heinze (PP-RS) - SIM
Moacir Micheletto (PMDB-PR) - SIM
Paulo Piau (PPS-MG) - SIM
Valdir Colatto (PMDB-SC) - SIM
Hernandes Amorim (PTB-RO) - SIM
Marcos Montes (DEM-MG) - SIM
Moreira Mendes (PPS-RO) - SIM
Duarte Nogueira (PSDB-SP) - SIM
Aldo Rebelo (PCdoB-SP)- SIM
Reinhold Stephanes (PMDB-PR)- SIM
Eduardo Seabra (PTB-AP) - SIM

TOTAL A FAVOR: 13
Dr. Rosinha (PT-PR) - NÃO
Ricardo Tripoli (PSDB-SP) - NÃO
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) - NÃO
Sarney Filho (PV-MA) - NÃO
Ivan Valente (PSOL-SP) - NÃO

TOTAL CONTRA: 5


Código Florestal: proposta permite período de cinco anos sem controle do desmatamento

Segundo interpretação de Ana Cristina Barros, da TNC, o substitutivo do deputado Aldo Rebelo para o Código Florestal vai eliminar todos os controles do desmatamento por um período de cinco anos. Em entrevista ao Amazonia.org.br, a pesquisadora explica problemas da proposta e alternativas
Bruno Calixto
A proposta de mudança do Código Florestal brasileiro, indicada pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), vai permitir cinco anos sem qualquer controle do desmatamento - contrariando a afirmação do projeto de que durante cinco anos o desmatamento seria proibido.
A interpretação é de Ana Cristina Barros, da ONG The Nature Conservancy (TNC). Ela acompanha os debates e as votações do Código Florestal na Comissão Especial para a Reforma do Código Florestal Brasileiro, na Câmara dos Deputados.
A ambientalista destaca três pontos prejudiciais do substitutivo apresentado pelo deputado Aldo Rebelo: o período de cinco anos sem controle do desmatamento, a anistia dos desmatamentos ilegais ocorridos até 2008, e a isenção de reserva legal para propriedades de até quatro módulos fiscais.
Ana Cristina também criticou o "clima de cabo-de-guerra" entre ruralistas e ambientalistas. "Os deputados vão querer votar para dizer 'ganhei essa batalha', e não necessariamente para fazer um bem para o Brasil".
A próxima reunião para debater a reforma do Código Florestal acontece na segunda-feira, dia 28, às 14h.
Confira a entrevista na íntegra.
Amazonia.org.br - O deputado Aldo Rebelo disse que fez mais de 50 audiências públicas sobre o Código Florestal. Os ambientalistas não participaram dessas audiências?
Ana Cristina Barros - Não sabia que eram mais de cinqüenta, mas soube de algumas audiências. Soube da audiência de Mato Grosso, a de Goiânia. Infelizmente não pude participar de nenhuma. Depois eu soube que o meu nome foi aprovado para falar nas audiências públicas, mas o convite nunca foi efetivamente enviado.
Acho que as audiências públicas são um processo importante de discussão, de propostas, um espaço para abrir o debate à sociedade. Mas elas não deveriam ser tratadas nem como escudo nem como a única forma de informação.
Falando pela TNC, nós temos uma série de trabalhos de campo, mostrando que dá sim para implementar o código florestal. São trabalhos que mostram que existem empresas de produtores rurais interessadas em comprovar a qualidade ambiental de sua produção, e parece que isso não entrou como subsídio no texto proposto na comissão.
Também me surpreendeu não haver menção ao decreto Mais Ambiente, a regulamentação mais recente relacionada ao Código Florestal, que institui o Cadastro Ambiental Rural e cria cinco anos de prazo para o produtor se regularizar. É uma tentativa de regularização que a gente considera louvável, pois não recebe mais o produtor com uma multa quando ele se apresenta ao governo para se regularizar, e ainda permite que as multas sejam suspensas a partir do momento em que ele assume um compromisso. Dá pra citar também os termos de ajustamento de conduta com a pecuária no Pará. Ou seja, várias iniciativas como essas, que estavam criando condições gradativas para a regularização, parece que não foram usadas como insumo. No conteúdo do substitutivo elas não aparecem e não foram contestadas no relatório.
Amazonia.org.br - O que a TNC considera prejudicial nas propostas do substitutivo para o novo código?
Ana Cristina - A gente identificou quase uma dúzia dos assuntos dos mais quentes. Outras organizações chegaram a listar até 30 pontos. Para não fazer uma lista enorme, eu destaco três.
O primeiro, e mais importante, é o período de desmatamento liberado no país. A proposta diz que no prazo de cinco anos os Estados devem implementar programas de regularização ambiental, e, dentro desse tempo, ela diz que, por um lado, o desmatamento está proibido, mas, por outro, as multas estão suspensas. E ainda diz que o produtor que já esteja em algum processo de regularização tem a possibilidade de, unilateralmente, romper esse compromisso. Eu só consigo traduzir isso como um período de cinco anos sem qualquer controle sobre o desmatamento.
Amazonia.org.br - Então a proposta diz que são cinco anos com desmatamento proibido, mas o que acontece na verdade é o oposto?
Ana Cristina - Exatamente. Quando você diz que são cinco anos sem desmatamento, mas nesse período tira todos os instrumentos de controle - e não tira administrativamente, mas escreve na lei que as multas estão suspensas - você na verdade está fazendo o oposto.
O segundo ponto mais grave é a anistia do desmatamento ilegal acontecido até 22 de julho de 2008. O texto anistia o desmatamento que já aconteceu, e cria um período onde não tem governo.
O terceiro ponto é a isenção de reserva legal para áreas de até quatro módulos fiscais. Na Amazônia, um módulo fiscal pode ter 100, 150 hectares, então são áreas de 400, 500 hectares que poderão desmatar a reserva legal.
Amazonia.org.br - O argumento do relator é de que essa isenção facilitaria a atividade da agricultura familiar. Qual seria a alternativa para o pequeno agricultor?
Ana Cristina - Se a gente definir pequeno agricultor pelo Estatuto da Terra, isenta da reserva legal apenas o minifúndio, que é aquela propriedade de até um módulo fiscal. Isso se for para seguir na linha da isenção de reserva legal, o que não necessariamente é a melhor medida.
O pequeno produtor rural muitas vezes é dependente da reserva legal - ele tira produtos não-madeireiros, produtos da floresta, uma agropecuária que usa sombreados, e pode até extrair madeira de vez em quando. Ele tem muito mais o uso potencial da sua reserva legal. Assumindo que é para isentar a reserva legal para alguém, isenta o minifúndio, um módulo.
Agora, a receita ideal é dar subsídios ao pequeno agricultor para manter sua reserva, como o decreto - que não saiu - que facilita a tramitação da burocracia de averbação da reserva legal e a capacitação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] para que possa dar melhor assistência aos produtores. Acho que é como propõem os movimentos sociais: o que a gente precisa não é a mudança do código, mas um conjunto de políticas que permitam o seu cumprimento.
Amazonia.org.br - Outro ponto polêmico no substitutivo é a redução das Áreas de Proteção Permanente, as APPs.
Ana Cristina - Acho que isso é problemático, principalmente porque o parecer dá aos Estados a competência para fazer isso. Um problema que foi levantado - não é a minha área, mas foi levantado pelo pessoal da área urbana - é que ele define que as APPs urbanas devem ser registradas como parte do plano diretor de uma cidade, e dá direito pleno à prefeitura para revogar a APP. Ou seja, as cinco mil prefeituras do país vão ter direito de revogar a APP, e você pode imaginar o que vai acontecer com especulação imobiliária
Amazonia.org.br - Qual a sua expectativa para a votação do código? Acredita que será aprovado?
Ana Cristina - É de uma apreensão enorme. O que eu vejo é que a comissão tem uma parcialidade muito grande, uma representação que chamamos de ruralista, mas que não representa todos os produtores rurais.
Meu medo, por conta do ano eleitoral, do debate ter sido colocado num cabo de guerra entre ambientalistas e ruralistas, é que os deputados vão querer votar para dizer 'ganhei essa batalha', e não necessariamente para fazer um bem para o Brasil.

Fonte: Amazônia.org


 

Florianópolis decreta emergência após ressaca que atingiu 74 casas.

Direto de Florianópolis
A prefeitura de Florianópolis decretou situação de emergência na tarde desta segunda-feira em decorrência da forte ressaca que deixou mais de 20 desalojados na região da praia da Armação, no sul da cidade.
Na última semana, o avanço do mar e as ondas fortes consumiram toda a areia e causaram estragos em várias casas. De acordo com as informações divulgadas pela Defesa Civil, 74 residências e 1,8 mil pessoas foram afetadas.
O prefeito Dário Berger (PMDB) se reuniu com técnicos da Defesa Civil, procuradoria-geral e representantes da associação dos pescadores antes de anunciar a decisão de decretar emergência por "erosão marítima".
Nas próximas semanas, será avaliada uma ação emergencial para tentar conter o avanço do mar. Além dos prejuízos nas casas de moradores e veranistas, um dos principais acessos à praia ameaça desabar a qualquer instante.
Além de Florianópolis, a cidade de Barra Velha também decretou emergência devido à ressaca. Com o decreto, chega a 26 o número de cidades catarinenses em estado de emergência em decorrência dos fenômenos naturais dos últimos dias. O número de afetados em todas as localidades supera 266 mil pessoas. Segundo a Defesa Civil, 415 ainda estão desabrigados.

Fonte: Terra

 


 

Cacique Raoni viaja para Paris em busca de apoio contra a usina de Belo Monte.

O cacique Raoni Metuktire viajou ontem (03) para Paris, onde pretende se encontrar com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o ex-presidente, Jacques Chirac, para pedir apoio à luta contra a hidrelétrica de Belo Monte, prevista para ser construída no rio Xingu, no Pará. Antes de viajar, o cacique incentivou as lideranças do Parque Nacional do Xingu a continuarem com os protestos de oposição à usina, na região. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Os Kayapó Metuktire, da Aldeia Piaraçu, paralisam a travessia da balsa que corta o Rio Xingu desde o dia 22 de abril. A decisão foi tomada após o leilão da hidrelétrica, que aconteceu no dia 20 de abril, no prédio da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), após uma guerra de liminares.

Os principais prejudicados com a paralisação são os frigoríficos, que utilizam o serviço de balsa para atravessar o gado do município de São José do Xingu (MT). As alternativas de percurso aumentaram o trajeto em 750 quilômetros. A balsa também é utilizada para o escoamento da produção de grãos e tem capacidade de 300 toneladas.

 


Irregularidades e desrespeito provocam manifestações e ações judiciais contra Belo Monte.

Após mais de 20 anos de luta contra o projeto do governo federal de construir a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), as comunidades tradicionais da região ainda resistem às pressões de empresas e autoridades brasileiras para que as obras sejam iniciadas.

Depois que foi concedida a licença ambiental prévia para o empreendimento no dia 1° de fevereiro deste ano, e o leilão da usina foi realizado às pressas no último dia 20 de abril, a resistência à obra acontece não só com mobilizações populares que tomam ruas, mas também por meio de ações judiciais. Os questionamentos feitos na Justiça apontam irregularidades que vão, desde falhas no estudo de impactos ambientais do empreendimento, até indefinições do edital do leilão.

O Ministério Público Federal do Pará já propôs duas ações civis públicas, pedindo a suspensão da licitação da hidrelétrica, antes da data prevista para essa disputa. Embora tenham obtido liminares favoráveis da Justiça Federal de Altamira, os procuradores foram surpreendidos com a posterior cassação dessas decisões judiciais pelo Tribunal Regional Federal da 1° Região.

Após derrubar duas liminares concedidas em ações movidas pelo MPF, o tribunal cassou uma terceira decisão da Justiça Federal de Altamira, que suspendia o leilão de Belo Monte, em resposta a pedido feito pela ONG Amigos da Terra-Amazônia Brasileira e pela Associação Etnoambiental Kanindé.

Essa nova liberação para que a licitação da usina fosse realizada, no entanto, veio só depois que a disputa já havia sido encerrada. O leilão, que durou cerca de dez minutos, acabou pouco depois de a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ter recebido a notificação da terceira decisão judicial, determinando a suspensão do leilão.

Porém, com a cassação dessa última liminar, a Aneel obteve o direito de divulgar os vencedores da disputa pela usina. O consórcio vencedor do leilão foi o Norte Energia, que é formado por nove empresas.

São elas: Chesf, com 49,98%; Construtora Queiroz Galvão, com 10,02%; Galvão Engenharia, com 3,75%; Mendes Junior Trading Engenharia, com 3,75%; Serveng-Civilsan, com 3,75%; Jmalucelli Construtora de Obras, com 9,98%; Contern Construções e Comércio, com 3,75%; Cetenco Engenharia, com 5%; e Gaia Energia e Participações, com 10,02%.

A subsidiária da Eletrobras, Chesf, é a que detém maior participação na obra, dentre os integrantes do consórcio. No entanto, há possibilidade de a estatal aumentar essa fatia, caso falte o interesse de novos sócios.

O diretor da Chesf José Ailton de Lima, representante do consórcio Norte Energia, confirmou que a formação do grupo terá de ser repensada para se adequar às regras do edital. Ele também assegurou que o consórcio conseguirá concluir a obra, mantendo o valor de tarifa proposto, de R$ 77,97 por Mwh, que representa um deságio de 6,02% em relação ao teto de R$ 83/MWh, determinado pelo governo.

O Ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann , disse que, se o consórcio vencedor do leilão de Belo Monte cumprir todas a exigências legais, será possível antecipar a outorga de concessão do projeto. A Eletrobras negocia antecipar a outorga para julho, mas a data prevista no edital do leilão é 23 de setembro. A outorga de concessão é a última etapa antes da assinatura do contrato de construção.

O consórcio Norte Energia informou que a instalação do canteiro de obras da usina deve ocorrer entre setembro e outubro, e o custo total da obra será o "meio termo" entre os R$ 19 bilhões previstos com base em dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e os R$ 31 bilhões estimados por empreiteiras.

Batalha jurídica continua

Diante de incertezas sobre a validade do leilão realizado, já que ele pode ter se encerrado depois que a Aneel já havia sido notificada da terceira liminar da Justiça Federal de Altamira, suspendendo a disputa, os embates judiciais se acirraram. Há divergências sobre a possibilidade de o leilão vir a ser anulado.

De um lado, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com representação contra dois integrantes do Ministério Público que atuaram contra a licitação. De outro, os procuradores do Pará anunciaram novo recurso para impedir as obras da usina.

A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR-1) já havia recorrido da segunda suspensão de liminar. Expedida em 20 de abril, data do leilão da hidrelétrica, pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Jirair Megueriam, a suspensão permitiu que o leilão fosse realizado no mesmo dia.

Assim como no primeiro recurso, protocolado no dia 19, o procurador regional Renato Brill de Góes pede agora que a suspensão de liminar seja avaliada pela Corte Especial do TRF-1 em caráter de urgência.

A expectativa é de que o outro recurso também seja analisado, já que o processo trata do mesmo assunto. Segundo Brill, se a decisão da Corte Especial for favorável, o leilão corre o risco de ser anulado.

O governo chegou a afirmar que pretende pedir a responsabilização na Justiça contra os autores de ações que resultaram em liminares concedidas às vésperas do leilão da usina de Belo Monte. O objetivo é o de evitar novas interrupções de leilões e de outras obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Sem especificar nomes, o advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, afirmou que um procurador e um promotor terão de responder junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) - órgão que faz o controle e pune abusos de integrantes do MP.

Veja também: Roberto Smeraldi : Os efeitos do leilão de Belo Monte deverão ser nulos

Protestos

No dia do leilão, populares contrários à usina, ocuparam a sala da Eletronorte, em Belém, para pedir que a licitação fosse suspensa.

Os índios Kayapó Metuktire, da aldeia Piaraçu, divulgaram comunicado, em que reafirmam sua intenção de resistir à construção da hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu. Os índios paralisam o tráfego da balsa que corta o Rio Xingu, na BR-080, no Mato Grosso.

62 lideranças indígenas das aldeias Bacajá, Mrotidjam, Kararaô, Terra-Wanga, Boa Vista Km 17, Tukamã, Kapoto, Moikarako, Aykre, Kiketrum, Potikro, Tukaia, Mentutire, Omekrankum, Cakamkubem e Pokaimone também protestam contra Belo Monte.

Em Brasília, diversas manifestações contra a hidrelétrica foram feitas no dia do leilão, em frente à sede da Aneel.

O diretor do filme Avatar, James Cameron, e a atriz Sigourney Weaver se uniram à luta contra a barragem.

Fonte: http://www.amazonia.org.br


 

Protesto contra construção de Belo Monte ganha reforço de Hollywood.

 

Danilo Fariello

A mobilização social contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte ganhou clima de Hollywood ontem, em Brasília, com a presença do diretor James Cameron e da atriz Sigourney Weaver em marcha que contou com índios da região do rio Xingu (PA), onde será instalada a hidrelétrica. O autor e a atriz de "Avatar" engrossaram o movimento organizado por 54 instituições que entregaram ao Ministério de Minas e Energia (MME) um documento com críticas à construção da usina.

O documento, protocolado no ministério, pede o cancelamento da licença prévia ambiental e do leilão programado para o dia 20. Os autores dizem que "definitivamente, a construção de Belo Monte não é necessária porque não vem atender aos interesses reais do povo brasileiro". Eles protestaram contra a mercantilização de bens naturais e a obtenção de lucros privados com a construção da usina.

Os organizadores da marcha, que passou também pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estimaram em mil o número de pessoas presentes. Esse número foi engrossado pelo acontecimento concomitante de um encontro periódico do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em Brasília, ontem.

Em entrevista coletiva, o canadense Cameron disse que vem do passado, na América do Norte, para falar ao presente, que é o Brasil. "Nos Estados Unidos, onde vivo, todos os índios foram destruídos. Sem esperanças, é alto o índice de suicídio entre eles." O diretor de "Titanic" disse ter procurado embasamento científico em diversas fontes para criticar o projeto do governo brasileiro. Ele foi assessorado pela Amazon Watch, entidade sediada em San Francisco, na Califórnia, que trabalha para proteger a floresta brasileira e os seus povos indígenas.

Para Cameron, que encontrou a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, no dia anterior, os rios são artérias da vida. "Se bloquear os rios, acontecerá um ataque cardíaco ou um aneurisma na Natureza." Participou do evento também o ator brasileiro Victor Fas

Fonte: http://www.valoronline.com.br/


 

DENÚNCIA - O GOVERNO LULA VAI ACABAR COM UMA ÁREA GIGANTESCA NO RIO XINGU, TIRANDO DO SEU HABITAT CENTENAS DE ÍNDIOS.

Sabemos que uma construção deste porte causa um impacto ambiental sem precedentes, a natureza e os povos indígenas perderão muito seus hábitos.

Veja o filme abaixo onde retrata o caso da Hidrelétrica do Belo Monte.

 

Gente, é profundamente lamentável a situação do xingu. Assistam este vídeo e vejam o que o povo votou no querido Lula que quer nada menos que acabar com o povo Xingu.

O Lula que tantos adoram quer acabar com um rio maravilhoso.

O dono da terra é o povo indígena e está lutando bravamente, e nós o que fazemos? Nada, somos incompetentes.


Nós Brasileiros "brancos" iremos pagar caro caso esta hidrelétrica saia. A natureza vai responder à altura, será o fim de um sistema de biodiversidade equilibrado.


O Governo Lula está seguindo a cartilha do capitalismo, Neo liberalismo, dinheiro, de um progresso que só visa o lado do dinheiro, do fim e da destruição do xingu.

 

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Gostaria que todos assistissem estes vídeos e repassassem para os seus amigos. Todos devem saber o que está acontecendo com este povo.

Para isso você pode ajudar, veja como :

Você pode acessar o site: Rede Brasileira de Justiça Ambiental

Preencher uma carta e enviar para os endereços que estão no site acima.

Lembre-se que a preservação da natureza e do povo Indígena depende de todos os Brasileiros.


 

Cientistas estudam indiano que diz viver há 70 anos sem comida e água.

Médicos e cientistas na cidade indiana de Ahmedabad estão observando um homem que diz ter vivido sem comida e sem água ao longo dos últimos 70 anos.

Prahlad Jani é um líder religioso da tradição Jainista. Ele está sendo observado por médicos, que afirmam que nas 108 horas que já se passaram, ele ainda não comeu nem bebeu nada.

O caso chamou atenção até mesmo do Exército indiano, que o colocou sobre observação por 24 horas ao longo das próximas duas semanas. A ideia é que se os médicos descobrirem o segredo do líder religioso, isso pode ser bem usado no futuro.

Prahlad Jani diz que sobrevive graças à meditação e ao poder da sua mente.

Apesar de este tipo de caso não ser totalmente inédito na Índia, ele tornou-se um dos mais célebres dos últimos tempos, por estar sendo estudado mais a fundo pelos cientistas.

Assista o vídeo: BBC Brasil

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Um pouco da tradição Jainista:

A palavra "Jainismo" ou "Jinismo" tem sua origem no verbo sânscrito "Jin" que significa "conquistador". O Jainismo, como o conhecemos, surgiu na Índia entre os séculos 7 e 5 a.C., fundado por Mahavira que viveu de 599 a.C. a 527 a.C . Porém, considera-se que o seu sistema de crenças antecede ao Bramanismo. Conta atualmente com cerca de 4 milhões de seguidores, concentrados sobretudo ao norte do país. Contudo, devido aos movimentos migratórios, já existem pequenas comunidades jainistas na América do Norte e na Europa. Apesar do pequeno número de adeptos, o Jainismo é uma das religiões mais importantes na Índia, juntamente com o Hinduísmo e o Budismo.
Os jainistas encontram-se divididos em dois grupos principais: os Digambara "Vestidos de espaço" e os Svetambara ou Shvetambara, "Vestidos de branco" . Cada um destes grupos encontra-se por sua vez dividido em vários subgrupos. A maioria dos jainas pertencem ao grupo Svetambara.
A origem destes dois grupos situa-se no século I d.C ( ou talvez no século III d.C, segundo alguns autores ) e deve-se a disputas em torno dos textos que devem constituir as escrituras do jainismo. Os Svetambara consideram que as suas escrituras estão mais próximas dos ensinamentos originais do Mahavira, enquanto que os Digambara rejeitam uma parte considerável dessas escrituras. Os Digambara consideram igualmente que a renúncia pregada pelo Mahavira implica para os monges a nudez total e que as mulheres devem primeiro renascer como homens para poderem atingir a libertação.
Geográficamente, os Digambara concentram-se no sudoeste da Índia e os Svetambara no noroeste (estados do Gujarate, Rajastão e Madhya Pradesh).
As estátuas dos dois grupos são também diferentes: os Tirthankaras dos Svetambara possuem roupas e uma decoração mais rica, enquanto que as dos Digambara estão nuas; estas diferenças fazem com que um adepto dos Digambara não possa praticar o culto num templo Svetambara.

Mahavira, o fundador do Jainismo, nasceu por volta de 599 a.C. perto de Patna, hoje conhecido como o estado do Bihar. Foi contemporâneo de Siddharta Gautama o Buddha, tendo pregado na mesma região geográfica, muito embora não haja registros de que os dois mestres tenham alguma vez se encontrado. Mahavira pertencia à casta dos guerreiros ( kshatriya ). Foi casado, viveu no luxo até que por volta dos trinta anos tornou-se um mendigo errante. Entregou-se ao ascetismo até obter a iluminação, tendo consagrado os anos finais de sua vida a pregar a sua doutrina. Faleceu por volta de 527 a.C. em Pavapuri, no Bihar, que é desde então um dos principais locais de peregrinação jainista.

A lenda diz : Assim como seu contemporâneo, Gautama Buddha, a concepção e nascimento de Mahavira também está envolta em mistério. As duas seitas Jainistas, Digambars e Svetambaras, têm versões ligeiramente diferentes relacionadas ao nascimento do senhor Mahavira. De acordo com a escola de Digambar, o senhor Mahavira nasceu em 615 A.C., mas de acordo com o Svetambaras, ele teria nascido em 599 A.C. Porém as duas seitas concordam que ele era filho do Rei Siddhartha e da Rainha Trisala. Os Digambars acreditam que a mãe de Mahavira teve 16 sonhos auspiciosos antes de a criança nascer, já de acordo com o Svetambaras foram 14 os sonhos. Diz a lenda que Devananda esposa de Brahmin Rishabhdeva concebeu o senhor Mahavira mas os deuses transferiram o embrião para o útero da rainha Trisala. Os sonhos da mãe grávida foram interpretados pelos astrólogos que indicaram que a criança seria um imperador ou um "tirthankara". Levado ao Rei Siddhartha e à Rainha Trisala de Vaisali (atualmente o estado de Bihar), o Mahavira foi nomeado Vardhaman porque o reino e a fama do seu pai aumentaram muito desde a sua concepção.

Sua visão básica é dualista. A matéria e a mônada vital ou jiva são de natureza distinta, e durante sua vida o ser vivente ( seja humano ou animal ) atinge sua mônada como resultado de suas ações. Para se purificar, esta religião propõe um extremo ascetismo e prega a prática do "Ahimsa" ou a doutrina da não-violência. Os seus adeptos, através de uma série de práticas, procuram combater suas paixões, de modo a alcançar a libertação do mundo.
Os Jainistas consideram que sua religião é eterna, tendo sido a doutrina revelada ao longo de várias eras pelos Tirthankaras, palavra que significa "fazedores de vau", ou seja, alguém que ensinou o caminho.
Os Tirthankaras foram almas nascidas como seres humanos que alcançaram a libertação ( moksha ) do ciclo dos renascimentos através da renúncia e que transmitiram os seus ensinamentos aos homens. Na presente era existiram 24 Tirthankaras. O último desses Tirthankaras foi o Mahavira, que os jainistas não consideram como o fundador do jainismo, mas antes aquele que lhe deu a sua forma actual. O 23º Tirthankara foi Parshva, que os historiadores consideram ter sido provavelmente uma figura histórica que viveu cerca de três séculos antes do Mahavira.
Os jainistas acreditam que Parshva pregou os 4 grandes princípios do jainismo, a saber: não-violência ( Ahimsa ), evitar a mentira, não se apropriar do que não foi dado e não se apegar às posses materiais; o Mahavira teria acrescentado o princípio da castidade.
Os Jainas, como também são chamados, seguem as orientações de um "Jina" ( conquistador ), que é um guia religioso que repudiou os interesses mundanos para alcançar um grau supremo de conhecimento. Os jinas, também são chamados "Tirthankaras", ensinam seus seguidores a liberta-se do ciclo da reencarnação ao atingir as três jóias: Conhecimento Justo, Fé Correta e Boa Conduta, o que implica abandonar a violência, cobiça, artifício, manter-se castos e obedecer a doze votos que podem ser divididos em três classes:

1) ANUVRATAS - São os cinco votos principais: abster-se de atos violentos, não mentir, não roubar, não cobiçar o parceiro de outra pessoa e limitar as possessões pessoais;

2) GUNAVRATAS - São três votos que reforçam os cincos votos principais: restringir as atividades pessoais a uma área concreta ( digvrata ), restringir práticas que proporcionam prazer ( bhogopabhogavrata ), evitar atos que causam sofrimento ( anarthadandavrata );

3) SIKSAVRATAS - São quatro votos de disciplina espiritual: meditar, limitar determinadas atividades a certos momentos, adotar a vida de um monge por um dia, fazer donativos aos monges ou aos pobres.

Além dos doze votos, seguem ainda algumas regras de comportamento, tais como: Não comer durante a noite, não comer carne, não beber vinho e não comer certos vegetais nos quais se acredita que vivam determinados seres.

CINCO SERES SUPREMOS
Os jainistas veneram cinco seres supremos. Os devotos seguem um ritual diário de invocação desses seres, inclinando-se em direção aos quatro pontos cardeais.

1) - ARHATS: Também conhecido como tirthankara ou jina, um arhat é o primeiro ser supremo, um mestre que lança os fundamentos para a libertação de outros, podendo fazê-lo sem a orientação de outro mestre. Sua imagem está no centro do Siddahachakra.

2) - SIDDHAS: O segundo ser supremo é o Siddha, equivalente jainista de um santo. Um siddha é uma alma que alcançou a libertação sob a orientação de um mestre, vivendo em estado de êxtase no topo do cosmo.

3) - ACHARYAS: Guias espirituais conhecidos como Acharyas formam o terceiro nível dos seres supremos. Cada acharya conduz uma ordem de monges ou monjas. No siddhachakra a imagem do acharya aparece a leste.

4) - UPADHYAYAS: O quarto nível dos seres supremos consiste nos Upadhyayas, monges instrutores que transmitem seu conhecimento das escrituras a outros monges e monjas. No siddhachakra a imagem do Upadhyayas aparece ao sul.

5) - MONGES: O restante dos monges jainistas ocupa o quinto nível dos seres supremos. No siddhachackra, o monge aparece a oeste. Para os digambaras, só os homens podem alcançar a libertação.

Os principais festivais do jainismo são:

MAHAVIRA JAYANTI - Ocorre em Março ou Abril e celebra a data do nascimento do Mahavira. Neste dia estátuas do Mahavira são levadas em procissões pelas ruas e os jainas reúnem-se nos templos para ouvir a leitura dos seus ensinamentos.

PARYUSHANA - Durante o mês de Bhadrapada (Agosto-Setembro) os membros do ramo Svetambara do jainismo celebram um dos seus festivais mais importantes, Paryushana. Este festival está dedicado ao perdão e consiste na prática do jejum durante oito dias. No último dia do festival (Samvatsari) os jainas pedem perdão uns aos outros por ofensas que possam ter causado; aqueles que conseguiram jejuar durante os oito dias seguidos são levados para os templos em procissão. O festival equivalente na tradição Digambara denomina-se Dashalakshanaparvan, e para além da prática do jejum, é lido nos templos um importante texto, o Tattvartha-sutra.

DIVALI (festa da luzes) - Celebração comum a toda a Índia, é para os jainas a comemoração da altura em que o Mahavira deu os seus últimos ensinamentos e alcançou a libertação. Ocorre no mês de Kaartika, que corresponde no calendário gregoriano a Outubro-Novembro.

KARTIK PURNIMA - Ocorre no dia de lua cheia do mês de Kaartika. Após terem permanecido numa determinada localidade durante os meses da monção, os monges e freiras jainas regressam à vida errante, sendo por vezes acompanhados por leigos no percurso que fazem para outro local. Neste dia muitos jainas realizam a peregrinação aos templos de Palitana, no estado indiano do Gujarate.

MASTAKABHISHEKA - Cada doze anos os jainas (principalmente os do ramo Digambara) reúnem-se no santuário de Shravana Belgola no estado de Karnataka, onde se encontra uma estátua de dezassete metros de Bahubali, que é alvo de libações com água, mel, leite, flores, preparados de ervas e especiarias.

 


Geleiras da Bolívia já sentem os efeitos do aquecimento global.

La Paz e El Alto podem ter o abastecimento de água afetado.
Vídeo do New York Times explica o problema.

Cientistas alertam sobre o efeito do aquecimento global nas geleiras da Bolívia. A capital La Paz e a vizinha El Alto são as regiões mais afetadas. As geleiras que cercam as cidades andinas bolivianas representam mais de 20% do abastecimento de água para dois milhões de habitantes nas duas cidades. O restante vem basicamente da coleta da chuva.
O problema piora com a administração ineficiente do governo e a falta de conscientização da população. A Bolívia é um dos países mais pobres da América do Sul e cerca de 40% de toda a reserva de água do país acaba sendo desperdiçada.
Em La Paz, a cidade mais rica, as pessoas entendem a gravidade da situação, mas ainda não enfrentam racionamento de água e de energia. Já em El Alto os efeitos são mais evidentes. A dona de casa Celia Cruz, de 33 anos, sofre com problemas de abastecimento, desde setembro do ano passado. Ela já pensa em deixar a cidade, onde vive há mais de 10 anos. “O que mais posso fazer? Sem água não dá para viver”, lamenta.

Veja o vídeo no G1


Especialistas acreditam que com a reforma da rede de distribuição e a construção de uma represa mais moderna, seria possível resolver o problema na região. Já o renomado estudioso de geleiras, Edson Ramírez alerta. “Os efeitos das mudanças climáticas estão aparecendo muito rapidamente. Não sei se teremos tempo para responder. A obra de um novo reservatório leva de cinco a sete anos para ficar pronta”, comenta.

Ramírez lembra que o desaparecimento da geleira Chacaltaya foi previsto para 2020, mas ele sumiu em 2009. Só sobraram as encostas rochosas das montanhas. Chacaltaya era considerada a estação de esqui mais alta do mundo, localizada a mais de cinco mil metros acima do nível do mar. O local funcionou de 1939 até 2005.

As geleiras bolivianas podem ser vistas de quase todos os lugares nas cidades de La Paz e El Alto. O processo de desaparecimento provoca um sentimento de perda nos bolivianos semelhante ao das torres gêmeas para os nova-iorquinos. “Ver esta mudança me enche de tristeza”, conta o guia turístico da capital Gonzalo Jaimes.

Fonte: G1


 

Veja filmagem de erupção do Sol feita por sonda espacial.

A Stereo, da Nasa, captou as imagens em ultravioleta.
‘Cuspes solares’ são formados por hélio ionizado a 60.000°C.

A sonda Stereo filmou uma região específica de erupção solar que “cuspiu fogo” uma dúzia de vezes em menos de dois dias de observação. Como é possível observar na filmagem, as explosões são estreitas, em forma de línguas de fogo, e muito direcionadas, por causa da intensa atividade magnética na região. As línguas são, na realidade, plasma, matéria superaquecida composta por partículas eletricamente carregadas em movimento.

As ejeções já foram registradas inúmeras vezes, mas essa frequência testemunhada pela Stereo é rara, e chamou a atenção dos cientistas. No comprimento de onda da luz ultravioleta captada pela Stereo, o que se vê são explosões de hélio ionizado, a cerca de 60.000°C.

Ejeções de massa coronais podem causar problemas na Terra. As partículas de energia podem danificar satélites, causar problemas de comunicação e navegação em aviões e interromper o fornecimento de energia em residências e indústrias.

Assista o vídeo

Para entender os efeitos da atividade solar sobre a Terra, a Nasa mantém 18 missões de observação da estrela. O último reforço é a sonda SDO (Solar Dynamics Observatory), lançada em 11 de fevereiro. A SDO vai tirar fotos detalhadas do Sol a cada 0,75 segundo. A cada dia, enviará à Terra 1,5 terabyte de informação.

Fonte: G1

Opinião do autor deste site www.edusolar.com.br : Realmente os americanos estão desconfiados com tanta movimentação do Astro Rei.
Para eles estarem mandando 18 missões de observação do Astro, só um tapado não percebe que os arrogantes americanos estão com medo do Deus Sol.


 

Documentário da Discovery Channel sobre 21.12.2012

Na minha opinião devemos ter cuidado com a história de fim do mundo, primeiro que isso não é bem assim como os sensacionalistas falam.

Vamos ver esta mudança como uma oportunidade que o grande Pai, Deus está proporcionando para esta humanidade decadente, quem sabe no fim do túnel não tenha uma saída.

Eu acredito na misericordia Divina !!

Eu acredito em Deus !!!

Eu acredito na mudança do Ser !!!!

Segue abaixo os links do documentário da Discovery.

Parte 1 / 5 http://www.youtube.com/watch?v=pS3Lyhvg1Ks

Parte 2 / 5 http://www.youtube.com/watch?v=kUIkiSHazNg&feature=related

Parte 3 / 5 http://www.youtube.com/watch?v=t5xiqZLbx3k&feature=related

Parte 4 / 5 http://www.youtube.com/watch?v=JRiR6nW92t4&feature=related

Parte 5 / 5 http://www.youtube.com/watch?v=w58oBV--ocU&feature=related


Terremoto no Chile pode ter encurtado duração dos dias, diz Nasa.

04/03/2010

Washington - O forte terremoto que atingiu o Chile no último fim de semana pode ter movido o eixo da Terra e encurtado a duração dos dias, segundo cientistas da Agência Espacial Americana (Nasa).

O pesquisador Richard Gross e seus colaboradores do Laboratório de Propulsão da Nasa avaliaram, com a ajuda de computadores, de que forma o abalo de 8,8 graus na escala Richter poderia ter alterado a rotação do planeta.

De acordo com o estudo, o tremor fez com que um dia na Terra passasse a ter 1,26 microssegundos - um microssegundo é a milionésima parte de um segundo - a menos.

Além disso, os cientistas chegaram à conclusão de que o eixo da Terra - sobre o qual a massa do planeta se mantém equilibrada e que é diferente do eixo norte-sul, de polo a polo - mudou em 2,7 milissegundos (cerca de oito centímetros).

Ainda segundo o cientista, o mesmo modelo de cálculo foi usado para fazer a mesma avaliação no caso do terremoto que atingiu a ilha de Sumatra (Indonésia) em 2004. Por causa daquele tremor de 9,1 graus na escala Richter, os dias foram reduzidos em 6,8 microsegundos, e o eixo do planeta sofreu redução de 2,32 milisegundos - cerca de 7 centímetros.

Gross afirmou que apesar do terremoto no Chile ter sido menor do que aquele, provocou mais alteração no eixo terrestre por ter ocorrido mais longe da linha do equador, e porque a falha geológica na qual aconteceu o terremoto chileno foi mais profunda e ocorreu em um ângulo ligeiramente mais acentuado do que a responsável pelo terremoto de Sumatra.

Fonte: Portal do Meio Ambiente

 


 

26/02/2010

Iceberg gigante se rompe da Antártida e ameaça mudar correntes marítimas

Um vasto iceberg que se descolou do continente Antártico depois de ser abalroado por outro iceberg gigante pode causar alterações nas correntes marítimas do planeta e no clima, alertaram cientistas.

O iceberg está agora flutuando ao sul da Austrália.

Pesquisadores australianos afirmam que o iceberg - que tem aproximadamente a metade do tamanho do Distrito Federal e está flutuando ao sul da Austrália - pode bloquear uma área que produz um quarto de toda a água densa e gelada do mar.

Segundo os cientistas, uma desaceleração na produção desta água densa e gelada pode resultar em invernos mais frios no Atlântico Norte.

Neal Young, um glaciologista do Centro de Pesquisa de Ecossistemas e Clima Antártico na Tasmânia, disse à BBC que qualquer interrupção na produção destas águas profundas super frias na região pode afetar as correntes oceânicas e, consequentemente, os padrões de clima ao longo de anos.

"Esta área é responsável por cerca de 25% de toda a produção da água de baixo na Antártica e, portanto, irá reduzir a taxa de circulação de cima para baixo", afirmou Neal Young.

"Você não irá ver isso imediatamente, mas haverá efeitos corrente abaixo. E também haverá implicações para os pinguins e outros animais selvagens que normalmente usam esta área para alimentar-se", completou.

Água aberta

O iceberg está flutuando em uma área de água aberta cercada de gelo do mar e conhecida como polinia.

A água gelada e densa produzida pela polinia desce para o fundo do mar e cria a água densa salgada que tem papel-chave na circulação dos oceanos ao redor do globo.

Benoit Legresy, um glaciologista francês, afirmou que o iceberg descolou-se da Geleira Mertz, uma língua de gelo saliente de 160 km na Antártida Leste, ao sul de Melbourne.

O iceberg foi deslocado pela colisão com outro iceberg maior e mais velho, conhecido como B-9B, que rompeu-se em 1987.

"A língua de gelo já está quase quebrada. Ela está pendurada como um dente frouxo", afirmou Legresy.

"Se eles (os icebergs) ficarem nesta área - o que é provável - eles podem bloquear a produção desta água densa, colocando essencialmente uma tampa na polinia", acrescentou.

Fonte: BBC Brasil


21/12/2012

Agora é moda 2012, antes não se falava nos Maias, agora estão usando as profecias para ganhar dinheiro que coisa emmm .

Bom fui pesquisar sobre o assunto mais ligado a astronomia, uma pesquisa bastante simples.

Vou repassar o que escrevi em um e-mail que fiz para os meus amigos:

Boa noite !!!
Estive escutando um resumo das Profecias Maias e sabemos que esta civilização tinha um grande conhecimento astronômico, conta as profecias que haverá um grande alinhamento de planetas no dia 21/12/2012 só não falam o horário deste alinhamento, aí fiquei intrigado como os Maias sabiam deste alinhamento.
Bom eu tenho um software chamado "Cartes du Ciel" - versão 2.76, coloquei a data de 21/12/2012 e apareceu um céu normal como qualquer outro. Mas foi quando tive a idéia de colocar horários de uma em uma hora e verifica o que aparece às 14:00 do dia 21/12/2012 - oito planetas alinhados fantasticamente em ordem, gente eu fiquei de queixo caído, como os caras calcularam com precisão este alinhamento de planetas, o único que não está na jogada é Jupter, o Pai dos Deuses, seria porque o Pai abandonaria a Humanidade por ver que esta não tem volta ?
Esta visão do céu deste dia é a situação de Porto Alegre, mas qual a visão que os Maias teriam neste dia ?
Vou ter que descobrir, casualmente a minha colega Janete Machado que é uma Historiadora está on-line e perguntei se sabia qual a cidade que encontra-se a pirâmide onde os Maias faziam as previsões astronômicas ?
Janete: Sei sim, pois estive lá. É na Península de Yucatán - Sul do México - fica próxima de Cancun, assim há um dia de viagem. É a pirâmide de Kukulcan ou Chichentza.
Mas eles tinham um local que se chamava Dzibilchaltun, Templo de las Muñecas, Dzibilcahltún que era o observatório astronômico.


Levei os dados para a carta celeste e o que temos é o seguinte:
03:00 nasce saturno
05:00 nasce venus
05:30 nasce mercúrio
07:00 nasce ele o Sol
08:00 nasce plutão no céu
09:00 nasce marte
11:00 nasce neptuno
OBS: todos um atrás do outro. Pessoal isso é incrível, é rigoroso, um atrás do outro, parece que estão entrando em um teatro todos enfileirados.
12:30 nasce urano
13:00 nasce ela a Lua

As 13:00 os 9 (nove) Planetas em uma elipse no céu do México, um atrás do outro.

Veja as fotos abaixo com os mapas do céu nesta data de 21/12/2012 nos horarios tanto em Porto Alegre quando em Merida no Mexico.

Visão de Porto Algre no dia 21/12/2012 às 14h 00m

 

Visão da cidade de Merida no Mexico onde tem o templo astronômico dos Maias.


Ásia
Detentos recebem redução de sentença se fizerem ioga

Prisioneiros no Estado indiano de Madhya Pradesh, no centro-norte do país, estão sendo libertados mais cedo se completarem cursos de ioga.

Para cada cem dias praticando a técnica, que envolve exercícios de postura, equilíbrio e respiração, os detentos recebem uma redução de 36 dias na sentença.

As autoridades dizem que as aulas ajudam a melhorar o autocontrole e reduzir a agressividade dos prisioneiros.

Cerca de quatro mil detentos do Estado estão participando do projeto e muitos deles acabam virando professores de ioga.

Assista o vídeo:

Agressividade

“A ioga é boa para manter o condicionamento físico, acalmar o comportamento, controlar a agressividade e reduzir o stress”, disse o inspetor geral de prisões do Estado, Sanjay Mane.

“Quando um prisioneiro faz sessões de ioga e cumpre algumas outras condições, ele é considerado para diminuição de sua pena se seu superintendente prisional recomendar o caso dele.”

Os detentos podem ganhar créditos também por participarem de cursos de alfabetização ou universitários.

Na prisão de Gwalior, cerca de 400 prisioneiros fazem ioga.

O detento Narayan Sharma, que se tornou instrutor de ioga, disse que a prática ajudou a acabar com “pensamentos agressivos” em sua mente.

“Eram esses pensamentos que me faziam cometer crimes”, disse ele.

“Eu espero que, após sermos libertados, possamos usar o que aprendemos e promover a ioga na sociedade para que as pessoas não cometam mais crimes.”

Fonte: BBC Brasil.



 

Especialistas não descartam que possa ter ocorrido um tornado em Lagoão
Vento destelhou pelo menos 120 casas no domingo

Com base em depoimento de moradores de Lagoão, a MetSul Meteorologia não descarta que possa ter ocorrido um tornado na cidade da região Centro-Serra do Estado no domingo, quando foram destruídos pelo menos 120 telhados. O relato das pessoas que vivem no município são característicos do fenômeno climático: dano concentrado em uma faixa estreita e evento de pouquíssima duração. Porém, somente uma análise de campo no terreno poderia confirmar o fato, segundo a MetSul.

O prefeito Mário Jesus de Camargo informou que é difícil explicar o que aconteceu, pois houve um estouro por volta das 19h e, em segundos, as residências em uma faixa de aproximadamente 1 mil metros de largura estavam todas destelhadas. O problema se agravou ainda mais com as fortes chuvas, molhando todos os móveis e aparelhos eletrodomésticos no interior das moradias. Também houve danos em lojas, agências bancárias, posto de combustíveis e outros estabelecimentos. Conforme o prefeito, o temporal atingiu especialmente as áreas nas proximidades da Igreja Católica e da saída para o município de Sobradinho.

Fonte : Correio do Povo

 


 

Sobre Lobsang Rampa

Em 1957 T. Lobsang Rampa escreveu o relato constado neste livro e que foi lançado primeiramente como artigos em uma revista ufológica, posteriormente pela imprensa informal e atualmente resgatado à luz em 1988 pela editora norte-americana Inner Light Publications.

Desde 1956 Rampa tornou-se mundialmente famoso com o lançamento de seu primeiro livro: “A Terceira Visão” (editado no Brasil pela editora Record/Nova Era). Desde sua primeira obra Rampa declarou ser um lama tibetano transmigrado para o corpo de um inglês, o que gerou enorme controvérsia na imprensa. Mas os seus milhões de fãs - e de cópias vendidas de seus 20 livros publicados em todo o mundo - demonstram que nem todos são tão céticos ao novo.

Este livro versa sobre discos voadores.

Rampa só recebeu uma chance na vida de responder aos críticos da imprensa publicamente, em uma entrevista a uma rede de tevê canadense. Não obstante, Rampa é um dos escritores esotéricos mais famosos do planeta até os dias de hoje.

 


 

Mudança climática fará 1 bilhão migrar, diz relatório.


A mudança climática deve levar até 1 bilhão de pessoas a deixarem suas casas nas próximas quatro décadas, disse um estudo divulgado nesta terça-feira pela Organização Internacional para a Migração (OIM).

O relatório, lançado no segundo dia da conferência climática da ONU em Copenhague, estima que 20 milhões de pessoas já ficaram desabrigadas na semana passada por causa de desastres naturais, que devem se agravar devido à mudança climática.

O texto alerta que poucos "refugiados climáticos" têm condições de deixar seus países para tentar a vida em lugares mais ricos. O que ocorre, na verdade, é que eles se deslocam para cidades já superpopuladas, aumentando a pressão sobre países pobres.

"Além da luta imediata diante do desastre, a migração pode não ser uma opção para os grupos mais pobres e vulneráveis", disse o texto.

"Em geral, os países esperam gerir internamente a migração ambiental, à exceção de pequenos Estados insulares, nos quais em alguns casos (o aquecimento) já levou ao desaparecimento de algumas ilhas sob a água, forçando a migração internacional."

As estimativas sobre a migração decorrente de fenômenos climáticos variam de "25 milhões a 1 bilhão de pessoas... nos próximos 40 anos". O texto, no entanto, informa que a cifra mais baixa parece já estar ultrapassada.

O número de desastres naturais mais do que dobrou nos últimos 20 anos, e a OIM disse que a desertificação, a poluição da água e outros problemas tendem a tornar áreas cada vez maiores do planeta inabitáveis conforme o efeito estufa se alastrar.

"Uma maior mudança climática, com temperaturas globais previsivelmente subindo entre 2C e 5C até o final deste século, pode ter um grande impacto sobre o movimento das pessoas", disse o relatório, patrocinado pela Fundação Rockefeller.

O estudo aponta Afeganistão, Bangladesh, a maior parte da América Central e partes da África Ocidental e do Sudeste Asiático como as áreas mais propensas às grandes migrações por fatores climáticos.

Nesta semana, o alto comissário da ONU para refugiados, Antonio Guterres, alertou que metade dos refugiados do mundo já vive em cidades onde há aumento de tensões xenófobas, como Cabul, Bogotá, Abidjan e Damasco.

Fonte: Terra.com.br

 


 

Degelo resultante do aquecimento está liberando ‘poluentes adormecidos’

Cientistas registram crescimento de pesticidas orgânicos em lagos suíços.
Tendência, iniciada nos anos 90, contraria queda no uso das substâncias.

Uma nova pesquisa ajuda a explicar um mistério que tem intrigado os cientistas: o volume de poluentes orgânicos sedimentados em certos lagos está crescendo desde a década de 1990, apesar de o uso industrial de tais substâncias estar em declínio por força de legislação progressivamente mais rígida.

A equipe de Christian Bogdal, do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça (ETH, na sigla em alemão), investigou o Lago Oberaar, um corpo d´água alimentado por glaciar, nos Alpes de Berna. Um glaciar é um “rio de gelo” alimentado pelo acúmulo de neve. Ele escoa das montanhas para regiões mais baixas.

Os cientistas buscavam poluentes orgânicos persistentes, incluindo dioxina, um organoclorado altamente tóxico e cancerígeno, bifenis policlorados (PCBs) e até fragrâncias sintéticas. Concluíram que a concentração dessas substâncias no lago é similar, senão mais alta, do que os níveis registrados na década de 60 e 70.

Os especialistas concluem que as substâncias contaminantes ficaram preservadas por décadas, após acabarem sendo depositadas nos glaciares alpinos. (As emissões industriais podem ser transportadas a longas distâncias por correntes atmosféricas, rios e mares.) Com o derretimento decorrente do efeito estufa, os químicos orgânicos estão escoando para os lagos. O artigo que apresenta as conclusões de Bogdal e sua equipe, “Blast from the Past: Melting Glaciers as a Relevant Source for Persistent Organic Pollutants”, será publicado na revista especializada “ACS’ Environmental Science & Technology”.

Fonte: G1 Ciência

 


 

Groenlândia perdeu 1,5 mil gigatoneladas de gelo entre 2000 e 2008, calcula estudo.

Massa derretida equivale a 3 milhões de prédios como World Trade Center.
Fenômeno elevou nível do mar em 0,46 milímetro por ano, em média.

 

Parte frontal do Glacial Helheim, na Groenlândia: perda de gelo seria 100% maior não fosse o efeito moderador de nevascas e de recongelamento de chuvas. (Foto: cortesia Steve Morgan)

A Groenlândia perdeu entre 2000 e 2008 nada menos que 1.500 gigatoneladas de gelo. É como se 3 milhões de edifícios de gelo do tamanho do World Trade Center tivessem sumido do mapa em menos de uma década.

Esse derretimento resultou em um aumento médio no nível do mar de 0,46 milímetro por ano. Entre 2006 e 2008, a elevação média do nível do mar saltou para 0,75 milímetro, com uma perda de gelo acumulada de 273 gigatons anuais (ou 546 mil "WTC’s de gelo").

Se não fosse o efeito compensador da precipitação de neve e de recongelamento, a perda de gelo na Groenlândia depois de 1996 teria dobrado.

O estudo, liderado por Michiel van den Broeke, do Instituto de Pesquisa Marinha e Atmosférica da Universidade Utrecht, na Holanda, está na edição mais recente da revista “Science”.
Os pesquisadores usaram dois métodos totalmente independentes de checagem. Um confirmou os números do outro, o que prova a consistência dos resultados. O primeiro consiste na observação dos movimentos de gelo; o segundo, medições por meio de satélite.

Também participaram cientistas do Instituto Meteorológico Real dos Países Baixos e da Universidade de Tecnologia Delft (Holanda), Universidade de Bristol (Reino Unido), Universidade da Califórnia (câmpus de Irvine) e Jet Propulsion Laboratory da Nasa, em Pasadena, Califórnia.

 

Fonte: G1 Ciência

 


 

Governadora e Ministro lançam a GTA eletrônica em Marabá

 

A governadora Ana Júlia Carepa e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, lançam em Marabá, no próximo dia 9 de dezembro, a Guia de Trânsito Animal (GTA) eletrônica. que permitirá acompanhar, em tempo real, via satélite, a comercialização e até a sanidade do rebanho bovino e bubalino paraense, estimado em 18,5 milhões de animais e considerado o quinto maior do país.


O anúncio foi feito nesta quarta-feira 18, na Assembléia Legislativa do Pará (Alepa), pelo líder do governo, deputado Airton Faleiro (PT).


"Na semana passada quando voltava da Venezuela, a governadora esteve em Brasília onde se reuniu com o ministro e o convidou para vir ao Pará lançar a GTA e o ministro confirmou, ontem (terça-feira 17), sua vinda no próximo dia 9", disse o parlamentar.


Considerada um avanço no controle sanitário no Estado, a GTA é um formulário on-line que monitora e controla toda a movimentação de gado seja bovino ou bubalino no âmbito do município, fora deste e até para outro estado. A questão sanitária é o principal foco da Guia mas o processo também vai contribuir para o controle ambiental. A expectativa do governo é que, com a implantação do GTA, "se amplie o mercado consumidor e se eleve a qualidade dos produtos ", disse Aliomar Arapiraca, diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará).


Arrecadação - Outro aspecto positivo da GTA é que ela contribua para a arrecadação estadual, com aumento de até 50% a partir da emissão do documento eletrônico, que é obrigatório para transporte e comercialização do gado, ainda que na mesma cidade.


Com o GTA manual, um formulário de quatro vias, a arrecadação gira em torno de R$ 12 milhões ao ano. Mas técnicos do governo acreditam que o estado deixe de arrecadar outros R$ 6 milhões nas operações de compra e venda de bovinos e bubalinos, devido a possibilidade de erros e fraudes do sistema manual, segundo dados da Adepará.


Para implantar a GTA é necessário fazer um recadastramento georreferenciado da propriedade, onde é instalado um ponto de GPS, monitorado via satélite. Neste primeiro momento, 19 mil e 301 propriedades rurais foram recadastradas em seis municípios do sudeste paraense: Marabá, Eldorado dos Carajás, São Félix do Xingu, Tucumã, Ourilândia do Norte e Água Azul do Norte.


Nestes municípios se concentram pouco mais de 3,8 milhões de bovinos e bubalinos, que representam 20,73% do rebanho do Estado. No momento em que é digitada, a GTA eletrônica já está disponível, para consulta, em qualquer lugar do País, permitindo o controle e a averiguação em tempo real das informações. A meta é se chegar até o final deste ano com 80 mil propriedades recadastradas e georreferenciadas e atingir até junho de 2010 a marca de 120 mil.


Empenho - A implantação da GTA eletrônica no Estado foi resultado do empenho da governadora Ana Júlia Carepa, após a polêmica ação de embargo nacional à carne bovina e bubalina do Pará, no primeiro semestre deste ano. Por recomendação do Ministério Público Federal (MPF), grandes redes de supermercados se recusaram a comercializar o produto, depois que um estudo comprovou que parte dessa produção vinha de propriedades que não estavam em acordo com as leis ambiental e trabalhista.


Diante da situação, o governo interveio junto ao MPF e ao setor produtivo para encontrar uma solução. O resultado foi a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre o MPF, governo, produtores e frigoríficos para adequar a pecuária do Estado às exigências das legislações sobre meio ambiente e trabalho. A GTA foi um dos pontos acordados neste compromisso.


O próximo passo do governo do estado é a implantação de chips no rebanho. "No futuro, quem não tiver gado rastreado, com um chip na orelha, que permita conhecer a origem dele, simplesmente estará fora dessa disputa", garante Aliomar Arapiraca.


Outra tarefa do governo é o recadastramento, para informatizar, todas as fazendas paraenses, que possuem rebanho de bovinos e bubalinos. Hoje os dados disponíveis na Adepará contabilizam 111 mil propriedades, mas com o novo cadastro, este número pode chegar 120 mil.


Além da implantação da GTA, a governadora Ana Júlia Carepa vai pedir ao ministro Reinhold Stephanes a mudança de status de controle da febre aftosa, da área 3 (alto risco) para a 2 (médio risco), para a região do Baixo Amazonas e Marajó.

Fonte: Agência Pará de Noticias

 


 

Adeus às neves do Kilimanjaro - O Globo

A conferência do clima de Copenhague, em dezembro, acontecerá à sombra dos momentos finais de um dos maiores símbolos da África, informa O GLOBO em reportagem publicada nesta terça-feira. A icônica imagem do cume gelado do Monte Kilimanjaro já é passado, pois existe muito menos neve lá agora do que há 20 anos. E um estudo apresentado nesta segunda-feira não dá mais do que outras duas décadas para os últimos campos de gelo desaparecerem por completo.

Possivelmente, em dez anos não haverá neve, indicou a pesquisa, a mais detalhada já realizada. A causa mais provável, afirmam pesquisadores, é o aquecimento global. Geleiras tropicais, como o Kilimanjaro, estão entre os lugares mais vulneráveis da Terra à elevação da temperatura.

Localizado na Tanzânia e com 5.892 metros de altura, o Kilimanjaro é o ponto mais elevado do continente africano - e também uma das suas imagens mais conhecidas, atraindo 40 mil turistas por ano. Mas dificilmente Ernest Hemingway teria inspiração hoje para escrever "As neves do Kilimanjaro", publicado pela primeira vez em 1936. A paisagem atual é um arremedo daquela vista nas primeiras décadas do século passado. Na verdade, hoje existe 15% do gelo registrado em 1912, quando começaram medições regulares. E análises do gelo e das rochas indicam que a montanha nunca teve uma cobertura de neve tão pequena nos últimos 11.700 anos, nem mesmo durante períodos de seca severa, que duraram mais de 300 anos.

Fonte: O Globo

 


Estado propõe nova regra para tratar o esgoto.

04 de novembro de 2009


Norma da Secretaria do Meio Ambiente permite que as prefeituras instalem as redes por etapas.

Na tentativa de reduzir a quantidade de esgoto lançado nos mananciais do Estado, o secretário estadual do Meio Ambiente, Berfran Rosado, apresentou ontem uma resolução que cria regras para o tratamento de esgoto sanitário nas cidades gaúchas.

Aideia é permitir que as prefeituras comecem o trabalho de forma gradual – ao contrário das atuais normas, que exigem o tratamento completo desde o início. A proposta precisa ser analisada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) antes de entrar em vigor.

Para Berfran, a resolução vai ampliar os níveis de tratamento dos rios com menos investimentos por parte dos municípios. Na prática, ela é um manual de como iniciar o tratamento, por exemplo, aproveitando a rede pluvial para coletar o esgoto cloacal e criando uma rede única de tratamento com apenas uma estação. A resolução permitirá que os municípios invistam, inicialmente, em procedimentos primários, mais simples, mas que já reduzem a emissão de poluentes nos rios.

– Projetos baseados por essa resolução serão licenciados pela Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental) – afirma.

Segundo o presidente da Famurs, Marcus Vinícius Vieira de Almeida, a resolução facilitará o cumprimento da legislação. O diretor-presidente da Corsan, Mário Freitas, acredita que a medida reduzirá os problemas ambientais ao não permitir que o esgotamento doméstico chegue aos mananciais.

A importância
- Apenas 13% das casas têm seu esgoto tratado no Estado
- A maioria dos municípios trata menos de 10% do seu esgoto
- As legislações federal e estadual determinam que as prefeituras tratem 100% do esgoto, mas o alto investimento leva as prefeituras a adiá-lo
- A resolução permite aos municípios instalar gradualmente redes de tratamento. As prefeituras poderão, inicialmente, fazer o tratamento primário
- Ao iniciar com o tratamento primário – que representa 30% do processo – a prefeitura conseguirá uma diminuição de cerca de 70% da quantidade de esgoto sanitário lançado in natura nos rios e mananciais hídricos
AS DIFERENÇAS
- Tratamento Primário: Reduz parte da matéria orgânica presente nos esgotos
- Tratamento Secundário: Remove a matéria orgânica e os sólidos em suspensão
- Tratamento Terciário: Remove poluentes específicos, além da retirada completa da matéria orgânica

Fonte: ZERO HORA

 


 

Camada mais grossa de gelo do Ártico desapareceu, afirma especialista.29/10/2009

Voo da guarda costeira dos EUA sobre o oceano ártico, em 30 de setembro de (Foto: Reuters/Yereth Rosen)

Conclusão é de David Barber, da Universidade de Manitoba, Canadá.
Seu navio quebra-gelo mapeou centenas de quilômetros de 'gelo podre'.

A cobertura de gelo plurianual do Oceano Ártico desapareceu, um acontecimento surpreendente que tornará mais fácil abrir rotas de navegação polar, afirmou um especialista na quinta-feira (29).

Vastos mantos impenetráveis de gelo plurianual, que podem atingir 80 metros de espessura, bloquearam por séculos o caminho de navios em busca de uma rota mais curta pela mítica Passagem Noroeste do Atlântico ao Pacífico. Eles também impossibilitavam a ideia de navegar pelo topo do mundo.


'Eu nunca vi nada igual a isso em meus 30 anos de trabalho no Ártico'

Mas David Barber, da cátedra de Pesquisa em Ciência do Sistema Ártico da Universidade de Manitoba, no Canadá, disse que o gelo estava derretendo a um ritmo extraordinariamente rápido.

"Estamos praticamente sem o gelo marinho plurianual no Hemisfério Norte", disse ele numa apresentação ao Parlamento. O pouco que restou está retido contra o arquipélago ártico do Canadá, distante das possíveis rotas de navegação.

Os cientistas associam as temperaturas mais elevadas do Ártico e o derretimento do gelo marinho às emissões de gases que provocam o efeito estufa, causado pelo aquecimento global.

Barber acaba de voltar de uma expedição que procurava - e em boa medida não conseguiu encontrar - um banquisa gigante plurianual que deveria estar no Mar de Beaufort, na costa da cidade canadense de Tuktoyaktuk.

Em vez disso, seu navio quebra-gelo descobriu centenas de quilômetros do que chamou de "gelo podre" - camadas de 50 centímetros de espessura de gelo recente, cobrindo pequenos pedaços de gelo mais antigo.

"Eu nunca vi nada igual a isso em meus 30 anos de trabalho no alto Ártico... foi muito impressionante", disse ele.

"Do ponto de vista prático, se você quiser navegar pelo polo, se preocupa com o gelo marinho plurianual. Você não se preocupa com esse gelo podre que encontramos ao longo de 13 nós. É fácil navegar por eles."

Os cientistas se preocupam há décadas com o ritmo em que os mantos de gelo ártico estão recuando. Dados dos Estados Unidos indicam que a cobertura de gelo no Ártico em 2009 era a terceira menor da qual se tinha registro, depois de 2007 e 2008.

Um número crescente de especialistas acha que, até no máximo 2030, o Polo Norte não terá mais gelo durante os verões, pela primeira vez em um milhão de anos.

"Eu diria que, de uma perspectiva prática, nós temos um Ártico praticamente livre de gelo sazonalmente agora, porque o gelo marinho plurianual é a barreira ao uso e desenvolvimento do Ártico", afirmou Barber.

As empresas de navegação buscam se beneficiar das águas mais quentes. Este ano dois navios de carga alemães navegaram com sucesso da Coreia do Norte pela costa da Sibéria sem a ajuda de quebra-gelos.


Aquecimento 3 vezes mais veloz

O Ártico está esquentando três vezes mais rápido do que o restante da Terra, em parte por causa da reflectividade, ou o efeito do feedback albedo de gelo.

À medida que mais e mais gelo derrete, faixas maiores de água marinha escuras são expostas. Elas absorvem mais luz solar do que o gelo e provocam o aquecimento mais rápido da água, e, portanto, derretem mais gelo.

Barber afirmou que o gelo agora estava sendo derretido tanto pelos raios solares como pelas águas mais quentes abaixo.

"O Ártico é um indicador precoce do que podemos esperar numa escala global nas próximas décadas... Assim, devemos prestar atenção a isso com muito cuidado", disse Barber.

Fonte: G1 Ciência e Saúde

 


 

Projeto em Roraima fará melhoramento genético de frutas amazônicas

 


Acaba de ter financiamento aprovado pelo governo federal um projeto para realizar o melhoramento genético de frutas amazônicas. Os focos iniciais são: o camu-camu, o taperebá e o araçá, frutas com alto teor de vitamina C. As informações são do portal Globo Amazônia.

Segundo o coordenador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Edvan Alveso, o trabalho inclui a criação de um banco de germoplasma - um pomar com diversos exemplares de cada espécie-, que permitirá a seleção e o cruzamento, visando à criação de plantas mais apropriadas para a agricultura comercial.

Também será feita a análise genética dos vegetais, permitindo assim que se conheça a variabilidade de cada espécie e, posteriormente, o emprego da biotecnologia para obter espécimes mais resistentes e produtivos. A pesquisa é uma forma de avançar na domesticação das frutas, que hoje são exploradas ainda de forma rudimentar em comparação a outras espécies melhor dominadas pelo homem.

Outro passo fundamental da pesquisa, explica o funcionário da Embrapa, será a criação de condições para a produção de mudas em laboratório, proporcionando maior produtividade e qualidade para seu cultivo.

O projeto começa em novembro, na capital Boa Vista, por meio de uma parceria da Embrapa Roraima e da Embrapa Amazônia Oriental com o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), a Universidade Federal de Roraima, a Universidade Estadual de Roraima e a Escola Agrotécnica de Roraima.

Fonte: Amazonia.org.br

 


Comentário do Edusolar : Realmente a criatura humana tem que botar o bedelho e tentar alterar a natureza. Porque o Lulinha não vai gastar este dinheiro com os miseráveis do nordeste e com saneamento básico.

 


 

Polícia Federal retira estrangeiros de terras indígenas em Roraima - 22/10/2009

A Política Federal (PF) vem realizando uma série de operações nas Terras Indígenas Raposa Serra do Sol e Yanomani, em Roraima. Na última ação da Operação Escudo Dourado, as tropas retiraram estrangeiros que transitavam irregularmente pelas reservas. Os cinco estrangeiros eram quatro europeus: um italiano, um português, dois espanhóis e um asiático, que afirmavam serem missionários.

O grupo estava legalmente no País, porém não possuía autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai) para transitar pela reserva. Também foi retirado do local um jornalista sul-coreano, integrante de uma rede de TV estrangeira, que estava sem passaporte. Ele se encontrava acompanhado de uma equipe, que pôde continuar realizando seu trabalho por possuir autorização.

O objetivo principal da operação da PF é combater o garimpo em terras indígenas, assim como outras atividades ilícitas que ocorrem nas regiões de fronteira com a Venezuela e a Guiana. Na semana passada, um grupo de indígenas criticou a operação, afirmando que a polícia havia destruído garimpos pertencentes a eles.

Foram desativados dez garimpos e dez garimpeiros foram presos. Entre os presos, um é guianense e quatro viviam em Roraima. Os outros cinco eram indígenas. As atividades eram realizadas na região por pessoas que já trabalhavam com o garimpo, na década de 90, e que não possuem qualificação profissional nem estudo para atuar em outros ramos profissionais.

Também foram inutilizadas duas balsas que auxiliavam a atividade garimpeira, e foi apreendido ouro na terra indígena Yanomami, com a destruição de uma barragem, que havia sido construída por garimpeiros para desviar o curso de um igarapé. As informações são do jornal Folha de Boa Vista.

Fonte: Amazonia.org.br

 


 

EIA-Rima minimiza efeitos de usina, diz estudo - 22/10/2009

Depois de investidores privados considerarem subestimados os custos das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte indicados pelo governo, de R$ 16 bilhões, acadêmicos afirmam que os impactos socioambientais também estão subdimensionados no EIA-Rima. A consideração de impactos e custos menores pode ocultar uma possível inviabilidade econômica de uma usina que gerará apenas 40% do seu potencial energético.

Segundo o documento "Painel de especialistas: análise crítica do estudo de impacto ambiental do aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte", formulado por um grupo de 40 especialistas envolvidos em estudos na região - entre eles antropólogos, sociólogos, biólogos e engenheiros -, o relatório de impactos ambientais apresentado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) peca pela falta de dados, o que impede uma análise mais precisa dos danos e benefícios proporcionados pelo empreendimento.

O EIA-Rima considera um custo socioambiental de US$ 270 milhões, mas o grupo de acadêmicos acredita que o custo deve ser bem maior se for buscado o menor impacto e a melhor mitigação, ou seja, compensação dos danos. Se esse custo ficar acima de US$ 500 milhões, eles afirmam que o investimento se torna economicamente inviável.

"Acreditamos que o valor apontado pelo EIA-Rima é muito baixo, mas ao mesmo tempo eles não detalham o suficiente para permitir um cálculo mais preciso dos custos de mitigação", diz Marcelo Salazar, do Instituto Socioambiental, cooperador da pesquisa.

Uma das distorções presentes no relatório seria em relação à estimativa de pessoas diretamente afetadas. Para os estudiosos, o EIA-Rima erra ao utilizar uma média de 3,14 pessoas por família para avaliação da população diretamente afetada.

Segundo as autoras Sônia Magalhães, Rosa Acevedo Marin e Edna Castro, que avaliaram os dados sociais, econômicos e culturais do relatório, a bibliografia sobre a região aponta que as famílias são formadas em média por 5,5 a 7 pessoas, o que poderia dobrar a estimativa do EIA-Rima. "Somente um novo levantamento pode confirmar", diz o texto.

Além dessa possível falha, os especialistas defendem que o cálculo de pessoas afetadas deve incluir, além da população residente nas áreas alagadas, moradores da região onde haverá redução da vazão do rio, ou seja, as terras indígenas Juruna do Paquicamba e Arara da Volta Grande, localizadas na região de Volta Grande.

O argumento das pesquisadoras é de que a redução de vazão deve inviabilizar a permanência da população nessas áreas, por conta da dependência que há do rio para alimentação, pesca, transporte, entre outros usos.

Dessa forma, o número apontado pelo EIA-Rima de 2,8 mil pessoas diretamente atingidas na região rural seria muito inferior à realidade, e, apesar da usina não alagar terras indígenas, haverá significativas alterações em áreas ocupadas por esses povos. Caso uma revisão dessa conceituação seja aceita pelo Ibama, o custo de redução dos impactos seria bem mais alto que o calculado. Caso não seja, o risco é do projeto não prever planos de mitigação de danos ao total de pessoas atingidas.

Segundo o parecer das especialistas, os planos de mitigação de impactos deveriam ser detalhados no EIA-Rima, mas as referências são feitas por meio de lista de temas a serem contemplados, sem que sejam especificadas as ações e seus custos. Por conta disso, as autoras concluem que "não se pode avaliar se estes são ou não adequados", conforme citação no texto. "Eles falam que esses planos podem ser detalhados após a licença prévia, mas o período depois de iniciada a licitação é curto, e é preciso verificar quais medidas de prevenção tem que ser realizadas", diz Salazar.

Outra questão que segundo os especialistas não está bem contemplada no EIA-Rima é a do impacto da migração sobre a região. Segundo o relatório, a obra deve atrair aproximadamente 96 mil pessoas entre trabalhadores diretos, familiares, pessoas envolvidas em outras atividades ligadas à usina. Depois da construção, porém, devem sobrar apenas cerca de 700 pessoas empregadas na operação. "Após o pico de contratações, vai haver um contingente de desempregados. O que observa é que tem impacto, e isso não foi estudado ainda", diz Salazar.

Os especialistas alertam também para a falta de estudos sobre o desmatamento que a obra pode gerar em seu entorno e quais as formas de reduzir os riscos. "É considerado apenas o desmatamento local, a área que deve ser alagada, mas o empreendimento vai potencializar o desmatamento na região, e não foram feitas simulações sobre isso", diz Salazar.

O estudo sobre o EIA-Rima também traz um alerta sobre a falta de uma garantia de que após a construção da usina não haverá investimentos em novas barragens para aumentar a geração firme de energia. Isso porque o levantamento considera que a geração de 4,5 mil MW médios diante de uma capacidade instalada de 11 mil MW pode levar a tentativas de maior aproveitamento no futuro. Um dos riscos citado pelo estudo é de que a barragem de Altamira, acima de Belo Monte, seja construída posteriormente.

"O que garante que não vão ser construídas realmente outras barragens com tamanho subaproveitamento da usina?", questiona Salazar. A única garantia dada hoje é uma resolução do Conselho de Política Energética, que afirma que Belo Monte deve ser a única usina no rio Xingu, mas o estudo sugere que seja criada uma "ferramenta jurídica para que compromissos deste tipo sejam feitos de forma realmente irrevogável".

O parecer dos especialistas foi entregue ao Ibama no dia 1º de outubro como contribuição para o período de consulta pública. Na segunda, dia 26 de outubro, os especialistas realizarão um seminário em Altamira (PA) para apresentação dos estudos ao público. São esperadas cerca de 300 pessoas, segundo organizadores.

Ontem, o presidente do Ibama, Roberto Messias, disse que a licença prévia para Belo Monte "certamente" será concedida na próxima semana. O cronograma do PAC prevê a emissão da licença até segunda-feira. "Estamos trabalhando dia e noite na análise dos documentos", disse.

Fonte: http://www.valoronline.com.br/

 


 

Temperatura da Terra pode subir 4ºC em apenas 50 anos, diz estudo.

Um relatório do principal centro de pesquisas sobre mudanças climáticas da Grã-Bretanha alertou nesta segunda-feira para um aumento de 4º C na temperatura do planeta em apenas 50 anos caso as emissões de carbono não sejam reduzidas em breve.

O estudo do Centro Hadley, financiado pelo governo britânico, constitui o alerta mais grave já divulgado sobre o aquecimento global desde que o Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), órgão científico da ONU, estimou em 2007 que a temperatura do planeta pode subir entre 1,8ºC e 4ºC até o fim deste século.

Utilizando novos dados a partir de análises sobre o ciclo do carbono e de observações atualizadas de emissões de países emergentes, como China e Índia, as conclusões não apenas reforçam a possibilidade do pior cenário do IPCC como reduzem pela metade o tempo disponível para ação.

Segundo o Centro Hadley, em um cenário de altas emissões, o derretimento de neve e gelo no Ártico poderia elevar a absorção de raios solares e elevar a temperatura ártica em até 15,2ºC.

Secas atingiriam severamente o oeste e sul da África, afetando a disponibilidade de água, segurança alimentar e saúde da população.

O estudo diz que “todos os modelos” indicam reduções na precipitação de chuvas também na América Central, no Mediterrâneo e partes da costa australiana. Em outras áreas, o aumento da temperatura em 50 anos poderia ser de 7º C, disse o estudo.

Já o padrão das chuvas seria severamente afetado na Índia – onde o nível de precipitações poderia aumentar 20% ou até mais, piorando o risco de enchentes.

Não bastasse o cenário consideravelmente pior do que os cientistas pensavam, o estudo alerta ainda que, em um cenário de emissões altas, a previsão de aumento de 4º C podem ser “adiantada em 10 anos, ou até 20 anos em casos extremos”.

Entretanto, concedem os cientistas, ainda há tempo de evitar o pior cenário se as emissões de carbono começarem a baixar de nível dentro da próxima década.

Ação

O estudo está sendo apresentado em uma conferência sobre a mudança climática na cidade inglesa de Oxford, e sai a público no mesmo dia em que delegados de 190 países se reúnem em Bangcoc, na Tailândia, para uma nova rodada de negociações antes da reunião da ONU em Copenhague, na qual espera-se um novo acordo de emissões de carbono em substituição ao Protocolo de Kyoto, vigente até 2012.

Líderes mundiais têm reiterado a necessidade de limitar a elevação da temperatura global nas próximas décadas em 2º C. Mas, como aponta o analista de ambiente da BBC Roger Harrabin, a questão tem esbarrado nos recursos que serão necessários para “limpar” a matriz energética global.

Um dos pontos fundamentais, diz o especialista, é que países em desenvolvimento querem ajuda para arcar com os custos de tal empreitada. O premiê britânico, Gordon Brown, tem falado em uma cifra de US$ 100 bilhões para conter o aquecimento global através do combate à pobreza. A União Europeia tem concordado.

No entanto, o presidente americano, Barack Obama, que preside a nação que mais polui em termos per capita, tem encontrado dificuldades para aprovar leis de controle de emissões no Congresso americano, ainda que reafirme a "determinação" dos seu país para agir e assumir suas "responsabilidades" em relação ao aquecimento global.


Na semana passada, a China anunciou que vai redobrar os investimentos em eficiência energética para reduzir as suas emissões de CO2 em uma "margem notável" – porém ainda não precisada – até 2020.

Tanto a China como os EUA repondem por cerca de 20% das emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de carvão, gás natural e petróleo. A União Europeia produz 14% do total, seguida por China e Rússia, cada qual com 5%.

Fonte: BBC Brasil

 


Temperatura sobe a 400ºC em região da Jordânia

Amã, 7 out (EFE).- As autoridades jordanianas investigam a partir de hoje o que motivou um repentino aumento da temperatura para 400ºC em um local próximo a Amã, informaram fontes oficiais.

O fenômeno ocorreu nesta terça-feira em uma área de quase dois mil metros quadrados na província de Balqa, 15 quilômetros ao oeste de Amã, segundo o governador da província, Abdul Khalil Sleimat.


"O fenômeno foi descoberto por acaso quando ovelhas entraram no terreno enquanto estavam pastando", disse o governador.


Sleimat contou que, de acordo com os pastores que cuidavam das ovelhas, os animais "foram completamente queimados e desapareceram".


As autoridades isolaram a área e retiraram os moradores do local, acrescentou o governador.


O Governo jordaniano deixou a investigação do fenômeno a cargo de um painel formado por diversos departamentos e instituições acadêmicas.


O chefe da associação jordaniana de geólogos, Bahjat Adwan, descartou a presença de qualquer atividade sísmica ou vulcânica na área.


O diretor do Conselho de Recursos Naturais da Jordânia, Maher Hijazin, informou que certos materiais orgânicos podem ter se juntado e reagido sob a superfície, gerando o inusitado aumento de temperatura.


Hijazin também destacou que há uma rede de água e esgoto que lança seus resíduos na região. EFE

Fonte: Yahoo Notícias


 

Governadores definirão no Amapá pauta do Brasil sobre a Amazônia para Copenhague

Amanda Mota


Repórter da Agência Brasil

Manaus - A proteção florestal e a valorização dos estoques de carbono serão os principais assuntos do 5º Fórum dos Governadores da Amazônia Legal que acontecerá no próximo sábado (17), em Macapá. O governador do Amapá, Waldez Góes, destacou que o resultado das discussões será organizado na Carta de Macapá. O documento, que tem o apoio do presidente Luís Inácio Lula da Silva, será levado à Conferência sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, em Copenhague, Dinamarca.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Waldez Góes, antecipou que os governadores dos estados da Amazônia pretendem incluir a região no valoroso mercado de carbono e, ainda, criar opções para o estabelecimento de um fundo mundial para financiamento de políticas de desenvolvimento sustentável a todos os nove estados.

“Não há motivos para deixar a floresta amazônica de fora das decisões que forem tomadas em Copenhague. Isso já aconteceu com o Protocolo de Quito e basta”, alertou.

Desta vez, durante o 5º Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, os chefes do Poder Executivo dos estados amazônicos irão se reunir com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e outros representantes do governo federal. No mês de setembro, eles já anteciparam as discussões em encontro com o presidente Lula em Brasília.

Em Macapá, o primeiro ponto de pauta será a apresentação do relatório da Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd), desenvolvido por uma equipe da força-tarefa criada pelo presidente Lula para tratar do assunto. Outros temas regionais, como o transporte aéreo e hidroviário na Amazônia, também serão debatidos no encontro.

“Nossa expectativa agora é de consolidar essa proposta unificada dos governadores com o governo federal, durante o Fórum de Governadores em Macapá, para que tudo isso seja apresentado na Dinamarca”, ressaltou o governador.

Outra expectativa, segundo o governador do Amapá, é de que uma parte do Produto Interno Bruto (PIB) mundial seja destinada para resolução de problemas envolvendo as mudanças climáticas. Atualmente, o grande problema gerador do aquecimento global é o carbono emitido pela queima de combustíveis fósseis, como gasolina, carvão e diesel. Ainda assim, a liberação de carbono das florestas – com as queimadas e o desmatamento em geral – precisa ser considerada, apesar da divergência dos pesquisadores quanto ao percentual que elas emitem para a atmosfera.

 

Fonte: Agência Brasil


 

Manejo de florestas abrange cerca de 2 milhões de hectares em MT - 17/09/2009

A indústria de base florestal é uma das mais importantes de Mato Grosso, com quase duas mil plantas e responsável por cerca de 6% do PIB do Estado. A origem da madeira consumida nesse setor, entretanto, tem sido fonte de polêmica há anos. Esta é uma das questões que serão discutidas durante o Fórum Floresta Sustentável, que acontece de 21 a 23 de setembro, em Alta Floresta.

De acordo com Júlio César Bachega, diretor executivo do CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado), Mato Grosso é o maior produtor de madeira nativa do país, cuja planta industrial do setor de base florestal processa 3,6 milhões de metros cúbicos em toras ao ano, perfazendo o total de 270 mil cargas transportadas. Ainda segundo Júlio, a maioria desta maté ria-prima é oriunda de áreas de manejo florestal. “O estado de Mato Grosso possui a melhor gestão florestal do país, servindo de exemplo para outros estados. O que acontece é que se divulgam muito mais os problemas do que os pontos fortes do setor”, lamenta.

Atualmente, o estado possui cerca de 2 milhões de hectares utilizados em planos de manejo florestal, cuja produção média é de 27 metros cúbicos por hectare. E a expectativa é de que este número chegue a 2,8 milhões até o final de 2009 e a 6 milhões em 20 anos. Toda essa madeira alimenta uma cadeia de 1.721 indústrias de processamento instaladas no estado.

Contudo, o diretor executivo do CIPEM faz questão de ressaltar a diferença entre planos de manejo e de exploração, pois no manejo existe todo um planejamento para a utilização da área a longo prazo, respeitando-se os limites do ecossistema, enquanto no plano de exploração florestal, mais conhecido como autorização para desmate, é feito o corte raso da flor esta. “Ninguém mais quer madeira de áreas de desmatamento. O comércio está amplamente aberto e em expansão para quem trabalhar de acordo com os princípios legais e ambientais”.

Segundo Júlio Bachega, os planos de manejo são elaborados em 80% da área disponível, ou seja, o percentual que representa a área de reserva legal, o que, segundo ele, representa a principal alternativa para se fazer a exploração sustentável da floresta.

Para se ter uma ideia, em 2008, os órgãos de governo responsáveis pela gestão ambiental, autorizaram, em Mato Grosso, 6,5 milhões de metros cúbicos em manejo e 400 mil metros cúbicos de exploração (desmatamento).

O comércio de produtos da madeira realizado por Mato Grosso em mais de três anos – período compreendido entre 3 de fevereiro de 2006 a 26 de março deste ano – totalizou cerca de 4,9 bilhões de reais, segundo dados da secretaria de estado de Meio Ambiente – SEMA. Dessa produção mato-grossense, 15% abastece o mercado inter no, 27% é exportada e 58% tem como destino outros estados brasileiros, a maioria para São Paulo.

Júlio César Bachega acredita que é possível o setor de base florestal de Mato Grosso chegar a um ciclo sustentável, como já acontece em países como França, Finlândia e Itália, onde a cada 30 anos volta-se a retirar madeira de uma mesma área.

O manejo florestal, segundo Yugo Marcelo Miykawa, analista ambiental do Ibama de Mato Grosso, deve ser analisado do ponto de vista do suporte do ecossistema, onde o número de autorizações para essa atividade deve comportar o limite de madeira disponível. “Para haver realmente sustentabilidade do setor de base florestal é preciso traçar uma relação lógica entre o que o meio ambiente oferece e a quantidade a ser consumida. Incentivar esse mecanismo sem uma análise madura é irresponsabilidade”.

Ele alerta que os recursos florestais estão se esgotando e que se o número de autorização para exploração madeira for cada vez maior , isso representa um claro sinal de que esse produto não está saindo de áreas de manejo. “É através desta análise que conseguiremos identificar se o setor de base florestal realmente está alicerçado em princípios sustentáveis.”

 

Fonte: sonoticias.com.br


 

Projetos para acabar com duas Florestas Nacionais recebem parecer favorável - 17/09/2009

Dois projetos legislativos que pretendem acabar com as Florestas Nacionais (Flona) do Jamanxim (PA) e do Bom Futuro (RO) tiveram parecer favorável de seus relatores na Câmara dos Deputados. A informação é do portal de notícias O Eco.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1148/2008, de autoria do deputado Zequinha Marinho (PMDB-PA), susta os efeitos do decreto presidencial que criou a Flona Jamanxim, unidade de conservação que fica no entrono da BR-163, no município de Novo Progresso (PA). Segundo a justificativa do PDC, a Flona imobilizou economicamente uma das regiões mais ricas da Amazônia, e foi criada sem conhecimento ou estudo prévio. O projeto recebeu parecer favorável do deputado Zonta (PP-SC).

Já o PDC 1617/2009, de autoria do deputado Ernandes Amorim (PTB-RO), susta o decreto presidencial que criou a Flona Bom Futuro, no estado de Rondônia. Segundo o projeto, a Flona foi criada sem que o governo desse condições para o funcionamento da mesma, e isso acabou acarretando "o estabelecimento de um verdadeiro caos social na região". O projeto recebeu parecer favorável do deputado Moreira Mendes (PPS-RO).

Não é a primeira mudança envolvendo Bom Futuro. Em maio deste ano, um acordo feito pelo governador de Rondônia Ivo Cassol e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, permitiu que a Flona passasse à administração estadual. O acordo é considerado irregular por especialistas em Direito Ambiental.

Fonte: Amazonia.org.br


Crise prejudica projetos de reciclagem

A crise econômica também chegou no lixo. O desaquecimento na economia derrubou em até 70% o preço de muitas sucatas e materiais recicláveis e reduziu drasticamente a renda de catadores e trabalhadores de cooperativas de reciclagem.

Clique aqui para ver o vídeo muito interessante.

A queda nos preços ocorreu por conta da depressão geral nos valores de muitas commodities e produtos básicos, como o alumínio e o papel.

No caso do Brasil, os catadores sofreram principalmente com a redução no preço do papel, que é comprado apenas por algumas poucas empresas de grande porte.

“É um problema social muito grave porque atinge diretamente trabalhadores muito desprotegidos e ameaça a existência de cooperativas que fizeram muito para melhorar as condições de catadores de rua e de gente que vivia nos lixões”, diz a diretora de projetos do Instituto de Projetos e Pesquisas Sócio Ambientais (Ipesa), Luciana Lopes.

Os membros de cooperativas costumam receber o lixo recolhido na coleta seletiva para separar e vender as diversas categorias de recicláveis. O material circula por um galpão em uma grande esteira e os trabalhadores separam, por exemplo, papel, plástico, colorido, plástico branco, garrafas pet, latas, etc.

O lucro conseguido com a venda da sucata é depois rateado entre os cooperados de acordo com a quantidade de horas trabalhada por cada um.

CooperYara

Na CooperYara – em Barueri, na Grande São Paulo – a renda média de cada um dos 90 cooperados chegou a cerca de R$ 1.500 por mês – trabalhando 8 horas por dia - em meados de 2008. Mas com o início da crise veio caindo e agora não passa de R$ 600 por mês.

“Muita gente desistiu da cooperativa mas nós que viemos do lixão e fundamos isso daqui não desistimos. O lixo me deu tudo o que eu tenho hoje e eu tenho orgulho do que eu faço”, diz Carlos Roberto Azevedo, mais conhecido como “Carlinha” ou “Vovó”.

Trata-se de um travesti que vivia dentro do lixão, onde conquistou, a duras penas, o respeito dos outros catadores e se tornou uma das lideranças na criação da cooperativa.

“Nós que viemos do lixão e estamos aqui faz tempo sabemos da importância que esse nosso trabalho de reciclagem tem para o mundo. Mas o pessoal mais novo, que veio pra cá agora, não entende direito o que é isso”, conta.

“Quando o salário cai, eles vão atrás de um outro emprego, porque têm suas famílias para alimentar. Mas eu sei que as coisas vão se recuperar”, disse.

José Maria Gonçalves trabalha numa das prensas da cooperativa preparando os fardos de papel e plástico e conta que antes da crise conseguia levar para casa quase R$ 800 reais só no pagamento do “vale”, o adiantamento quinzenal do salário.

“Agora no mês inteiro não chega nem a R$ 400”, diz. “A gente tem esperança de que vai melhorar, mas está demorando muito.”

Papel

Os diferentes tipos de papel foram os produtos que tiveram as maiores quedas de preço com a crise.

O papel misto (misturando diversas cores) caiu de R$ 0,10 o quilo em maio de 2008 para R$ 0,03 em fevereiro deste ano e teve uma ligeira recuperação (R$ 0,05) em maio.

“Tem papel sobrando por aí. Pode reparar que mesmo os catadores nas ruas não estão mais muito interessados em papel”, diz Donizette de Oliveira, diretor comercial da CooperYara, que há 35 anos trabalha com a comercialização de sucata.

Clique aqui para ver o vídeo.

Ele conta que o comércio de papel para reciclagem é dominado por algumas poucas empresas, que têm muito poder de reduzir o preço a qualquer momento.

Outro produto com queda expressiva foi o alumínio, cujo preço caiu de R$ 3,00 o quilo em maio de 2008 para R$ 1,20 em fevereiro deste ano e R$ 1,70 em maio.

“Foram os catadores de latinha que tornaram o Brasil um dos lideres mundiais na reciclagem do alumínio. Agora este produto já está se tornando bem menos atrativo para os catadores”, diz a ambientalista Luciana Lopes.

Plásticos

Os plásticos foram os recicláveis que menos sentiram, nos preços, os impactos da crise. O principal motivo para isso seria a pulverização do mercado: são muitos compradores pequenos, o que permite que catadores e cooperativas tenham mais poder de barganha na hora de negociar as vendas.

Mas Luciana Lopes observa que em Itapecerica da Serra cursos de formação para os separadores do lixo chegaram a aumentar o preço conseguido pelo plástico.

“Se o plástico é mais bem separado em categorias, pra ficar como os recicladores chamam ‘boca de moinho’, dá para conseguir bem mais dinheiro com ele. É como agregar valor à sucata”, explicou.

Mas apesar destas iniciativas muitas cooperativas estão enfrentando problemas para manter as portas abertas.

“Nós só conseguimos continuar porque nossas contas estão em ordem e sempre guardamos uma parte do dinheiro em nosso fundo de reserva”, diz a presidente da cooperativa Avemare, em Santana do Parnaíba, Claudiene Pereira.

“Agora está difícil mas eu sinto que já está melhorando e tenho certeza que bem rápido vai melhorar ainda mais.”

Fonte clique aqui : BBC Brasil


 

Metano sob o Ártico comecou a vazar. Isso é um perigo

 

Existe um fenômeno pouco divulgado, que começou a ser identificado pelos pesquisadores. Os gigantescos depósitos de metano, localizandos embaixo da camada de solo congelado (permafrost) sob o oceano Ártico, começaram a vazar. E eles podem fazer o aquecimento global mergulhar em um processo de aceleração irreversível. É o que relatam pesquisadores da Universidade do Alasca.

Um grupo coordenado pelo cientista Igor Semiletov descobriu que o metano está borbulhando no mar cada vez mais quente do Pólo Norte. O gás escapa em bolhas de buracos na camada de gelo no leito do oceano. Mais de mil medições feitas para avaliar o metano dissolvido na água na costa da Sibéria, feitas durante o verão, revelaram que os níveis do gás estão altos como nunca.

“As concentrações de metano são as mais altas já medidas no verão no Oceano Ártico”, diz Semiletov. Esse vazamento de metano é preocupante por vários motivos.

Primeiro, muitos pesquisadores temem que um grande vazamento de metano do Ártico esteve ligado às transformações climáticas que provocaram uma das maiores ondas de extinção da Terra, há 250 milhões de anos, entre os períodos Permiano e Triássico. Na ocasião, 96% das espécies marinhas desapareceram e 70% dos vertebrados terrestres também sumiram. Um vazamento como esse também é associado a um período extremamente quente há 55 milhões de anos, chamado Termal Máximo do Paleoceno-Eoceno. Foi uma onda de extinções também grande, que abriu caminho para o desenvolvimento dos mamíferos atuais.

A segunda razão para preocupação é que os depósitos de metano sob o oceano são tão grandes e esse gás tem um poder tão alto para aquecer a atmosfera. Segundo alguns pesquisadores, basta soltar uma pequena fração desses depósitos para que qualquer esforço para estabilizar as emissões em níveis não catastróficos fique impossível.

A terceira causa para preocupação é que a agência americana responsável por oceanos e atmosfera, a NOAA, revelou que os níveis de metano na atmosfera da Terra subiram acentuadamente pela primeira vez desde 1998, quando esse acompanhamento começou. Isso indicaria que o vazamento de metano provocado pelo derretimento do Ártico já estaria alterando a química da atmosfera rapidamente.

Esse metano foi gerado pela decomposição de matéria orgânica – plantas e animais – há milhões de anos, em períodos em que a Terra esteve mais quente. E esteve aprisionado sob a camada de gelo embaixo do mar durante todo esse tempo.

Semiletov mede os níveis de metano na costa da Sibéria desde 1994. Nunca havia detectado elevações nos níveis de metano na década de 90. Mas desde 2003 ele diz que vem observando pontos de concentração excessiva do gás no oceano. Segundo ele, o derretimento do permafrost submarine pode ser consequência do crescente volume de água mais quente que vem dos rios siberianos. O volume deles têm aumentado devido ao derretimento do permafrost em terra firme.

A linha vermelha do gráfico abaixo mostra como a descarga de metano do rtico pode estar provocando uma elevação dos níveis de metano na atmosfera da Terra. A linha vermelha mostra o nível de metano na atmosfera desde 2004. Além da oscilação sazonal de cada ano, há uma clara elevação no último ano medido.

(Alexandre Mansur)Fonte: Blog do Planeta


 

Satélite flagra a transpiração da floresta amazônica

 

 

O satélite Aqua, da Nasa, a agência espacial americana, conseguiu captar no último dia 19 centenas de pequenas nuvens em cima da Amazônia. Como a região está no seu período de seca, que vai de junho a agosto, é pouco provável que as nuvens tenham sido trazidas do Oceano Atlântico por correntes de vento. Os pesquisadores afirmam que elas são resultado da “transpiração da floresta”.

Uma prova disso, segundo os cientistas, é que as nuvens estão bem acima da floresta mas não dos rios. Na foto, é possível observar como o céu está limpo sobre a sinuosa linha dos rios. Isso significaria que essas pequenas nuvens são do vapor exalado pela vegetação, e não da evaporação na superfície dos rios da região.

Quando as plantas fazem fotossíntese, captando gás carbônico da atmosfera e liberando pelos poros das folhas o oxigênio gerado em excesso no processo, acabam liberando também vapor d’água. São essas nuvens – com esse vapor d´água – que deixarão de chegar ao Sudeste do Brasil e ao sul do continente se a floresta desaparecer.

Cientistas alertam para uma redução das chuvas na região (porque as nuvens carregadas com água deixariam de chegar) e para o aumento de chuvas torrenciais em alguns locais (porque, sem as nuvens em cima da floresta, as correntes úmidas que entram pelo Oceano Atlântico chegariam com mais força.

(Marcela Buscato)
Leia mais aqui no site: Blog do Planeta


Inpe registra 836 km² de desmatamento na Amazônia em Julho

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora oficialmente o desmatamento da Amazônia, em julho de 2009 foram registrados 836 km² desmatados.

Essa foi a maior quantidade de devastação detectada no ano. Se comparado com o desflorestamento ocorrido no mesmo mês de 2008, 323 km², houve um crescimento no desmate de 158%.

Na comparação do calendário do desmatamento - de julho a agosto - o desmatamento caiu quase pela metade. Entre julho de 2007 e agosto de 2008, foram desmatados 8.147 km². Já no calendário atual (2008-2009), o desmatamento foi de 4.375 km². Esses números representam uma queda de 46% no total desmatado no ano.

Estados

Novamente o Pará foi o que mais desmatou. Em julho de 2009, 577 km² do total desmatado ocorreram no Estado. Mato Grosso desmatou 124 km²; Amazonas, Maranhão e Rondônia apresentaram respectivamente 47 km², 38 km² e 35 km²,enquanto os demais estados não tiveram desmate significativo em julho.

Segundo a avaliação do Inpe, 85% dos alertas foram de corte raso (total supressão da floresta) e 10% foram classificados como floresta degradada. A avaliação do instituto mostrou que 95% dos alertas correspondiam de fato a desmatamentos.

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El Niño pode trazer seca ao nordeste e à Amazônia, diz agência dos EUA

El Niño poderá ter efeito benéfico de reduzir a força dos furacões no Caribe
A chegada do fenômeno climático El Niño poderá provocar seca no nordeste brasileiro e na região amazônica e enchentes no sul do país entre o fim deste ano e o começo de 2010, segundo avaliação da agência nacional e atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).
Após registrar um aumento constante das temperaturas da superfície do Oceano Pacífico central nos últimos seis meses, a NOAA confirmou o início do El Niño.
O fenômeno climático é caracterizado pelo aumento das temperaturas na zona equatorial do Pacífico, que ocorre a cada quatro ou cinco anos e afeta o clima em todo mundo.
Para muitos, a simples menção ao El Niño é um sinal de alarme. Há pouco mais de uma década, entre 1997 e 1998, ocorreu um dos mais fortes El Niño da história, com catástrofes climáticas que deixaram milhares de mortos.
Danos
As inundações nas Américas (que afetaram principalmente vastas regiões do Chile, da Bolívia, do Equador e dos Estados Unidos) e na África destruíram colheitas na maioria dos países afetados.
As secas se propagaram pela Austrália e partes do sudeste asiático, provocando incêndios florestais. O fenômeno afetou ainda a pesca na América do Sul, por conta da redução nos estoques de peixes.
O furacão Mitch, em 1998, cuja força também foi relacionada ao fenômeno climático, provocou intensas inundações na América Central que deixaram mais de 9 mil mortos.
Calcula-se que os danos totais provocados pelo El Niño em todo o mundo chegaram a US$ 34 bilhões.
Prognósticos
Ainda é cedo para prever se o fenômeno neste ano terá uma força semelhante à da década passada, mas os prognósticos da NOAA refletem um consenso sobre o seu crescimento e o seu desenvolvimento.
“As condições atuais e as tendências recentes favorecem o desenvolvimento contínuo de um fortalecimento de leve a moderado do El Niño até o outono de 2009 no hemisfério norte, com possibilidade de fortalecimento a partir de então”, diz a agência.
Segundo Michelle L’Heureux, diretora da NOAA para Previsão do El Niño, se a potência do fenômeno climático for de moderada a forte, “as condições no centro e no leste da Bacia Amazônica serão mais áridas que o normal entre novembro de 2009 e março de 2010, e entre janeiro e maio de 2010 estarão mais secas no nordeste do Brasil”.
“Ao mesmo tempo, as condições estarão mais úmidas na costa oeste da América do Sul. O Equador e o norte do Peru o sentirão entre janeiro e abril de 2010, e o Uruguai, o nordeste da Argentina e o sul do Brasil entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010”, disse L’Heureux à BBC.
Efeitos positivos
A pesar de a chegada do El Niño ser vista por muitos como um anúncio de tragédia a caminho, a especialista explica que os seus efeitos positivos ou negativos devem depender de sua força.
“O El Niño pode, por exemplo, trazer chuvas benéficas no fim do ano ao sudeste do Texas, que atualmente enfrenta uma seca. Mas se chover demais, isso pode se converter em uma ameaça, por causa das possíveis inundações”, diz L’Heureux.
Outro possível efeito positivo, segundo ela, seria a redução da intensidade dos furacões no Caribe.
L’Heureux diz ainda que não existem ainda evidências de que a incidência do El Niño poderia estar sendo reforçada pelo aquecimento global.
“O El Niño é um fenômeno natural que vem ocorrendo há milhares de anos. Até o momento não há evidências de uma relação entre esse fenômeno e as mudanças climáticas”, diz ela.
“O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas diz claramente que não há indícios consistentes sobre futuras mudanças na amplitude ou na freqUência do El Niño no século 21”, conclui.

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Adaptação às mudanças climáticas vai custar até 3 vezes mais, diz relatório

 

Um relatório divulgado nesta quinta-feira em Londres afirma que os custos de adaptar o planeta às mudanças climáticas provavelmente serão duas a três vezes mais altos que os previstos pela Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) em 2007.

O estudo acadêmico realizado pelo Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED, na sigla em inglês) e coordenado pelo professor Martin Parry, da universidade britânica Imperial College London, acrescenta que o custo total pode subir muito mais se forem levados em conta os impactos de outras atividades humanas.

Em 2007, a convenção da ONU sobre clima estimou o custo de adaptação à mudança climática no ano 2030 entre US$ 49 bilhões e US$ 171 bilhões por ano. Bem mais que a metade desse valor teria de ser aplicado em países em desenvolvimento.

No entanto, os cientistas reunidos pelas Nações Unidas não levaram em conta setores como energia, indústria, comércio, mineração e turismo. Além disso, outros setores incluídos teriam sido apenas "parcialmente cobertos" nos cálculos de 2007.

"Só avaliando detalhadamente os setores estudados pela UNFCCC, estimamos os custos de adaptação entre duas e três vezes mais altos. E se forem incluídos setores que a UNFCCC deixou de fora, o custo verdadeiro é muito maior", afirmou Parry, copresidente do grupo do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), que avaliou estudos sobre impactos, vulnerabilidade e adaptação entre 2002 e 2008.

Copenhague

O "preço da adaptação" é um dos principais pontos usados para nortear as negociações internacionais sobre mudança climática. Analistas acreditam que essa seja uma das maiores dificuldades às vésperas da reunião da ONU sobre o assunto em Copenhague, em dezembro.

Na reunião na Dinamarca, será discutido um novo tratado internacional para substituir o Protocolo de Kyoto, que estabelece limites às emissões de gases do efeito estufa e que expira em 2012.

“As finanças são a chave para um acordo, mas se os governos estiverem trabalhando com números errados, podemos acabar com um acordo falso que não vai cobrir os custos de adaptação", afirmou a diretora do IIED, Camilla Toulmin,

Para chegar à nova estimativa, o grupo de 11 estudiosos avaliou também outros relatórios, não apenas o levantamento da UNFCCC.

As principais áreas examinadas por estes documentos são agricultura, silvicultura, pesca, água, saúde humana, zonas costeiras, infraestrutura e ecossistemas.

Os estudiosos chegaram à conclusão de que entre os fatores que contribuíram para que a estimativa da ONU ficasse abaixo do que consideram realista está a metodologia para calcular os impactos das mudanças climáticas sobre zonas costeiras e abastecimento d'água em 2030.

Segundo o estudo do IIED, as consequências podem ser bem mais drásticas que o previsto pela convenção, porque já nas próximas décadas os impactos podem ser muito mais graves.

Mau tempo

Desde 2007, boa parte da literatura científica indica que o nível dos oceanos está subindo mais rapidamente do que se acreditava, o que levou os cientistas a triplicarem o investimento em adaptação em zonas costeiras, incluindo ainda uma maior incidência de tempestades, deixada de fora do relatório de 2007.

A infraestrutura é outro ponto considerado muito subvalorizado. O novo estudo afirma que ainda são necessário investimentos para que regiões pobres sejam capazes de reduzir o atual déficit de infraestrutura, antes mesmo de investimentos em adaptação para reduzir a vulnerabilidade à mudança climática.

Com tudo isso, os custos especificamente para adaptação de infraestrutura podem ficar até oito vezes acima dos US$ 130 bilhões orçados (como teto) pela UNFCCC.

Na área de saúde, a estimativa da convenção da ONU é de que sejam necessários US$ 5 bilhões por ano, mas só leva em conta as doenças malária, diarreia e desnutrição.

Segundo os estudiosos coordenados por Martin Parry, isso só cobriria entre 30% e 50% do necessário para adaptação na área de saúde.

Na área de água, a ONU excluiu o custo em adaptação a enchentes e de transferência de água entre países vizinhos. Com isso, o custo ficou em US$ 11 bilhões, "substancialmente" abaixo do que pode ser necessário, segundo o novo relatório.

Por último, os especialistas também sugerem a inclusão da adaptação de ecossistemas aos cálculos de custo. Como isso não entrou no relatório da UNFCCC, a equipe de Martin Parry estima que sejam necessários mais US$ 350 bilhões por ano para adaptar tanto áreas protegidas quanto não protegidas.

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Amazônia
Manejo florestal inspira projetos e desperta ceticismo na Amazônia
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Paulo Cabral

 

Enviado especial da BBC Brasil a Dom Eliseu e Rondon do Pará (PA)

Desenvolver a economia florestal é uma possível solução apontada por ambientalistas para viabilizar a manutenção de 80% das áreas de vegetação nativa nas fazendas da Amazônia, como determina o Código Florestal.

 

Mas na região mais desmatada da Amazônia – o sudeste e o sul do Pará – produtores e autoridades veem com ceticismo a possibilidade de desenvolver as atividades florestais a ponto de contrabalancear o peso das atividades tradicionais.

"Se hoje um fazendeiro vai ao banco com uma proposta de usar apenas 20% da área de uma fazenda, o projeto é considerado inviável. Para que isso funcione teríamos que desenvolver toda uma cultura de produção florestal, o que é muito difícil", diz o secretário de Meio Ambiente do município de Rondon do Pará, Welinton Porto.

Rondon do Pará está na lista do programa Arco de Fogo, do governo federal, como um dos dez municípios que mais desmataram na Amazônia: 61% da floresta foi derrubada.

"Temos programas de reflorestamento e queremos chegar a 50% de cobertura vegetal, mas mais do que isso vai ser muito dif ícil. Acredito que deveria haver um zoneamento para permitir que áreas como a nossa, onde já há muita pecuária e agricultura, possam ter um índice menor de cobertura florestal", diz.

 

Opções


Entre as exceções está o fazendeiro John Weaver Davis Junior – um americano estabelecido com a família na região de Dom Eliseu (sudeste do Pará) desde o início dos anos 60. Ele espera que plantações de curuá impulsionem sua grande propriedade, que não vem produzindo muito.

O caruá é uma planta que fornece fibras tradicionalmente usadas na confecção de tecidos grossos na Amazônia, mas que nos últimos anos se revelou um importante material para a indústria, como um substituto da fibra de vidro.

As opções da família Davis, na verdade, são limitadas porque durante muitos anos eles extraíram madeira da propriedade para vender e para fazer carvão. Hoje, ele diz que só tem preservados os 50% que a lei exige e precisa encontrar atividades sustentáveis para tocar a fazenda.

O caruá pareceu ao americano uma boa opção porque é uma planta cultivada no meio da floresta, exatamente por precisar de muita sombra para se desenvolver bem.

"Se conseguir recursos para esse projeto tenho certeza que vai dar certo porque é um material que tem demanda cada vez maior", diz.

O pesquisador do Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia), Paulo Barreto, ressalta que as opções de exploração racional das florestas são muitas, a começar pela extração sustentável de madeira.

"Há uma demanda grande por madeira tanto aqui no Brasil como no exterior e com um bom manejo é possível tirar da floresta uma quantidade de árvores que permita que a natureza se recupere", diz o especialista.

"Mas ainda mais importante do que isso é agregar valor à produção. Fazer móveis, por exemplo, ao invés de apenas exportar toras de madeira bruta para o mundo."

 


 

A Amazônia em números

 

Fabrícia Peixoto

Da BBC Brasil em Brasília

Raio X da Ocupação da Amazônia
Região da bacia amazônica: região compreendida pela grande bacia do rio Amazonas, a maior bacia hidrográfica do planeta. São 25 mil quilômetros de rios navegáveis.
A área abrange seis países: Brasil, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia Venezuela.
No Brasil, o conceito de Amazônia Legal foi criado em 1966. Atualmente inclui: Amazonas, Acre, Pará, Amapá, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão, Goiás e Tocantins.
A Amazônia Legal tem 5 milhões de quilômetros quadrados.
A Amazônia Legal abrange 59% do território brasileiro, distribuído por 775 municípios.
Representa 67% das florestas tropicais do mundo.
Se fosse um país, a Amazônia Legal seria o 6º maior do mundo em extensão territorial.
Um terço das árvores do mundo estão na região, além de 20% das águas doces.
De acordo com o último censo demográfico da região (IBGE 2000), a região tem 20,3 milhões de moradores, sendo 68,9% residentes na área urbana e 31,1% na área rural.
A Amazônia Legal abriga 12,3% da população brasileira (Estimativa IBGE 2004).
O Estado mais desmatado (em comparação à extensão total do Estado) é Rondônia, onde o percentual de área desmatada é de 28,5%. Até 1978, a área desmatada no Estado era de 1,76%, chegando a 24% em 1999. O crescimento da população é apontado como responsável pelo desmatamento: entre 1970 e 1980, esse crescimento foi de 324%.
O número de imóveis rurais na região Norte do país, onde se encontra a maior parte da Amazônia Legal, cresceu 163% de 1992 a 2003, chegando a 30,4 milhões de imóveis. Foi a região que mais cresceu no período (Incra). Segundo o Incra, esse aumento é consequência principalmente da incorporação de novas terras. Além disso, a taxa de crescimento foi concentradora, pois a taxa de crescimento de área foi duas vezes superior à taxa de aumento do número de estabelecimentos
Na Amazônia Legal, em 2003, as áreas de "posses" totalizavam 35 milhões de hectares, o que correspondia a 19,8% da área total dos imóveis da região e 52,8% da área total dos imóveis de "posse" do Brasil.
No Brasil, os grilos somam 36,7 milhões de hectares, sendo 25,4 milhões de hectares na Amazônia Legal.
De 1996 a 2006, a área destina a lavouras na região Norte cresceu 275%, chegando a 7,4 milhões de hectares. Já as pastagens cresceram 33% no mesmo período.

Leia mais clicando aqui no site da bbc Brasil


 

Especialistas temem efeitos de nova lei na Amazônia.

Paulo Cabral

Enviado especial da BBC Brasil a Belém

Especialistas envolvidos na preservação da Floresta Amazônica temem os efeitos da nova lei criada a partir da MP 458, que determina regras para a regulamentação da posse de terras na região.

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com alguns vetos a mudanças introduzidas pelo Congresso Nacional, a nova lei é considerada um avanço, mas está longe de ser reconhecida como a solução definitiva para o problema do desmatamento.

"O objetivo é interessante, mas ele está longe de ser alcançado", diz o procurador federal em Belém (PA), Ubiratan Cazzeta. "O Estado não tem estrutura para ter certeza de que as pessoas que vão pedir esses lotes estão em áreas já antropizadas (ocupadas pelo homem), que elas não estão abrindo novas frentes e que não há nenhum conflito na terra em questão."

Leia mais e clique aqui no site da BBC, muito interesante esta materia.

 


 

Mapa do IBGE mostra onde estão os 238 peixes e invertebrados aquáticos ameaçados de extinção.

Encerrando o projeto de divulgação dos mapas da fauna brasileira ameaçada de extinção, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) lança um mapa que localiza pela primeira vez, no território nacional, as 238 espécies e subespécies de invertebrados aquáticos e peixes que correm risco de desaparecer, segundo a Lista das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), publicada em 2004.

Apresentado na escala de 1:5.000.000 (em que 1 cm corresponde a 50 km de território), o mapa "Fauna Ameaçada de Extinção: Invertebrados Aquáticos e Peixes - 2009" pode ser adquirido por R$ 15 nas livrarias do IBGE em todo o país e também na loja virtual do instituto, pelo site www.ibge.gov.br, onde é possível ainda acessar e baixar o mapa gratuitamente, tanto por meio do link “Mapas”, na seção “Canais”, como na área destinada a “Geociências”.

O mapa de invertebrados aquáticos e peixes ameaçados completa a série iniciada pelo IBGE em 2006 e que inclui um mapa específico para as aves; outro para mamíferos, répteis e anfíbios; e um mapa de insetos e outros invertebrados terrestres, totalizando 632 espécies de animais que podem entrar em extinção caso nada seja feito para preservá-las.

Das 238 espécies e subespécies ameaçadas que o mapa mostra, 79 são invertebrados aquáticos - como estrelas-do-mar, ouriços-do-mar, pepinos-do-mar, anêmonas-do-mar - e 159 são peixes de água doce e salgada - a exemplo de alguns tubarões, cações, raias, peixes-serra, pacus, barrigudinhos, vermelhos, bagres, cascudos e lambaris. Esses animais foram catalogados pelo Ibama pela primeira vez em 2004, e o maior número deles ocorre nos estados de São Paulo (86), Rio de Janeiro (76), Rio Grande do Sul (55), Bahia (51) e Paraná (43). Dentre as espécies relacionadas no mapa, 41 (6 invertebrados aquáticos e 35 peixes) se encontram em estado mais crítico de perigo de extinção. É o caso do marisco-do-junco, do ouriço-do-mar-irregular, do cação-bico-doce e do surubim, entre outros.

Os invertebrados aquáticos são pouco conhecidos e estudados; muitos deles vivem no fundo do mar e não se locomovem, por isso são difíceis de serem vistos no dia-a-dia, e alguns não possuem sequer um nome popular. Já os peixes são mais conhecidos e estudados e se encontram em número maior. A destruição dos habitats naturais é um dos principais fatores que aceleram o processo de extinção desses animais, ao lado de outros, como a poluição das águas, a sobrepesca, a pesca esportiva, o comércio de peixes ornamentais etc.

O mapa de invertebrados aquáticos e peixes ameaçadosé ilustrado com desenhos dos animais e fornece, como pano de fundo, informações sobre vegetação primitiva, área antropizada (modificada pelo homem) e delimitação dos biomas. Na legenda estão os nomes das classes, ordens e famílias a que pertencem as espécies, bem como seus nomes científicos e populares, categorias de ameaça (criticamente em perigo, em perigo e vulnerável) e distribuição geográfica.

Os estudos sobre a fauna ameaçada de extinção vêm sendo realizados pelo IBGE desde o fim dos anos 1980, fundamentalmente com base nas listas do Ibama e complementados por informações levantadas em diferentes instituições de pesquisas e na literatura especializada. Os estudos produzem informações que são armazenadas no banco de dados dos cadastros de fauna, que, por sua vez, gera os mapas. Ao divulgar espacialmente o estado atual de preservação da fauna, o IBGE contribui na orientação de possíveis programas de recuperação das espécies ameaçadas e no despertar da consciência ambiental.

Comentário: O IBGE é um orgão público e Federal a serviço da comunidade, assim estou divulgando o site do IBGE acredito em um País melhor.
Se vc não tem um mapa escolar acesse este link e baixe:
http://www.ibge.com.br/mapas_ibge/

 


 

Em Paris, Dalai Lama diz que China condenou Tibete à morte.

06/06/2009

Em uma visita que deixou as autoridades chinesas de cabelo em pé e estremeceu novamente as relações entre França e China, o Dalai Lama desembarcou neste sábado em Paris, acusando Pequim de impor a "pena de morte" para o Tibete.

O líder espiritual tibetano será nomeado cidadão honorário de Paris, apesar das várias advertências por parte do governo da China de que sua ida ao país prejudicaria as relações franco-chinesas.

O Dalai Lama fez fortes críticas às ações da China no Tibete desde que os protestos anti-Pequim começaram na região, no ano passado.

"Eu tenho um sentimento, desde março de 2008, de que uma nação muito antiga e sua herança e cultura tinham recebido a pena de morte", disse à imprensa ao desembarcar no aeroporto.

"O governo chinês mantém uma política linha dura, mas o povo chinês ignora esta situação. A comunidade internacional deve ir lá investigar, sem restrições", afirmou o Dalai Lama.

O líder budista, de 73 anos, receberá o título de cidadão honorário da capital francesa no domingo.

Neste sábado, ele se encontrou com parlamentares franceses pró-Tibete, além de membros das comunidades chinesa e tibetana na França.

"Ele nos pareceu muito pessimista", comentou Lionnel Luca, presidente do grupo de estudos do parlamento especializado na questão tibetana. "Pela primeira vez, ele nos disse que os eventos de março de 2008 foram uma provocação das autoridades chinesas".

O parlamentar, membro do partido UMP, do presidente Nicolas Sarkozy, disse ainda que o Dalai Lama acusou o Estado chinês de mandar agentes para destruir lojas durante protestos pacíficos pela libertação do Tibete para manchar a imagem do movimento.

Autoridades francesas afirmam que foi uma coincidência o Dalai Lama estar em Paris no mesmo dia em que o presidente americano, Barack Obama, e que não há planos de um encontro entre os dois ou mesmo entre o líder tibetano e representantes do governo dos Estados Unidos.

"Mais uma vez, me sinto muito feliz por vir à França. A principal razão de minha visita é receber esta honra, que é ser cidadão de Paris", declarou o Dalai Lama.

"É uma oportunidade de encontrar meus velhos amigos, políticos, empresários, intelectuais e pessoas comuns", acrescentou.

A França é o quarto e último país desta viagem do líder tibetano pela Europa, que recebeu advertências severas do governo chinês, apesar do Dalai Lama destacar que suas motivações no continente não são políticas.

A China já havia demonstrado grande irritação em dezembro, quando Sarkozy se encontrou com o Dalai Lama.

No mês passado, a China lançou um alerta à França, para que não cometa "erros" em relação ao Tibete.

"Se o governo da cidade de Paris entregar este prêmio, terá definitivamente e mais uma vez a forte oposição do povo chinês", indicou o porta-voz do ministro das Relações Exteriores, afirmando se tratar de uma intervenção nos assuntos internos chineses.

O prefeito de Paris, o socialista Bertrand Delanoe, respondeu dizendo que a homenagem é uma iniciativa da cidade, e não do Estado francês.

Delanoe estimou que "não se trata de uma questão de interferência", mas que "não há chance de renunciar às minhas convicções, sem a intenção de ser provocativo".

Antes de ir à França, o Dalai Lama visitou Dinamarca, Islândia e Holanda


 


 

Estado do Rio Grande do Sul destina verbas para o ambiente.

 

Fonte: Blog Ar puro

 

A governadora Yeda Crusius e o secretário estadual do Meio Ambiente, Berfran Rosado, anunciaram nesta terça-feira, em solenidade no Palácio Piratini, o Plano de Investimentos em Unidades de Conservação, com recursos na ordem de R$ 16,194 milhões.

Serão contempladas as 23 unidades de conservação estaduais gerenciadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema). Os recursos são provenientes de medidas compensatórias por licenças ambientais emitidas a empreendimentos, cuja obra exige Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impactos ao Meio Ambiente (EIA/RIMA).

Em seu pronunciamento, a governadora Yeda Crusius lembrou que a tarefa de conscientizar as pessoas a cuidarem do meio ambiente é nobre, além de requerer muita dedicação.

— O governo faz investimentos, identifica os problemas, entra com as soluções, mas cabe à sociedade também se responsabilizar, participar, sentir-se e ser participante do processo de conservação.

Ao explicar o plano de aplicação dos investimentos, o secretário Berfran Rosado, destacou o significado da ação, que demonstra a possibilidade da conciliação do desenvolvimento com a conservação ambiental.

— Estes recursos são resultados de medidas compensatórias, justamente em razão de empreendimentos que chegam gerando emprego e renda e que, por sua instalação, têm compromissos e obrigações de conservar o meio ambiente.

Berfran informou que a distribuição dos valores — já liberados e prontos para a contratação dos serviços — levou em conta a melhoria da infra-estrutura das unidades de conservação e a qualificação da relação delas com a sociedade.

— A comunidade precisa conhecer as unidades de conservação para dar valor ao enorme patrimônio ecológico que o RS possui e, conhecendo, reivindique cada vez mais melhorias — frisou o secretário.

NOVOS SERVIDORES - Yeda Crusius também anunciou que serão nomeados 60 técnicos ambientais e 60 guarda-parques, cujos cargos foram criados em outubro de 2008, com projeto de lei do governo do Estado, para aproveitar candidatos aprovados no concurso realizado pela Sema em 2007. O secretário do Meio Ambiente acredita que os 120 novos servidores, que serão nomeados em breve, irão conferir ainda mais agilidade e eficiência à prestação dos serviços públicos ambientais. Na avaliação de Berfran, haverá avanço na gestão, uma vez que, ao mesmo tempo em que se contrata pessoal, melhora-se as condições das unidades de conservação.

— Com mais estes servidores será possível implementar mais ações voltadas à educação ambiental, ao turismo, à pesquisa — salientou.


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Quanto cada unidade receberá

Unidade Localização Valor R$
APA Banhado Grande Glorinha, Gravataí, S. A Patrulha e Viamão 250.000,00
APA Rota do Sol S. F Paula, Três Forquilhas, Itati e Maquiné 238.320,20
APA Delta do Jacuí 1.250.000,00
Estação Ecológica Aratinga Itati e S. F. Paula 665.315,43
Horto Florestal Litoral Norte Tramandaí 200.000,00
Parque Estadual Espigão Alto Barracão 1.850.206,94
Parque Estadual de Itapuã Viamão 600.000,00
Parque Estadual de Rondinha Sarandi 1.168.738,35
Parque Estadual Delta do Jacuí 1.500.000,00
Parque Estadual do Camaquã São Lourenço do Sul e Camaquã 300.000,00
Parque Estadual do Espinilho Barra do Quarai 100.000,00
Parque Estadual do Ibitiriá Vacaria e Bom Jesus 645.875,63
Parque Estadual do Podocarpus Encruzilhada do Sul 100.000,00
Parque Estadual do Tainhas S. F. Paula, Jaquirana e Cambará do Sul 314.668,65
Parque Estadual do Turvo Derrubadas 1.332.284,19
Parque Estadual de Itapeva Torres 552.801,71
Parque Estadual da Quarta Colônia Agudo e Ibarama 2.005.820,00
Reserva Biológica da Mata Paludosa Itati 435.610,25
Reserva Biológica da Serra Geral Maquiné, Terra de Areia e Itati 29.051,23
Reserva Biológica de Ibirapuitã Alegrete 1.050.000,00
Reserva Biológica São Donato Itaqui e Maçambará 876.040,13
Reserva Biológica do Mato Grande Arroio Grande 200.000,00
Refúgio da Vida Silvestre Banhado dos Pachecos Viamão 540.000,00
Total R$ 16.194.752,81

 


 

'Eco crunch' leva recessão ao setor verde

Eric Brücher Camara

fonte: Da BBC Brasil em Londres

 

Primeiro, veio o credit crunch, a crise mundial de crédito; depois, a recessão que trouxe a reboque o eco crunch. Em meio ao pessimismo nos mercados, novos investimentos na indústria "verde" secaram e os preços do carbono despencaram.

Na Europa, os certificados de carbono - permissões para poluir que são negociadas entre empresas de países ricos - caíram do pico de quase 24 euros em julho do ano passado para pouco mais de 7 euros em fevereiro.

Diversos projetos de usinas de vento e solares foram suspensos, como ilustra a decisão da gigante Shell, anunciada em março, de suspender novos investimentos no setor de energias renováveis.

"Normalmente, esses gastos costumam mesmo vir atrás das despesas econômicas normais dos governos, mas embora tenham sido registradas quedas acentuadas, não percebemos nenhuma grande mudança na postura positiva dos Estados Unidos e da Europa", afirmou à BBC Brasil James Thompson, diretor-financeiro da EcoSecurities, empresa de compra e venda de certificados de emissão de carbono e investimentos em projetos de energia limpa.


Recuperação

 

Até o primeiro trimestre de 2009, todos os sinais eram negativos, mas, pelo menos no mercado de carbono, o panorama já pode estar mudando.

Segundo analistas da New Carbon Finance, uma consultoria especializada em análises do mercado de carbono e energias limpas.

A redução na atividade industrial com a recessão - que por sua vez levou à redução na procura por créditos de carbono - aliada à necessidade de liquidez das empresas por causa da crise de crédito provocou baixas recorde.

Mas no primeiro trimestre de 2009, segundo a a New Carbon Finance, o volume de operações subiu 37% comparado com o trimestre anterior. Ainda assim, a empresa identificou uma retração de 16% em comparação com o primeiro trimestre de 2008.

Se esse é o começo do fim do eco crunch, ninguém se arrisca a dizer. Mas, pelo menos em dois dos maiores supermercados britânicos, Tesco e Sainsbury's, o consumidor não abandonou os produtos ecologicamente corretos por causa da crise.

Muito pelo contrário, de acordo com o Sainsbury's, os produtos da linha Fairtrade, licenciados por uma fundação criada para proteger os direitos de pequenos produtores em países do Terceiro Mundo, registraram alta de 50% entre 2008 e 2009.

Reforçando avaliações mais otimistas para o setor, um relatório do banco HSBC mostra que realmente essa crise pode ter um final diferente.

 

Pacotes

 

O levantamento do banco estima que cerca de 15% do total de US$ 2,8 trilhões prometido em incentivos fiscais e investimentos previstos nos pacotes de recuperação econômica em vários países vai ser destinado a projetos relacionados ao combate às mudanças climáticas.

Em alguns países, o relatório identifica uma porcentagem significativa do total investida no setor: a China, por exemplo, deve dedicar 38% à área verde. Na Coreia do Sul, a fatia "verde"dos incentivos fiscais chega a 80% do total.

No pacote de US$ 787 bilhões anunciado pelo presidente americano, Barack Obama, o relatório do HSBC calcula que US$ 112 bi, 12% do total, devem ser destinados a projetos de energia limpa, eficiência energética, malha elétrica e outros setores vitais para o combate ao aquecimento global.

Há cerca de um mês, o Japão anunciou um pacote verde de US$ 102 bilhões, anunciando entre outras medidas, investimentos para iniciar a produção em série de automóveis elétricos em três anos.

Esses investimentos, para alguns, não representam apenas um acerto de contas com o meio ambiente, mas também podem incentivar a economia como um todo.

O político trabalhista britânico Michael Meacher escreveu recentemente que o mundo está diante de um triple crunch, uma crise tripla: de energia, climática e econômica.

Para ele, a "descarbonização" da economia global deve ser um peça-chave na solução dessa "crise tripla" e pode ganhar um impulso definitivo nas decisões que serão tomadas em dezembro, em Copenhague, onde um novo tratado deve ser elaborado para substituir o Protocolo de Kyoto.

 

 


 

Obama anuncia limites para emissões de veículos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira um plano de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa que deverá estabelecer pela primeira vez um padrão de limites de poluição para veículos no país.

As novas regras, que passarão a valer a partir de 2012, preveem corte de cerca de 30% nas emissões de automóveis e caminhões leves até 2016. Os veículos também deverão apresentar um padrão de eficiência de cerca de 15 km por litro de combustível.

Ao fazer o anúncio, Obama disse que os padrões atuais não são mais aceitáveis e levam à dependência de países exportadores de petróleo e a mudanças climáticas.

"Como resultado desse acordo vamos economizar 1,8 bilhão de barris de petróleo ao longo da vida útil dos veículos vendidos nos próximos cinco anos", disse Obama. Segundo o presidente, as novas regras equivalem a tirar 177 milhões de carros das ruas.

O preço de novos veículos deve aumentar em pelo menos US$ 1,3 mil (cerca de R$ 2.670) até 2016 com os novos padrões de eficiência.

No entanto, o presidente disse que o aumento nos preços seria compensado por menores gastos com combustível.

Prioridade

Segundo o correspondente da BBC em Washington Jonathan Beale, Obama fez do combate às mudanças climáticas uma prioridade.

Até agora, apenas alguns Estados, como a Califórnia, haviam adotado medidas para combater as mudanças climáticas, diz Beale.

A indústria automobilística dos Estados Unidos vinha resistindo às mudanças. No entanto, diante da crise econômica e do fato de terem de contar com ajuda do governo, as companhias passaram a apoiar as novas regras.

"A General Motors e a indústria automobilística serão beneficiadas ao ter mais consistência e certeza para guiar o planejamento dos nossos produtos", disse o presidente da GM, Fritz Henderson.

De acordo com o especialista em meio ambiente da BBC, Richard Black, o plano deverá servir de incentivo para a indústria automobilística americana aumentar a eficiência de seus veículos aos níveis da Europa e da Ásia.

O plano apresentado por Obama ainda deverá ser aprovado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e pelo Departamento de Transportes.

 


 

Fotos do Universo

Fonte: BBC BRASIL

Fotos do Universo mostram galáxias e 'piruetas' solares; veja

Gases expelidos pelo sol fazem piruetas e retornam à superfície
A agência de fotografias britânica Science Photo Library expõe, a partir deste sábado, em Liverpool, imagens do espaço capturadas por alguns dos melhores astrofotógrafos do mundo.
A exposição Da Terra ao Universo marca as primeiras comemorações pelo Ano Internacional da Astronomia, no ano que vem.


Veja as fotos

Capturadas por observatórios de diversos países e satélites da Nasa, as fotos revelam cores e formas fascinantes de nebulosas, de galáxias e suas estrelas, do Sol e suas "piruetas" formadas a partir de gases expelidos a milhões de graus centígrados.

De acordo com a diretora de marketing da Science Photo Library, Maria Atoney, o objetivo da mostra é aproximar a ciência do público.

"A exposição permite que se admire a beleza e a complexidade do Universo", disse ela.

"Além disso, nossas mentes são desafiadas a entender o tamanho gigantesco desses objetos, as imensas distâncias envolvidas e a pequeneza do homem diante disso tudo."

A exposição fica em cartaz no Albert Dock, em Liverpool, até o dia 29 de junho.

 


 

Machu Picchu foi 'descoberta' 40 anos antes, dizem historiadores.


Dan Collyns
de Lima para a BBC

Fonte: BBC BRASIL

 

Moradores da região já sabiam da existência de Machu Picchu antes dos exploradores chegarem
Uma equipe de historiadores afirmou que a cidade perdida dos incas, Machu Picchu, foi descoberta e saqueada mais de 40 anos antes da data de sua descoberta oficial.
Até então, acreditava-se que a cidadela - a maior atração turística do Peru - teria sido descoberta em 1911 pelo explorador americano e acadêmico da Universidade de Yale Hiram Bingham.

Mas uma equipe de historiadores de vários países, incluindo o Peru, liderada pelo cartógrafo americano Paolo Greer, afirma que um negociante alemão saqueou os tesouros da cidade inca mais de 40 anos antes de ter sido encontrada por Bingham.

Segundo os estudiosos, Augusto Berns, um comerciante de madeira e ouro peruanos, saqueou os túmulos de Machu Picchu ainda em 1867, aparentemente com a permissão do governo peruano.

Roubo

Os pesquisadores afirmam que o comerciante alemão instalou uma serraria ao pé da montanha onde está Machu Picchu e, sistematicamente, roubava artefatos preciosos que eram vendidos para galerias e museus da Europa.

A descoberta foi feita depois que os historiadores encontraram um mapa no Museu Nacional do Peru, quer permitiu investigar as atividades de Augusto Berns.

Os pesquisadores agora estão tentando descobrir quantos artefatos Augusto Berns contrabandeou para fora do país.

Mais de um século depois, os tesouros arqueológicos do Peru ainda estão sendo roubados e vendidos no mercado negro internacional.

Apesar de a descoberta ter sido anunciada no mundo ocidental em 1911, moradores da região aparentemente já sabiam da existência de Machu Picchu.

As ruínas têm um valor simbólico para os povos indígenas peruanos. Machu Picchu também é o principal sítio arqueológico do país, atraindo milhares de turistas todos os dias.

A cidadela foi construída por um dos últimos imperadores incas, Pachacutec, por volta de 1450, e mantida em segredo dos conquistadores espanhóis, que invadiram a região cerca de cem anos depois.


Gabrielle Castro S. S.

 


 

Petrobras investirá US$ 28,9 bi no pré-sal até 2013

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira que pretende investir US$ 28,9 bilhões em exploração e produção de petróleo entre os anos de 2009 e 2013 nas áreas de pré-sal, sendo US$ 18,6 bilhões para Santos e US$ 10,3 bilhões para Espírito Santo.

O investimento total em exploração e produção no Brasil entre 2009 e 2013 será de US$ 92 bilhões, sendo US$ 13,8 bilhões em exploração, US$ 70,2 bilhões em desenvolvimento da produção e US$ 7,9 bilhões em outros gastos.

"Mesmo com os atuais preços dos barris de petróleo, os nossos projetos são altamente rentáveis", disse o diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella. Ele também confirmou que, até 2017, 28 sondas de áreas profundas serão adquiridas pela estatal.

O plano de exploração da Petrobras para o período de 2009 a 2013 de US$ 13,8 bilhões compreende uma área de 157.587 km², onde estão 278 blocos espalhados pelo território brasileiro.

Entre os principais projetos de óleo no País, está o alcance de uma produção de 2,68 milhões de barris por dia em 2013. A estimativa para 2009 é de 2,05 milhões de barris diários, tanto em pré-sal quanto em óleo pesado e intermediário.

Nos projetos de gás, a estimativa para 2013 é de 71 milhões de m³ por dia. Para 2009, a intenção é chegar a 50 milhões de m³ diários, já que em 2008 esse número fechou em 32 milhões de m³ por dia.

Estrella afirmou que a intenção da estatal é alcançar esse objetivo (71 milhões de m³) até mesmo antes de 2013. "Temos gás associado e gás não associado. Em 2009 entram uma série de campos de gás não associado. E o importante é que com esses projetos, nós pretendemos atingir, já a partir de 2011, esse patamar de 71 milhões de m³ por dia".

O diretor da Petrobras disse ainda que uma das grandes preocupações estratégicas da Petrobras é manter e conservar os atuais blocos exploratórios para continuar aumentando as reservas e produções.

Nos principais projetos de óleo e gás no Brasil entre 2009 e 2013, a Petrobras pretende chegar a 2,68 milhões de barris em óleo e 3,32 milhões de barris em óleo e gás. "É uma estimativa extremamente ambiciosa e que coloca a Petrobras em uma situação extremamente confortável", disse Estrella.

Fonte: www.terra.com.br

 


 

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